VEM JESUS SOCORRER SUA IGREJA!

A Agenda Escolar que acaba de lançar a União Europeia omite intencionalmente todas as festas cristãs -- incluindo o Natal -- e introduz festas dos calendários muçulmano, sikh ou hindu, que nunca tiveram expressão entre nós. Com esta medida facciosa e fundamentalista, a Comissão Europeia dá assim mais um passo importante para a proscrição do Cristianismo no seu próprio território.
Aquele a quem a Santa Madre Igreja sempre condenou, agora será homenageado!!! 
No domingo, dia 23 de janeiro será realizada uma celebração ecumênica na Basílica de São Paulo Fora dos Muros, onde será plantada uma árvore e abençoar germinadas com o projeto ecumênico "Jardim de Lutero" em Wittenberg, na Alemanha. Isto foi declarado pelo Conselho Pontifício para a Promoção da Unidade dos Cristãos, em comunicado, confirmando a participação do presidente do Conselho Pontifício, o Cardeal
Kurt Koch, neste evento.
Durante o evento, o cardeal Koch, juntamente com representantes de várias confissões cristãs irão "abençoar" uma oliveira plantada , como um sinal de comunhão ecuménica de inundação medida entre católicos e luteranos.
A Igreja Unida nasceu da Reforma de Lutero, no século XVI, e inclui todos os fiéis luteranos na Alemanha (cerca de 18 milhões de pessoas), além de ser um papel influente na Federação Luterana Mundial. A delegação tem agendado um encontro com o Papa na segunda-feira 24 de janeiro e uma série de reuniões com funcionários do Conselho Pontifício para a Unidade dos Cristãos sobre o estado atual do diálogo ecumênico.
O Luthergarten ("Lutero Garden") é um jardim que começou a ser construída em Wittenberg, cidade-chave na história da Reforma, para comemorar os 500 anos desde a publicação do famoso 95 teses de Lutero.
Ele vai plantar 500 árvores, que será patrocinado por várias denominações cristãs, e que termina em 2017, ano do quinto centenário. Cada árvore plantada deve corresponder a uma outra árvore colocada em uma igreja de confissão que ele patrocina. Onde iremos parar?
Será que a verdade foi dividida?  "Conheço as tuas obras: não és nem frio nem quente. Oxalá fosses frio ou quente! Mas, como és morno, nem frio nem quente, vou vomitar-te" (Ap 3,15-16)
 Se outras igrejas também se dizem verdadeiras, como podemos saber que a Igreja Católica é a Igreja fundada por Cristo?
A IGREJA DE CRISTO DEVE TER QUATRO NOTAS
I. Unidade
a) Cristo instituiu uma só Igreja: “Eu edificarei a minha Igreja” (Mt 16.19); e ela deve conservar-se uma só : “um só rebanho e um só pastor” (Jô 10.16)
E S. Paulo explica que “há um só Senhor, uma só fé, um só batismo” (Ef. 4.5)
b) A Igreja é una, porque tem um só governo, uma só fé e um só culto.
II. Santidade.
a) Cristo veio ao mundo para santificar os homens. Ele quer que nós nos santifiquemos (Jo 17.19). E para isto pregou uma doutrina de santidade e instituiu os meios de santificação ( os sacramentos).
b) Por isso a sua Igreja deve ter santidade, isto é, deve:
Pregar uma doutrina de santidade
Utilizar os seus meios de santificação;
Produzir Santos.
 III. Catolicidade.
a) Cristo veio salvar todos os homens: “pregai o Evangelho a todas as criaturas” ( Mc 16.15). em todos os tempos” até a consumação dos séculos” (Mt 28.20)
b) Então a sua Igreja deve ser para todos os homens e para todos os tempos, sem nada mudar dos seus princípios.
 
IV. Apostolicidade
a) Cristo entregou sua Igreja aos apóstolos confiando-lhes a pregação do Evangelho e o governo espiritual dos homens.
b) Portanto, a Igreja de Cristo tem de ser a mesma que começou com os Apóstolos, conservando a mesma doutrina pregada pelos Apóstolos e com chefes que se prendem aos Apóstolos por uma serie ininterrupta.
Só ela tem as notas da Igreja de Cristo. Só ela é una, santa, católica e apostólica.

I. Só ela é una. Tem:
- um só chefe universal – o Papa;
– uma só fé: é uma beleza ver a Igreja de S. Pedro em Roma, católicos de todo o mundo rezarem o Credo: todos crêem as mesmas verdades.
- um só culto: Em Roma, na Austrália, ou no congo, acompanho a S. Missa pelo meu missal, como na minha paróquia: e recebo do mesmo modo, os mesmo sacramentos
Observe que, quando se fala da Igreja Católica, apenas se diz: a Igreja : e quando se diz do protestantismo, se diz: as igrejas.
II. Só ela é santa:
- prega doutrina de santidade do Evangelho.
Sempre ensinou que boas obras são necessárias à salvação. Nunca alterou a doutrina de Cristo, embora chamem de atrasada – como no caso do divórcio e das falsas liberdades;
- utiliza de meios de santificação. Tornando-os até obrigatórios (como Missa aos domingos e dias de santos, Comunhão da Pascoa, confissão anual, jejum, abstinência) e aconselhando sua maior freqüência;
- produz Santos.
A Igreja Católica tem uma legião imensa de santos de todas as condições e idades, em todos os tempos e ainda hoje.
Convida seus filhos à santidade nas associações, congregações e ordens religiosas, algumas de grande rigor.
Produz verdadeiros heróis , que cuidam do próximo com uma dedicação desconhecida das outras religiões.
Vivendo em estado de graça, cumprindo os mandamentos de Deus e da Igreja, freqüentando os Sacramentos, praticando as virtudes alcançaremos também a perfeição.
III. Só ela é Católica:
-está estendida por todo o mundo;
- é a mesma em toda parte;
- procura alcançar todos os homens, mandando missionários aos países mais longínquos e convidando-nos a trabalhar pela conversão dos homens.
IV. Só ela é apostólica.
- conserva a mesma doutrina dos apóstolos;
- seu chefe é o sucessor de S. Pedro
De Pio XII (hoje Bento XVI) a S Pedro é ininterrupta a sério dos papas que governaram a igreja de Cristo.
GRANDE DEFENSOR DA FÉ CATÓLICA !

LADAINHA OFICIAL DO MÁRTIR SÃO SEBASTIÃO

São Sebastião, Intrépido Capitão de Jesus Cristo, 
T -  Rogai por nós!
Valente Defensor da Santa Igreja,
Fiel imitador dos Apóstolos,
Coluna Inabalável do Evangelho,
Invencível atleta da fé Católica,
Morada do Espírito Santo,
Farol da Santa doutrina cristã,
Estrela radiante de sabedoria e humildade,
Protetor contra as Guerras,
Radiante luzeiro de Justiça e caridade,
Guardião perpétuo da Juventude,
Defensor poderoso contra a fome e as epidemias,
Escudo vitorioso contra os ataques do Inferno,
Esmagador invicto dos inimigos da Fé,
Patrono e modelo dos militares,
Socorro imediato contra as doenças e as calamidades,
Restaurador da Paz entre os Homens,
Consolação e Esperança dos prisioneiros,
Profeta e Vítima do amor de Jesus Cristo,
Guerreiro defensor de vossos devotos,
Advogado dos desesperados e dos pecadores,
Querubim abrasado de zelo pela glória de Deus,
Porta Estandarte da Cruz,
Servo e mensageiro da Santíssima Trindade,
Príncipe dos mártires militares,
Auxilio urgente e eficaz em nossas necessidades,
Cujo corpo foi dolorosamente transpassado por setas,
Que fostes cruelmente humilhado e açoitado,
Que sofrestes um duplo e heróico martírio;
Que tudo renunciastes para ganhar a Cristo,
Manso como um cordeiro levado ao sacrifício,
Confortado pelos anjos em vosso martírio,
Coroado de Incomparável glória no céu,
Admirável Padroeiro do Rio de Janeiro,
Intercessor nosso junto ao trono do Altíssimo,
cuja memória durará por todo os séculos,
Honra e glória da Igreja triunfante
Glorioso mártir São Sebastião:
Nas minhas dúvidas, orientai-me;
Com vossa espada poderosa, salvai-me
Da fome e das doenças, afastai-me;
Das setas do maligno, defendei-me,
Dos vícios e das drogas, libertai-me
O caminho da Justiça e da verdade, mostrai-me;
Com o sangue precioso que derramastes, lavai-me!
Santo Guerreiro da Justiça e da Vida, amparai-me;
Das secas, das tempestades e da guerra, livrai-me;
Com o fogo do Espírito Santo, transformai-me;
Do medo e da violência, protegei-me;
Com a Santíssima Virgem Maria, abençoai-me
Na hora de minha morte, serenai-me
 e conduzi-me em vossa companhia ao Reino celestial.
(autor: Lúcio Gouvea/RJ - moderador deste blog - 
 nihil obstat de D. Estêvão Bittencourt -
Mosteiro de S.Bento/RJ-Brazil)
Nascido na cidade de Narbona, França, no ano 256 da nossa era cristã, foi educado em Milão, norte da Itália, de onde era sua mãe. De família cristã, bem jovem se sentiu atraído pela milícia romana. Seu pai era militar. O Império era dirigido por Diocleciano e se extendia por toda a região ocidental do Mar Mediterrâneo.   Sua condição e seu porte nobres, sua valentia e arrojo, fizeram que se destacasse no cumprimento das suas funções, e o governador [imperador] romano Maximiano o apreciava por sua valentia e bons serviços, chegando a nomeá-lo chefe da primeira coorte da Guarda Pretoriana Imperial.
Converteu numerosos membros do exército romano, sendo novamente levado diante do imperador que se espantou ao vê-lo vivo, pois o cria morto. Indignado pela firme convicção cristã de seu antigo amigo, mandou-o matar a pauladas, e jogar seu corpo numa cloaca. Resgatado novamente pelos cristãos foi enterrado numa Catacumba da Via Ápia, que leva seu nome. Morreu no ano 288, aos 32 de idade.
 Sua fama ganhou grande destaque quando no ano 680 a cidade de Roma foi tomada pela peste. Suas relíquias foram transportadas até a Basílica de São Pedro daquele então, e a peste cessou. O fato divulgou-se rapidamente e começou a ser invocado por toda parte, como protetor das epidemias e como defensor da Fé contra os inimigos da Religião Católica.
São Sebastião é muito popular no Brasil,  padroeiro da cidade maravilhosa de São Sebastião do Rio de Janeiro. Parte das relíquias de seu corpo foi dada pelo papa Eugênio II à abadia de Saint Médard de Doissons em 828. É o santo defensor das moléstias contagiantes, invocado nas epidemias. Nas guerras e escassez de víveres. Os devotos de São Sebastião não morrem de fome, de peste nem de guerras.
SÃO SEBASTIÃO - GLORIOSO MÁRTIR DE CRISTO
No dia 20 de janeiro numerosas cidades - grandes, pequenas e até povoados - do nosso imenso Brasil comemoram a Festa de seu santo Padroeiro: o mártir cristão São Sebastião.
Maior número de Paróquias levam seu nome e recebem a sua proteção. As capelas são incontáveis por todo o território nacional, e a devoção popular a este santo mártir dos primórdios da Igreja fundada por Nosso Senhor Jesus Cristo continua sendo bem grande.
Os santos canonizados pela Igreja são exemplo de vida para todos nós. O Mártir alcança sua glorificação mais rapidamente, pois o próprio Nosso Senhor diz "quem der testemunho de mim diante dos homens, também Eu darei testemunho dele diante de meu Pai que está nos Céus" (Mt 10, 32).
  Ao Brasil chegou a fama de São Sebastião com os primeiros missionários, e com os próprios portugueses que aqui vieram. Martirizado pelo imperador pagão Maximiliano, morreu no ano 288. Os milagres que Deus operava pela sua intercessão foram em tal quantidade e tão espetaculares, que bem podemos imaginar como as populações se encomendavam a ele. 
 A Cidade "Cartão Postal" do Brasil, e durante anos a Capital do Império, banhada pelas águas da Bahia de Guanabara, tinha como nome São Sebastião do Rio de Janeiro. No meio da Praça está a Estátua de São Sebastião, para mostrar a importância do local que foi palco da batalha que em 1567 resultou na expulsão dos protestantes calvinistas franceses do Rio de Janeiro e na qual Estácio de Sá foi ferido. Em seu louvor foi construída uma igreja no Morro do Castelo, a qual foi demolida com a implantação da república, no início do século XX. Todo ano, no dia 20 de janeiro, realiza-se a procissão de São Sebastião que sai da Igreja de São Sebastião dos Frades Capuchinhos na Tijuca termina nesta estátua, onde é interpretado o Auto da vida do santo.
Também ao norte de Brasil, na cidade de Olinda-Recife, foi construída em 1686 a igreja dedicada a São Sebastião. Nesse mesmo século XVII uma epidemia de febre amarela urbana atinge a Olinda. O governador ordena que se faça uma procissão com a Imagem de São Sebastião, conhecido protetor contra a peste, a fome e a guerra, e a peste desaparece.
Sebastião, jovem e militar, de carreira promissora, morre prematuramente porque preferiu renunciar a tudo, inclusive a vida (Mt 7,37-39) para ser soldado e atleta de Cristo.  Por isso, a ele se aplicam perfeitamente as palavras de Paulo: combateu o bom combate (1Tm 2,18b), assumiu a sua parte de sofrimento como bom soldado de Cristo Jesus (2Tm 2,3) e, à semelhança dos atletas, absteve-se de tudo, todavia para ganhar uma coroa imperecível (1Cor 9,24-25).  Enfrentando o imperador com a armadura de Deus (Ef 6,11), colocou-se de pé, cingido com a verdade e revestido da couraça da justiça (Ef 6,14), empenhando o escudo da fé (Ef 6,16), tomando o capacete da salvação e a espada do Espírito, que é a Palavra de Deus (Ef 6,17).  
 
São Sebastião é um apelo vivo e motivador para a retomada da nova evangelização, necessidade inadiável.  Como nos pede com insistência o Papa.  Como nos coloca nas mãos e no coração o próprio Jesus: Como tu me enviaste ao mundo, também eu os enviei (Jo 17,18).  
 RAINHA DE MISERICÓRDIA INSONDÁVEL


 No ano de 1651, ainda permaneciam isolados nos montes e na floresta da província da Venezuela, os índios coromotos, sem querer ter contato algum com os missionários e a civilização.
Tanta bondade e império emanavam da presença e das palavras da celestial Dama, que o indômito cacique, maravilhado, dispôs-se a cumprir sua vontade.
Certo dia - no fim desse ano ou quiçá no início do seguinte - quando o cacique dessa tribo, homem valente e irascível, e sua mulher se dispunham a vadear um riacho, eis que viram uma dama de indescritível majestade e formosura avançando em sua direção, caminhando sobre as águas.
Pasmos e extasiados, permaneceram imóveis, contemplando a misteriosa senhora que, ao aproximar-se deles, sorriu maternalmente e disse na própria língua dos coromotos: "Ide aonde se encontram os homens brancos para que derramem água sobre vossas cabeças e assim possais ir ao Céu".
As águas purificadoras do Batismo
Decidido a conduzir sua tribo para junto dos homens brancos, o cacique colocou-se à espreita, aguardando a passagem de alguns deles por aquelas solitárias paragens. E a Divina Providência, que com bondade infinita tudo dispõe para nosso bem e salvação, não fez esperar muito aqueles índios escolhidos pela Rainha de todos os corações.
João Sanchez, um honrado espanhol que cultivava umas terras na região, precisou dirigir-se apressadamente à distante aldeia de El Tocuyo, uma das poucas então existentes naquela província. Assim, passou ele nas proximidades do local onde viviam os Coromotos.
João Sanchez, auxiliado por sua fiel esposa, tudo fez para converter e civilizar os Coromotos, os quais acompanharam com fervor e alegria a catequese que recebiam.
Passaram-se os meses, e aqueles índios que haviam venerado as águas sobre as quais a Santíssima Virgem tinha aparecido, inclinavam agora piedosamente a cabeça para receber as águas purificadoras do santo Batismo.
No entanto, o feroz cacique, o primeiro a quem apareceu Nossa Senhora, negava-se a ser batizado e distanciava- se paulatinamente das aulas de catecismo. As saudades da vida sem freio nem moral que levara na floresta, irrompiam como um vulcão no fundo de sua alma.
Na tarde de sábado, 8 de setembro de 1652, João Sanchez mandou reunir todos os Coromotos para participar de um ato religioso em honra a Nossa Senhora.

O cacique, enfurecido, recusou-se a comparecer a uma cerimônia em louvor d'Aquela que o havia feito abandonar a vida selvagem e pagã. Ao entardecer, encontrava-se ele na sua choupana com a esposa, a irmã desta, chamada Isabel, e um sobrinho de doze anos, todos já batizados e fervorosos cristãos.
Subitamente, apareceu no umbral da cabana a Santíssima Virgem, a mesma "bela Senhora" que haviam visto andando sobre as águas do regato. Da celestial aparição emanava tal fulgor que toda a choupana ficou iluminada pelos raios dessa luz "igual à do sol quando está ao meio-dia, mas sem queimar como este", segundo declarou mais tarde a índia Isabel.
O cacique, sem levantar-se da esteira onde repousava, bradou encolerizado:
- Até quando me hás de perseguir? Bem podes partir, pois não mais farei o que mandas. Por ti tudo deixei e vim aqui passar trabalhos!
Maravilhada com a excelsa visitante e cheia de vergonha pela inimaginável dureza do índio, a esposa o repreendeu dizendo:
- Não fales assim com a "bela Senhora". Não tenhas tão mau coração!

Não pôde o cacique suportar mais tempo a presença de Nossa Senhora, que permanecia no umbral da casa olhando-o com maternal bondade. Levantou-se de um salto e apanhou o arco e as flechas, gritando desesperadamente:
- Matando-te, deixar-me-ás! Neste instante, a Santíssima Virgem, majestosa e refulgente, penetrou no interior da choça e adiantou-se em direção ao índio, de tal modo que este não teve espaço para disparar a seta.

 Louco de ódio, ele jogou as armas por terra e precipitou-se sobre a Soberana Senhora com o intuito de lançá- la fora da casa. Porém, ao estender os braços para tentar agarrá-la, desapareceu Ela repentinamente, e uma triste escuridão sucedeu à magnífica luz sobrenatural.
Longo tempo permaneceu imóvel o cacique, na mesma posição que tomara ao precipitar-se sobre a aparição, apertando alguma coisa que havia ficado em uma de suas mãos. Finalmente disse com voz trêmula: "Aqui a tenho presa".
Na hora extrema, a conversão

Nesse mesmo dia, sob uma chuva torrencial, o cacique ordenou que toda a tribo partisse para os montes, abandonando a civilização. E aqueles pobres índios recém-convertidos seguiram seu chefe no caminho da infidelidade e da barbárie. Mas apenas haviam se adentrado na floresta quando o cacique rolou por terra, dando gritos de dor. Uma serpente venenosa o tinha picado... restavam-lhe poucos minutos de vida. Vendo-se, então, perdido, e reconhecendo que
 a Divina Justiça o punia por tanta maldade, começou a implorar o perdão em alta voz e a clamar pelo Batismo.
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Mas, naquelas solidões, quem poderia derramar sobre ele as águas regeneradoras? A tribo assistia muda e confundida à sua agonia.
Ao ouvir os angustiados clamores do cacique moribundo, acorreu pressuroso um mulato que andava por aquelas paragens e imediatamente o batizou. Sereno e resignado, então, ele recomendou à tribo que nunca deixasse de cumprir a vontade da Mãe de Deus, e logo em seguida exalou seu último suspiro.
Quis Nossa Senhora, nas aparições de Coromoto, demonstrar ao mundo, e de modo especial à América, que Ela é Soberana, sobretudo, na sua bondade. É possível imaginar dureza espiritual maior que a daquele cacique? Entretanto, a misericórdia d'Ela triunfa sobre a mais empedernida das maldades humanas.
Na pessoa do índio, objeto de tão imensa clemência, estava representada a humanidade inteira, estava cada um de nós, estava eu... Sim, eu, pois tantas e tantas vezes sou convidado a confiar em seu maternal amparo, nesse perdão que dulcifica qualquer dureza, nessa bondade que vence a mais obstinada ingratidão!
NOSSA SENHORA DE COROMOTO
 No ano de 1652, Nossa Senhora de Coromoto apareceu aos índios do mesmo nome. Foi declarada Padroeira da Venezuela pelo Episcopado venezuelano no dia primeiro de maio de 1942. O papa Pio XII a declarou "Celeste e Principal Padroeira de toda a República da Venezuela" no dia 7 de outubro de 1944.
 O Santuário Nacional está construído no local da aparição, perto da cidade de Guanare. O Papa João Paulo II, em fevereiro de 1996, abençoou pessoalmente este Santuário.
 Durante a chegada dos espanhóis a região de Guanare, em 1591, um grupo de índios da tribo dos Coromotos decide abandonar sua terra e fugir para o rio Tucupido, porque não queriam ser influenciados pelos brancos e por sua cultura. Cinqüenta anos depois os índios, que ainda não haviam se convertido, viviam num povoado não muito distante da vila dos espanhóis, ambos viviam em harmonia, mas exilados um do outro.
 Uma manhã do ano de 1651, o cacique dos Coromotos, junto dom sua esposa, contemplam assombrados uma extraordinária visão. As margens do rio Tucupido, sobre a corrente das águas, uma formosa Senhora olhando com expressão amável, traz nos braços um pequeno Menino que os sorri placidamente. A misteriosa Senhora chama o cacique e ordena: “Sai do bosque com os teus e vai para junto dos brancos para que recebam a água sobre a cabeça e possam entrar no céu.”
 O cacique impressionado pelo que acabava de ouvir da bela Senhora decide marchar com sua tribo para ser instruído na religião cristã. Mas diante da dificuldade de se adaptar a vida na cidade, decide voltar a selva com sua esposa e família. A Senhora volta a aparecer-lhe, desta vez na oca do indígena, mesmo que a Virgem tivesse se apresentado rodeada de uma aura luminosa cujos raios inundavam calor todo lugar, não conseguia comover o cacique que, irritado tratava de expulsa-la ameaçando-a com suas armas.
 Sempre sorridente, a Virgem avança suavemente em direção ao cacique e quando é recebida com mais ira, desaparece de sua vista. No punho fechado do índio coromoto ficou uma pequena estampa na qual havia sido impressa a imagem da Senhora.
 A imagem mostra a veneração dos fiéis protegida dentro de uma riquíssima custódia. Em 7 de outubro de 1944, a pedido dos Bispos da nação, Pio XII declarou-a “Patrona da República da Venezuela” e sua coroação canônica foi celebrada ao cumprir-se os três séculos da aparição em 11 de setembro de 1952. O Cardeal Arcebispo de Havana, Manuel Artega y Betancourt coroou a sagrada imagem de Nossa Senhora de Coromoto em representação do Papa Pio XII. O Santuário Nacional da Virgem de Coromoto, lugar de encontro de grandes peregrinações, foi declarado Basílica pelo Papa Pio XII em 24 de maio de 1949.
 A Virgem de Coromoto é uma pequenina relíquia que mede 27cm de altura por 22cm de largura. O material da estampa poderia ser de pergaminho ou de papel seda, a Virgem apareceu pintada de corpo médio, sentada com o Menino em seu regaço. Parece ter sido desenhada com uma pena fina, traçada como um retrato em tinta chinesa a base de riscos e pontos. A Virgem e o Menino olham adiante, e trazem suas cabeças coroadas. Duas colunas unidas entre si formam um arco o encosto do trono que os sustentam. A Virgem cobre seus ombros com um manto com reflexos escuros roxos. Um véu branco cai simetricamente sobre seus cabelos cobrindo-os devotamente. A túnica da Virgem é de cor clara e a do Menino branco com o véu.

 IGREJA CATÓLICA ACOLHE FIÉIS ANGLICANOS!
A Congregação para a Doutrina da Fé do Vaticano, instituiu o Ordinariato Pessoal de Nossa Senhora de Walsingham neste sábado, 15. A decisão possibilita que diversos grupos de pastores e fiéis anglicanos da Inglaterra e País de Gales - que expressaram a aspiração de entrar em comunhão plena e visível com a Igreja Católica - possam concretizar seu desejo.
 O Ordinariato cuidará da preparação catequética desses grupos que, na Páscoa, serão recebidos na Igreja Católica, juntamente com os seus pastores, bem como acompanhar os ministros que estão se preparando para serem ordenados no sacerdócio católico, em data próxima a Pentecostes. O patrono do Ordinariato é o Beato John Henry Newman, beatificado por Bento XVI em setembro do ano passado, durante a histórica viagem apostólica ao Reino Unido.
 O Papa nomeou como primeiro Ordinário o reverendo Keith Newton, 58 anos. Ele faz parte do grupo de três ex-bispos anglicanos que foram ordenados sacerdotes católicos pelo Arcebispo de Westminster, Dom Vincent Nichols, na manhã desta sábado. Os outros dois são o reverendo Andrew Burnham e o reverendo John Broadhurst.

"Espero que o Ordinariato seja um dom para a Igreja Católica e que eu, juntamente com os sacerdotes e os fiéis integrantes do Ordinariato, estejamos a serviço de toda a Igreja", afirmou o reverendo Keith.
Um Ordinariato Pessoal é uma estrutura canônica que possibilita uma "reunião corporativa". Neste caso, permite àqueles que eram anglicanos entrar em plena comunhão com a Igreja Católica e conservar elementos do seu patrimônio específico, como a liturgia e a espiritualidade.
Com esse formato, a Anglicanorum coetibus busca garantir, por um lado, o objetivo de salvaguardar, no interior da Igreja Católica, as veneráveis tradições litúrgicas, espirituais e pastorais anglicanas e, por outro, a plena integração destes novos grupos e respectivos pastores na Igreja Católica.
Dois meses após a visita ao Reino Unido do Papa Bento XVI, Andrew Burnham, Keith Newton e John Broadhurst anunciaram em novembro passado que se somariam à Igreja católica romana, para marcar sua oposição às decisões recentes dos anglicanos sobre a ordenação de mulheres ou a bênção a uniões homossexuais.
Os três bispos, por serem casados e pais de família, não podem conservar a mesma hierarquia no seio da Igreja Católica, pelo que, então, foram ordenados padres.
Segundo o agora padre católico e ex-bispo anglicano Keith Newton, 50 representantes do clero anglicano poderão fazer o mesmo, nos próximos meses.

 CATÓLICOS PARTEM PARA SER MAIORIA NA INGLATERRA
LONDRES, 2007-02-16 (ACI).- Os católicos no Reino Unido aumentam cada dia mais, devido à intensa imigração dos últimos anos, sobre tudo dos países do leste europeu como a Polônia, e poderiam chegar a superar o número de anglicanos no país. Assim o assinala um relatório do instituto Von Hugel, de Cambridge, que foi publicado ontem no jornal The Times, segundo o qual as paróquias católicas vêem crescer fortemente o número de fiéis. Enquanto em alguns lugares, a Igreja Católica respondeu positivamente a esse fenômeno, em outros se viu “afligida” pela magnitude do desafio que representa a maciça afluência de novos fiéis, explica o relatório.

A ESPIRITUALIDADE DA OBRA DE SCHOENSTATT

O Padre Kentenich ofereceu à Obra de Schoenstatt uma espiritualidade original e vasta, através da qual se torna possível uma existência cristã autêntica e missionária no nosso tempo.   

Piedade Mariana

A Virgem Maria Mãe de Deus era para o Padre Kentenich a realização mais perfeita do "Homem Novo", da "Nova Criação", para a qual tende a Obra Salvífica de Cristo. Por isso, na sua actuação como Fundador e Educador das suas comunidades de Schoenstatt procurava compreender o mais profunda e plenamente possível a posição e a missão da Mãe de Deus na Obra Salvífica de Cristo e exaltar a imagem de Maria como modelo para a formação dos homens querida por Deus.

Simultaneamente, reconhecia em Maria a Mãe e a Educadora do "Homem Novo"; na sua própria acção educadora ele não queria outra coisa senão ser instrumento da Mãe de Deus e conduzir os homens à Sua escola de educação.

Piedade de Aliança


A Piedade Mariana de Schoenstatt recebe o seu carácter peculiar através da Aliança de Amor. Assim, como toda a Obra surgiu duma Aliança de Amor do Fundador e da primeira geração com a Mãe de Deus, também cada cada um, individualmente, se torna membro da Obra de Schoenstatt através da Aliança de Amor selada com a Mãe Três Vezes Admirável de Schoenstatt, fazendo dela a norma e a forma da sua vida.  Entra-se, deste modo, numa escola, que deve capacitar a pessoa para uma concretização o mais perfeita possível da Aliança Salvífica, que Deus fundou através do Seu Filho Encarnado.
A vinculação a Maria conduz à atitude mariana e isto significa sobretudo, que ela dispõe o homem a decidir-se livremente com Maria e como Maria para a Aliança com Deus. O fio condutor desta Piedade de Aliança é, segundo o Padre Kentenich, o seguinte: "Unidos à Mãe de Deus pela Aliança de Amor, chegamos a Jesus Cristo e, por Cristo, no Espírito Santo ao Pai".

Piedade Instrumental


A Família de Schoenstatt tem motivos fundados para acreditar que na sua história, iniciada a partir de começos humildes e tendo de fazer face a dificuldades muitas vezes superiores às suas forças, existe uma intervenção especial da Divina Providência. A partir desta convicção de Fé, considera-se, no mais íntimo, como obra e instrumento da Mãe de Deus e, em última análise, do Deus Trino e não como simples fruto da acção e do plano dos homens. Por isso, a Família de Schoenstatt cultiva a consciência de ser um simples instrumento, totalmente dependente de Deus e da Sua Graça. A orientação cuidadosa pela vontade de Deus à luz da Fé Prática na Divina Providência, bem como a disponibilidade constante para Deus e Seus desígnios constituem os elementos fundamentais da Piedade específica de Schoenstatt.

Santidade da Vida Diária


Na história da Obra de Schoenstatt a aplicação pedagógica da Aliança de Amor à vida diária conduziu à doutrina da "Santidade da Vida Diária". Deste modo designa-se uma forma de piedade laical, que pretende orientar o cristão, que vive no mundo, a moldar a sua vida em família, na sociedade e na profissão conforme à mensagem do Novo Testamento. No fundo, trata-se da santificação do mundo em todos os domínios. A ideia da Santidade na Vida Diária desempenhou um papel decisivo na fundação dos Institutos Seculares de Schoenstatt.

Espírito de Família

Partindo do aforismo de Teologia, que a Graça, para aperfeiçoar a natureza, tem de se basear nela e construir sobre ela, a Obra de Schoenstatt, em todas as suas comunidades, imita tanto quanto possível a família natural, para que o "Povo de Deus" se torne numa "Família de Deus". Assim se compreende o cultivo e a acentuação da vinculação ao Santuário da Mãe Três Vezes Admirável, no qual os membros da Obra vêem o berço espiritual, o lar e o local central da Família de Schoenstatt em todo o mundo.
Também faz parte da atitude familiar da Obra de Schoenstatt, que as suas comunidades vejam no Fundador o Pai Espiritual, que Deus lhes ofereceu, em cuja pessoa e actuar transparece o Pai eterno, do Qual toda a paternidade no céu e na terra recebe o seu nome (Ef. 3,15). A posição do Fundador como Pai da Família é por isso no seu significado mais profundo uma indicação para o Deus vivo e tem uma importância especial para o nosso tempo, no qual Deus é considerado cada vez menos como Pai e a paternidade tornou-se num problema de capital importância. Deste modo é assegurada e simultaneamente exigida a clássica orientação fundamental da formação cristã, cujo objectivo último é o Pai com Cristo no Espírito Santo.
 Schoenstatt quis desde o primeiro minuto ser um Movimento Apostólico de Formação.