NOSSA SENHORA DE COROMOTO
 No ano de 1652, Nossa Senhora de Coromoto apareceu aos índios do mesmo nome. Foi declarada Padroeira da Venezuela pelo Episcopado venezuelano no dia primeiro de maio de 1942. O papa Pio XII a declarou "Celeste e Principal Padroeira de toda a República da Venezuela" no dia 7 de outubro de 1944.
 O Santuário Nacional está construído no local da aparição, perto da cidade de Guanare. O Papa João Paulo II, em fevereiro de 1996, abençoou pessoalmente este Santuário.
 Durante a chegada dos espanhóis a região de Guanare, em 1591, um grupo de índios da tribo dos Coromotos decide abandonar sua terra e fugir para o rio Tucupido, porque não queriam ser influenciados pelos brancos e por sua cultura. Cinqüenta anos depois os índios, que ainda não haviam se convertido, viviam num povoado não muito distante da vila dos espanhóis, ambos viviam em harmonia, mas exilados um do outro.
 Uma manhã do ano de 1651, o cacique dos Coromotos, junto dom sua esposa, contemplam assombrados uma extraordinária visão. As margens do rio Tucupido, sobre a corrente das águas, uma formosa Senhora olhando com expressão amável, traz nos braços um pequeno Menino que os sorri placidamente. A misteriosa Senhora chama o cacique e ordena: “Sai do bosque com os teus e vai para junto dos brancos para que recebam a água sobre a cabeça e possam entrar no céu.”
 O cacique impressionado pelo que acabava de ouvir da bela Senhora decide marchar com sua tribo para ser instruído na religião cristã. Mas diante da dificuldade de se adaptar a vida na cidade, decide voltar a selva com sua esposa e família. A Senhora volta a aparecer-lhe, desta vez na oca do indígena, mesmo que a Virgem tivesse se apresentado rodeada de uma aura luminosa cujos raios inundavam calor todo lugar, não conseguia comover o cacique que, irritado tratava de expulsa-la ameaçando-a com suas armas.
 Sempre sorridente, a Virgem avança suavemente em direção ao cacique e quando é recebida com mais ira, desaparece de sua vista. No punho fechado do índio coromoto ficou uma pequena estampa na qual havia sido impressa a imagem da Senhora.
 A imagem mostra a veneração dos fiéis protegida dentro de uma riquíssima custódia. Em 7 de outubro de 1944, a pedido dos Bispos da nação, Pio XII declarou-a “Patrona da República da Venezuela” e sua coroação canônica foi celebrada ao cumprir-se os três séculos da aparição em 11 de setembro de 1952. O Cardeal Arcebispo de Havana, Manuel Artega y Betancourt coroou a sagrada imagem de Nossa Senhora de Coromoto em representação do Papa Pio XII. O Santuário Nacional da Virgem de Coromoto, lugar de encontro de grandes peregrinações, foi declarado Basílica pelo Papa Pio XII em 24 de maio de 1949.
 A Virgem de Coromoto é uma pequenina relíquia que mede 27cm de altura por 22cm de largura. O material da estampa poderia ser de pergaminho ou de papel seda, a Virgem apareceu pintada de corpo médio, sentada com o Menino em seu regaço. Parece ter sido desenhada com uma pena fina, traçada como um retrato em tinta chinesa a base de riscos e pontos. A Virgem e o Menino olham adiante, e trazem suas cabeças coroadas. Duas colunas unidas entre si formam um arco o encosto do trono que os sustentam. A Virgem cobre seus ombros com um manto com reflexos escuros roxos. Um véu branco cai simetricamente sobre seus cabelos cobrindo-os devotamente. A túnica da Virgem é de cor clara e a do Menino branco com o véu.

 IGREJA CATÓLICA ACOLHE FIÉIS ANGLICANOS!
A Congregação para a Doutrina da Fé do Vaticano, instituiu o Ordinariato Pessoal de Nossa Senhora de Walsingham neste sábado, 15. A decisão possibilita que diversos grupos de pastores e fiéis anglicanos da Inglaterra e País de Gales - que expressaram a aspiração de entrar em comunhão plena e visível com a Igreja Católica - possam concretizar seu desejo.
 O Ordinariato cuidará da preparação catequética desses grupos que, na Páscoa, serão recebidos na Igreja Católica, juntamente com os seus pastores, bem como acompanhar os ministros que estão se preparando para serem ordenados no sacerdócio católico, em data próxima a Pentecostes. O patrono do Ordinariato é o Beato John Henry Newman, beatificado por Bento XVI em setembro do ano passado, durante a histórica viagem apostólica ao Reino Unido.
 O Papa nomeou como primeiro Ordinário o reverendo Keith Newton, 58 anos. Ele faz parte do grupo de três ex-bispos anglicanos que foram ordenados sacerdotes católicos pelo Arcebispo de Westminster, Dom Vincent Nichols, na manhã desta sábado. Os outros dois são o reverendo Andrew Burnham e o reverendo John Broadhurst.

"Espero que o Ordinariato seja um dom para a Igreja Católica e que eu, juntamente com os sacerdotes e os fiéis integrantes do Ordinariato, estejamos a serviço de toda a Igreja", afirmou o reverendo Keith.
Um Ordinariato Pessoal é uma estrutura canônica que possibilita uma "reunião corporativa". Neste caso, permite àqueles que eram anglicanos entrar em plena comunhão com a Igreja Católica e conservar elementos do seu patrimônio específico, como a liturgia e a espiritualidade.
Com esse formato, a Anglicanorum coetibus busca garantir, por um lado, o objetivo de salvaguardar, no interior da Igreja Católica, as veneráveis tradições litúrgicas, espirituais e pastorais anglicanas e, por outro, a plena integração destes novos grupos e respectivos pastores na Igreja Católica.
Dois meses após a visita ao Reino Unido do Papa Bento XVI, Andrew Burnham, Keith Newton e John Broadhurst anunciaram em novembro passado que se somariam à Igreja católica romana, para marcar sua oposição às decisões recentes dos anglicanos sobre a ordenação de mulheres ou a bênção a uniões homossexuais.
Os três bispos, por serem casados e pais de família, não podem conservar a mesma hierarquia no seio da Igreja Católica, pelo que, então, foram ordenados padres.
Segundo o agora padre católico e ex-bispo anglicano Keith Newton, 50 representantes do clero anglicano poderão fazer o mesmo, nos próximos meses.

 CATÓLICOS PARTEM PARA SER MAIORIA NA INGLATERRA
LONDRES, 2007-02-16 (ACI).- Os católicos no Reino Unido aumentam cada dia mais, devido à intensa imigração dos últimos anos, sobre tudo dos países do leste europeu como a Polônia, e poderiam chegar a superar o número de anglicanos no país. Assim o assinala um relatório do instituto Von Hugel, de Cambridge, que foi publicado ontem no jornal The Times, segundo o qual as paróquias católicas vêem crescer fortemente o número de fiéis. Enquanto em alguns lugares, a Igreja Católica respondeu positivamente a esse fenômeno, em outros se viu “afligida” pela magnitude do desafio que representa a maciça afluência de novos fiéis, explica o relatório.

A ESPIRITUALIDADE DA OBRA DE SCHOENSTATT

O Padre Kentenich ofereceu à Obra de Schoenstatt uma espiritualidade original e vasta, através da qual se torna possível uma existência cristã autêntica e missionária no nosso tempo.   

Piedade Mariana

A Virgem Maria Mãe de Deus era para o Padre Kentenich a realização mais perfeita do "Homem Novo", da "Nova Criação", para a qual tende a Obra Salvífica de Cristo. Por isso, na sua actuação como Fundador e Educador das suas comunidades de Schoenstatt procurava compreender o mais profunda e plenamente possível a posição e a missão da Mãe de Deus na Obra Salvífica de Cristo e exaltar a imagem de Maria como modelo para a formação dos homens querida por Deus.

Simultaneamente, reconhecia em Maria a Mãe e a Educadora do "Homem Novo"; na sua própria acção educadora ele não queria outra coisa senão ser instrumento da Mãe de Deus e conduzir os homens à Sua escola de educação.

Piedade de Aliança


A Piedade Mariana de Schoenstatt recebe o seu carácter peculiar através da Aliança de Amor. Assim, como toda a Obra surgiu duma Aliança de Amor do Fundador e da primeira geração com a Mãe de Deus, também cada cada um, individualmente, se torna membro da Obra de Schoenstatt através da Aliança de Amor selada com a Mãe Três Vezes Admirável de Schoenstatt, fazendo dela a norma e a forma da sua vida.  Entra-se, deste modo, numa escola, que deve capacitar a pessoa para uma concretização o mais perfeita possível da Aliança Salvífica, que Deus fundou através do Seu Filho Encarnado.
A vinculação a Maria conduz à atitude mariana e isto significa sobretudo, que ela dispõe o homem a decidir-se livremente com Maria e como Maria para a Aliança com Deus. O fio condutor desta Piedade de Aliança é, segundo o Padre Kentenich, o seguinte: "Unidos à Mãe de Deus pela Aliança de Amor, chegamos a Jesus Cristo e, por Cristo, no Espírito Santo ao Pai".

Piedade Instrumental


A Família de Schoenstatt tem motivos fundados para acreditar que na sua história, iniciada a partir de começos humildes e tendo de fazer face a dificuldades muitas vezes superiores às suas forças, existe uma intervenção especial da Divina Providência. A partir desta convicção de Fé, considera-se, no mais íntimo, como obra e instrumento da Mãe de Deus e, em última análise, do Deus Trino e não como simples fruto da acção e do plano dos homens. Por isso, a Família de Schoenstatt cultiva a consciência de ser um simples instrumento, totalmente dependente de Deus e da Sua Graça. A orientação cuidadosa pela vontade de Deus à luz da Fé Prática na Divina Providência, bem como a disponibilidade constante para Deus e Seus desígnios constituem os elementos fundamentais da Piedade específica de Schoenstatt.

Santidade da Vida Diária


Na história da Obra de Schoenstatt a aplicação pedagógica da Aliança de Amor à vida diária conduziu à doutrina da "Santidade da Vida Diária". Deste modo designa-se uma forma de piedade laical, que pretende orientar o cristão, que vive no mundo, a moldar a sua vida em família, na sociedade e na profissão conforme à mensagem do Novo Testamento. No fundo, trata-se da santificação do mundo em todos os domínios. A ideia da Santidade na Vida Diária desempenhou um papel decisivo na fundação dos Institutos Seculares de Schoenstatt.

Espírito de Família

Partindo do aforismo de Teologia, que a Graça, para aperfeiçoar a natureza, tem de se basear nela e construir sobre ela, a Obra de Schoenstatt, em todas as suas comunidades, imita tanto quanto possível a família natural, para que o "Povo de Deus" se torne numa "Família de Deus". Assim se compreende o cultivo e a acentuação da vinculação ao Santuário da Mãe Três Vezes Admirável, no qual os membros da Obra vêem o berço espiritual, o lar e o local central da Família de Schoenstatt em todo o mundo.
Também faz parte da atitude familiar da Obra de Schoenstatt, que as suas comunidades vejam no Fundador o Pai Espiritual, que Deus lhes ofereceu, em cuja pessoa e actuar transparece o Pai eterno, do Qual toda a paternidade no céu e na terra recebe o seu nome (Ef. 3,15). A posição do Fundador como Pai da Família é por isso no seu significado mais profundo uma indicação para o Deus vivo e tem uma importância especial para o nosso tempo, no qual Deus é considerado cada vez menos como Pai e a paternidade tornou-se num problema de capital importância. Deste modo é assegurada e simultaneamente exigida a clássica orientação fundamental da formação cristã, cujo objectivo último é o Pai com Cristo no Espírito Santo.
 Schoenstatt quis desde o primeiro minuto ser um Movimento Apostólico de Formação.
SÃO SEBASTIÃO - DEFENSOR DA IGREJA
Um santo combativo, com profundas raízes na devoção popular do Brasil
O Rio de Janeiro foi a primeira cidade brasileira que levou o nome do santo. E a História registra em que circunstâncias gloriosas!
De fato, Estácio de Sá, a mando da Rainha de Portugal, vinha apoiar seu tio, Mem de Sá, na conquista da Baía do Rio de Janeiro. A essa empresa se associaram dois filhos da Companhia de Jesus, luminares de nossa História, os Padres Manoel da Nóbrega e o Bem-aventurado José de Anchieta, Apóstolo do Brasil.
Os hereges calvinistas franceses, secundados pelos ferozes índios tamoios, constituíam forte obstáculo para a consecução do empreendimento. E foi recorrendo à intercessão do glorioso mártir romano que, repetidas vezes, de 1565 a 1567, precisamente no dia de sua festa (20 de janeiro), as tropas luso-brasileiras conseguiram brilhantes vitórias militares, até vergar a resistência desses inimigos temíveis e instalar-se definitivamente, a 1º de março de 1567, na cidade que então passou a chamar-se São Sebastião do Rio de Janeiro.
imagem de são sebastião no Rio de Janeiro - Brazil

Nasceu o Mártir S. Sebastião em Narbonne, na Gália (França), pelos anos de 250 d. C., morrendo em Roma em 20 de Janeiro de 286 d. C.. Ele era cristão secretamente convertido, alistando-se no exército romano para poder ajudar os cristãos perseguidos. Pelo seu talento e valentia, foi tão apreciado pelos Imperadores Diocleciano e Maximiano, que o mantiveram como Capitão da sua Guarda Pretoriana, alto cargo de confiança imperial.
Protegia S. Sebastião os cristãos encarcerados, até que os irmãos cristãos Marco e Marcelino foram condenados à morte. S. Sebastião não se pôde conter e revelou publicamente a sua Fé, pregando e convertendo famílias inteiras ao Cristianismo, pelo que Diocleciano ordenou que os frecheiros o amarrassem a uma árvore e o crivassem de setas.
Crivado de frechas e dado como morto, foi levado a enterrar por Santa Irene. Esta, apercebendo-se, porém, que ainda estava vivo, recuperou-o, cuidando-lhe dos múltiplos ferimentos. Curado, voltou a apresentar-se ao Imperador e foi de novo martirizado, morto e finalmente sepultado nas catacumbas.
O bárbaro método de execução de São Sebastião fez dele um tema recorrente na arte medieval - surgindo geralmente representado como um jovem amarrado a uma estaca e perfurado por várias setas (flechas); de resto, três setas, uma em pala e duas em aspa, atadas por um fio, constituem o seu símbolo heráldico.
 Sebastião foi um dos soldados romanos mártires e santos, cujo culto nasceu no século IV e que atingiu o seu auge na Baixa Idade Média, designadamente nos séculos XIV e XV, tanto na Igreja Católica como na Igreja Ortodoxa. Embora os seus martírios possam provocar algum ceticismo junto dos estudiosos atuais, certos detalhes são consistentes com atitudes de mártires cristãos seus contemporâneos.
O seu nome deriva do grego sebastós, que significa divino, venerável (que seguia a beatitude da cidade suprema e da glória altíssima).
PADRE JOSÉ KENTENICH - ELE AMOU A IGREJA !
Nasceu no dia 18 de novembro de 1885 perto de Colônia (Alemanha) e foi ordenado sacerdote em 8 de julho de 1910. Nos primeiros anos do seu trabalho pastoral foi Diretor Espiritual do seminário menor dos Palotinos em Schoenstatt, perto do Reno (Alemanha), e nesta época construiu os fundamentos de sua Obra: a Família de Schoenstatt.
Nos anos seguintes formou as comunidades sacerdotais e laicais que a compõe e a partir de 1926 fundou os diferentes Institutos Seculares de Schoenstatt.
Detido pela Gestapo em setembro de 1941, foi enviado ao campo de concentração de Dachau, onde permaneceu até abril de 1945. Ali consolidou sua Obra e lhe deu abrangência internacional.
 A partir de 1949 a Igreja submeteu Schoenstatt à prova e a maior parte dos anos seguintes o Fundador passou em Milwaukee (EUA). No Natal de 1965 regressou a Schoenstatt e sem preocupar-se com sua idade avançada, dedicou-se com todas as suas energias na direção de sua Obra presente em todo o mundo. 
  Inesperadamente, em pleno trabalho sacerdotal, Deus o chamou à Casa Paterna no dia 15 de setembro de 1968, logo após ter celebrado a Santa Missa.
O mais característico de sua personalidade são os traços de uma paternidade única e sobrenatural que Deus presenteou de forma especial. Capacitou-o com extraordinários dotes naturais e abundantes dons sobrenaturais para realizar sua missão específica para a Igreja atual e do futuro.  
Todos os êxitos, o Fundador atribuiu ao poder da Mãe, Rainha e Vencedora Três Vezes Admirável de Schoenstatt e seu grande desejo era anunciar a grandeza da Mãe de Deus e formar novos homens e comunidades, nos quais resplandecesse a imagem de Maria. Empregou toda a força e atração de sua personalidade para conduzir as pessoas que nele confiavam à proximidade com Deus, ao abandono total à Santíssima Trindade. 
 Totalmente vinculado ao sobrenatual e sempre atento ao presente, interpretava profeticamente os sinais de Deus na Igreja e no mundo.
As palavras "Dilexit Ecclesiam" (Amou a Igreja) que elegeu como epitáfio, são as que melhor resumem o sentido mais profundo de quem foi o Pai e Fundador da Família de Schoenstatt.
"Vocês suspeitarão o que eu pretendo: converter este lugar em um lugar de peregrinação, em um lugar de graça para a nossa casa e para toda a Província alemã e talvez para mais além...". Este era o audacioso plano que o Padre José Kentenich, Diretor Espiritual do Seminário Menor dos Padres Palotinos, propunha aos seus jovens educandos naquele dia 18 de outubro de 1914, no vale de Schoenstatt, Alemanha. Ele os convidava a trabalhar para que a antiga capelinha de São Miguel se transformasse em um Santuário Mariano
Desde aquele dia de outubro já se passaram nove décadas. O Padre Kentenich faleceu no dia 15 de setembro de 1968, mas suas palavras tornaram-se realidade. O profeta tinha razão, ou melhor, percebeu o plano de Deus para este lugar. Descobriu uma fonte de graças - que naquele momento era apenas um fio de água - e que hoje se converteu em uma poderosa corrente de graças, de vida e de idéias, chegando a muitos países e a todos os continentes. A palavra "Schoenstatt" hoje é pronunciada no Paraguai e na Austrália, nos Estados Unidos e no Caribe, na África do Sul e na Índia... Aquela pequena capelinha dedicada a São Miguel Arcanjo é atualmente o Santuário Original e multiplicou na Alemanha, Europa e em todo o mundo através de uma rede de mais de cento e oitenta Santuários Filiais. Foi reconhecido oficialmente pela Igreja como Santuário em 1947.
ALIANÇA DE AMOR COM MARIA
A Aliança de Amor com Maria é a forma original que Schoenstatt possui de viver a aliança batismal.
O servo de Deus Pe. José Kentenich dizia que deveríamos ser capazes de escrever o que é Schoenstatt numa unha ... ou na ponta do dedo. O que é que vocês escreveriam? Ele dizia «Aliança de Amor».
Todos conhecemos a famosa pintura de Miguel Ângelo na capela Sistina, e o pormenor do dedo de Deus que toca o dedo de Adão. Também no dedo de Deus está escrito Aliança de Amor porque a criação e a história da salvação é história da Aliança.
 A Aliança de Amor é a "fonte de vitalidade e o centro da espiritualidade de Schoenstatt", o coração de Schoenstatt. Um movimento que busca a transformação do homem em Cristo através de uma Aliança de Amor com Maria.
O amor a Maria expresso nesta Aliança se transforma no meio mais rápido e seguro de se viver em um contato vivo e permanente com o Deus de nossa vida e de nossa história. Através da Aliança de Amor nos convertemos em "Família", pois todos os que selam a Aliança se sentem filhos de Maria e, por isso, irmãos entre si.
Padre José Kentenich - Fundador
“Creio que jamais vai perecer, quem a Aliança fiel permanecer…” (PJK)

A Aliança de Amor é para a Família de Schoenstatt a essência e o núcleo de sua vida; foi isto que com grande alegria foi mais uma vez redescoberto e reafirmado unanimemente pelos representantes de toda a Família de Schoenstatt na recente Conferência de 2014: "Com grande alegria e gratidão nos renovamos na consciência de que a essência do ser de nossa Família é a Aliança de Amor com Maria. Este ato de fé silenciosa do Pe. Kentenich e de um pequeno grupo de congregados - a fundação em 18 de outubro de 1914 no Santuário Original - segue vivo em nós com toda a sua força original.  Admiramo-nos ao constatar que em todas as partes do mundo o que move e inspira nossas ações, a fonte de nossa fecundidade e a forma concreta de viver nosso seguimento a Cristo é a profunda fé na realidade da Aliança de Amor com Maria." 
O Movimento Apostólico de Schoenstatt foi fundado pelo Padre Kentenich (1885 - 1968). Seu nome teve origem no lugar onde teve início: Schoenstatt, um bairro do povoado de Vallendar, próximo a Coblença. A fundação aconteceu no dia 18 de outubro de 1914 no "Santuário Original", uma modesta capeta consagrada à Santíssima Virgem. Schoenstatt interpreta essa fundação como uma "Aliança de Amor", segundo o modelo bíblico da Aliança de Deus com os homens.
 A Aliança de Amor com a Santíssima Virgem e a vinculação ao "Santuário Original" converteram-se nos fundamentos de Schoenstatt enquanto centro de espiritualidade e no fundamento e lar espiritual do Movimento Apostólico Internacional de Schoenstatt.
Hoje Schoenstatt é o centro internacional e espiritual do Movimento Apostólico de Schoenstatt presente em mais de 110 países. Em todo o mundo existem mais de 200 centros de Schoenstatt com seu próprio "Santuário", cópia fiel do Santuário Original que se localiza em Schoenstatt/Vallendar.
 Na Aliança de Amor e na vinculação aos Santuários de Schoenstatt espalhados pelo mundo, os homens encontram um lugar no amor misericordioso de Deus que é o fundamento firme para a atividade apostólica. Entregam-se ao amor redentor de Cristo que impulsiona à ação evangelizadora.
 O núcleo de Schoenstatt é constituído pela Aliança de Amor com Maria. O traço mariano talvez é o que mais se conheça em Schoenstatt. Como na imagem de graças de Schoenstatt, também em sua espiritualidade mariana se destaca a relação de Maria com Jesus, a "biunidade". Ela é a grande Portadora de Cristo aos homens, a companheira e colaboradora permanente de Cristo, o Redentor, em toda a obra da salvação.
 Há muitos Santuários marianos em todo o mundo. Diversas são as graças que Maria concede em cada lugar. Por que Ela quis manifestar-se também em Schoenstatt? Para responder a essa pergunta, nada melhor do que recorrer ao testemunho do seu principal instrumento, o Padre Kentenich, e à história vivida a partir de sua fundação. 
E isto nos leva a um lugar - Schoenstatt - no vale de Vallendar (Alemanha) e a uma data, o dia 18 de outubro de 1914. Neste dia, na antiga capelinha de São Miguel recentemente inaugurada, o Padre Kentenich selou uma Aliança de Amor com a Santíssima Virgem. Ao compararmos a história de Schoenstatt com a de outros lugares nos quais também se manifestou a Virgem Maria, constatamos semelhanças e diferenças.

O pequeno Santuário de Schoenstatt multiplicou-se em todo o mundo através dos Santuários Filiais (o primeiro foi construído em Nova Helvecia/Uruguai). A presença de Maria e a manifestação de suas glórias se multiplicou através dos numerosos santuários nos lares das famílias. Em todos estes lugares, Maria quer se manifestar como Mãe e Educadora realizando grandes coisas.
Mas em todos é requerida, segundo as leis permanentes da história da salvação, a cooperação humana. Assim expressa o lema: "Mãe, nada sem Ti; nada sem nós".
Mãe, Rainha e Vencedora Três Vezes Admirável de Schoenstatt
Um título que se faz com a história
Nossa Senhora é venerada em Schoenstatt sob o título: Mãe, Rainha e Vencedora Três Vezes Admirável de Schoenstatt. O título desenvolve-se num processo histórico.
Em 1914, não havia uma imagem ou quadro de Nossa Senhora na Capelinha. Após selar a Aliança de Amor, Pe. Kentenich e os seminaristas refletem sobre a imagem de Maria que a Divina Providência lhes indicaria. Um professor do seminário, em 1915, presenteia-lhes um quadro de Nossa Senhora, cujo título era Refúgio dos Pecadores.
 Fazendo um paralelo com a Congregação Mariana de Ingolstatt, cuja padroeira era Mãe Três Vezes Admirável, eles decidem invocar a nova Imagem com o mesmo nome. Suplicando a ela que, da mesma forma como a Congregação de Ingolstatt conseguiu assegurar a genuinidade da fé católica em grande parte da Alemanha, durante o período da Reforma, também de Schoenstatt partisse um movimento de renovação para todo o mundo. Para manifestar esse pedido, acrescenta-se Schoenstatt ao título. Ficando então: Mãe Três Vezes Admirável de Schoenstatt.
No decorrer da segunda guerra mundial, quando os ideais nazistas destruíam a terra alemã, Hitler se posicionava como o único soberano. Em contrapartida Pe. Kentenich anuncia a Imagem de Cristo como Rei e Senhor. A Obra de Schoenstatt sofre duras perseguições e é ameaçada de destruição. Isso leva os membros da Obra a aprofundarem sua doação a Maria, e coroá-la, em 1939, como sua única Rainha, a quem davam todos os direitos de reinar sobre suas vidas.Após a II guerra, o Fundador acrescenta ao título a invocação de Rainha, por tudo o que ela realizou na Obra de Schoenstatt nesses anos difíceis . Padre Kentenich estimula os membros da Família de Schoenstatt a uma confiante entrega total ao seu poder intercessor. Ela passa a ser invocada como Mãe e Rainha Três Vezes Admirável de Schoenstatt. 
SANTUÁRIO DE AVEIRO - PORTUGAL
Entre os anos de 1951 a 1965, mais uma vez, a Obra de Schoenstatt passa pelo cadinho da purificação por meio do sofrimento. Dessa vez trata-se da comprovação por parte da Igreja. O Fundador é exilado por 14 anos e nesse período, muitas vezes sua Obra esteve suspensa no sinal da cruz, em grande perigo de ser dissolvida por autoridades eclesiásticas.
SANTUÁRIO DE TUCUMÁN - ARGENTINA

 Pe. Kentenich e seus filhos espirituais vêem tudo isso como uma permissão divina para que tanto mais possam amar a Igreja e aprofundarem a confiança no poder de Maria. Entregam a ela todas as dificuldades, julgadas humanamente impossíveis de se resolverem a favor de Schoenstatt. Ela haveria de vencer! E venceu!
Após o Concílio, o Fundador é reabilitado pela Santa Sé e toda a Obra é reconhecida como fruto do atuar do Espírito Santo.
 O divino, mais uma vez, irrompe em Schoenstatt e a Mãe de Deus comprova-se como a Vencedora das grandes batalhas. Por isso, em 1966, Pe. Kentenich a proclama Mãe, Rainha e Vencedora Três Vezes Admirável de Schoenstatt. Enquanto os filhos de Schoenstatt permanecerem fiéis a Aliança de Amor, ela continuará cuidando de sua Obra.
A Campanha da Mãe Peregrina de Schoenstatt faz parte da Obra Internacional de Schoenstatt, fundada pelo Pe. José Kentenich em 18 de outubro de 1914, em Schoenstatt, na Alemanha.
Pe. José Kentenich expressa seu desejo que a Imagem de graças da Mãe Três Vezes Admirável de Schoenstatt tenha um lugar de honra nos lares. Ele escreve em Santa Maria/Brasil:"Levem a Imagem da Mãe de Deus e dêem um lugar de honra nos lares, assim eles hão de se tornar pequenos Santuários nos quais a Imagem de graças se manifestará, operando milagres de graças, criando uma Santa Terra das Famílias e formando santos membros da família..."
A irrupção de uma nova graça
A mais recente iniciativa divina no Movimento Apostólico de Schoenstatt

O Terço dos Homens nasceu de uma semente muito fecunda lançada pelo nosso Diácono JOÃO LUIZ POZZOBON. Foi em 10 de setembro de 1950, quando ele recebeu a imagem da Mãe Rainha para levá-la as famílias, hospitais, escolas aos presídios que esta semente iniciou sua germinação.
JOÃO LUIZ POZZOBON, desejava ser instrumento disponível para levar a Mãe Rainha a toda parte, e a forma concreta de atingir as pessoas, foi a reza do Terço. Com isso de alguma forma ele estava lançando a semente do Terço dos Homens no solo fecundo do movimento de Schoenstatt.