O PODER DA SANTA CRUZ
 A Paixão e Morte de Jesus, na Cruz, foi o preço exigido por Deus Pai para a salvação da humanidade.
“Porque é bendito o madeiro pelo qual se opera a justiça” (Sb 14,7); a Cruz é bendita por que por ela nós nos tornamos justos pela Morte e Ressurreição de Jesus o JUSTO.
A entrega livre e voluntária que Jesus fez de si mesmo à Vontade salvífica do Pai, abraçando e carregando a Cruz, deixando-se crucificar, sofrendo todos os horrores de uma crucificação e morrendo na Cruz, resultou na salvação da humanidade, bem como em todas as graças e bênçãos já alcançadas, e em todas as que ainda irão acontecer na humanidade.
No tempo de Jesus, a Cruz era a forma de pena de morte que o direito romano aplicava aos grandes criminosos condenados à morte. A Cruz, portanto, era instrumento de condenação, de castigo máximo, de morte.
Com a crucificação e Morte de Jesus, a Cruz recebeu um "novo" significado. Um significado, aliás, exatamente oposto. A Cruz é agora símbolo de salvação, de vida, de bênção, de libertação, de cura e de santificação.
Deus fez "cair sobre ele a iniqüidade de nós todos" (Is 53.6); e "carregando ele mesmo em seu corpo, sobre o madeiro, os nossos pecados" (1 Pe 2.24).
Traçamos muitas vezes o Sinal da Cruz sobre nós mesmos, exatamente com a finalidade de atrair sobre nós a salvação de Jesus, a proteção do seu poder, as bênçãos de que temos necessidade, bem como para afastar de nós o inimigo de nossa salvação, com suas tentações e seduções.
O crucifixo pendurado ao pescoço não é um amuleto, com força mágica para afastar o mal e atrair o bem. Trazer o crucifixo ao pescoço deve significar uma profissão de fé em Jesus vivo, que pelos méritos de Sua Morte na Cruz e por Seu Amor pessoal para conosco, quer salvar-nos, quer nos libertar dos males e tentações, enfim deseja nos abençoar.
Assim sendo, a cruz revela, pela eternidade adentro, a terrível verdade de que, abaixo da bonita fachada de cultura e educação, o coração humano é "enganoso... mais do que todas as cousas, e desesperadamente corrupto" (Jr 17.9), capaz de executar o mal muito além de nossa compreensão, até mesmo contra o Deus que o criou e amou, e que pacientemente o supre. Será que alguém duvida da corrupção, da maldade de seu próprio coração? Que tal pessoa olhe para a cruz e recue dando uma reviravolta, a partir de seu ser mais interior! Não é à toa que o humanista orgulhoso odeia a cruz!
Olhe para a cruz, e lá, você verá o maior sinal e a maior demonstração da sabedoria que o mundo tanta procura: O nazareno crucificado, escândalo para os judeus, insensatez para os gregos, mas para nós, o poder de Deus!
“Porque decidi nada saber entre vós, senão a Jesus Cristo e este crucificado” (1 Co 2.2).

A BELEZA DE MARIA - O SEGREDO DOS CORAÇÕES!
A verdadeira beleza é a beleza da alma, é a virtude. Ora, a virtude é o que existe de verdadeiro e bom; portanto, fora dela, tudo é mentira ou erro. 
Deus, que quis fazer de Maria uma "arrebatadora dos corações", como diz S.Bernardo, devia dar-lhe ainda este encanto, este atrativo, a fim de que todos os corações se abrissem à Sua presença e se sentissem cativos desta pura e inefável beleza.
 Inteligência profunda, coração incomparável, espírito superior e tudo o que encerra a beleza moral, aliado ao que a beleza física tem de mais expressivo e mais atraente, não era este o apanágio e auréola sagrada da pura e imaculada Mãe de Jesus?...
Sim, havia harmonia perfeita entre as luminosas perfeições interiores e sua expressão e reflexo visível no exterior. 
Como é bela a alma imaculada de Maria, passando através do corpo, irradiando-se nos traços de Seu rosto, como um raio de sol través da folhagem das árvores, pois Deus, na Sua industriosa sabedoria, quis que a nossa carne, por vil e grosseira que seja, tivesse, entretanto, esta glória de se deixar penetrar pelo espírito.
Nela Deus prepara aberturas secretas pelas quais a alma vem à luz!
Que pureza encontramos nós na Virgem e, portanto, que beleza!
Sua beleza era mais divina que humana.
Os sentimentos que Ela inspirava às almas deviam ser celestes.
Ela tinha a virtude da beleza!
O grande S. Dionísio Areopagita, tendo estado à presença da Santíssima Virgem, ficou de tal modo deslumbrado pelo esplendor da beleza e da majestade que resplandeciam de Seu rosto, que caiu por terra.
A respeito desta consideração, exclama Santo Anselmo: "Ó Virgem santa, Vossa beleza é tão rara que se diria não terdes sido criada, senão para deslumbrar os corações daqueles que contempláveis. Ó Virgem admirável e admiravelmente única!"

São Bernardo vai ainda além e diz que "a beleza da Santíssima Virgem, tanto da alma como do corpo, é tão grande, que chegou a cativar a afeição do Rei da glória".

Santo Agostinho, enfim, exclama com admiração: "Ó Maria, depois do celeste Esposo, sois toda beleza e toda agradável, toda glória, sem mácula, ornada de toda beleza e enriquecida de toda santidade". (Serm. de Incarnat. Christi)
Portanto, Ela era bela, possuindo todos os encantos da natureza e da graça. Tudo o proclama!
Aliás, todas aquelas criaturas que A figuraram na Bíblia eram amáveis e fortes. Ela própria devia ser o símbolo de todos os encantos e de todos os esplendores da virgindade, da humildade e da força.
"Não há dúvida alguma, diz Santo Alberto Magno, que, assim como o Seu divino Filho era o mais belo dos filhos dos homens, Maria tenha sido a mais bela das filhas de Eva. Ela era dotada de toda a beleza de que é suscetível um corpo mortal".
A beleza, já o  dissemos, é a chave dos corações!
Oh! possa a celestial beleza da Virgem Maria fazer impressão sobre o nosso coração, abri-lo todo à dedicação e à inteira veemência de amor que deve suscitar a Sua beleza e a Sua graça.
Santo Epifânio diz que Maria tinha uma estatura um pouco acima da mediana (De laudib, Virg. I). A Sua face, de forma oval, era de notável fineza e de perfeita simetria em Seus traços.
Aliás, convinha à Santíssima Virgem possuir tão excelente beleza, como já o dissemos, pois Ela devia comunicar ao Seu divino Filho, não somente a natureza corporal, mas também os traços do Seu semblante, e isto de um modo muito mais inefável do que o fazem as outras mães a seus filhos, porque só Ela devia cooperar para a formação do corpo de Seu Filho.
A CAMINHO DO TRIUNFO !
Em fins de março de 1945, quando a II Guerra Mundial caminhava para seu final, a Santíssima Virgem começou a aparecer em Amsterdã, a uma mulher de 40 anos, Ida Peerdeman, solteira. Foram 56 aparições, desde 25 de março a 31 de maio de 1959.
Ida ditava as mensagens recebida da Senhora, que eram anotadas por uma terceira pessoa. As mensagens foram devidamente datadas e organizadas, de modo que passaram a se constituir num dos mais impressionantes materiais proféticos já publicados, e com Aprovação das autoridades eclesiásticas.
Pelos frutos deixados a toda humanidade, esta foi mais uma das importantíssimas Aparições da Mãe de Deus, durante o século XX.
 A Virgem se apresentou como “A Senhora de Todos os Povos” e pede a declaração oficial por parte da Igreja do último dogma mariano que contém uma tríplice mensagem: “É vontade do Pai e do Filho enviar-me ao mundo nestes tempos como Co-redentora, Medianeira e Advogada”. Para permitir a mais rápida proclamação do dogma e uma nova efusão do Espírito Santo em escala mundial, a Virgem ditou uma breve e poderosa oração que se encontra no fim deste artigo.  
 Maria nos diz: Esta oração foi dada para suplicar que o verdadeiro espírito venha ao mundo, vocês não conhecem o poder desta oração diante de Deus, faça com que esta oração seja propagada por todos os povos, o mundo mudará, eu te asseguro!”.

A Co-redentora apresenta-se sobre o globo como Senhora de Todos os Povos, está diante da cruz luminosa da Redenção de seu Filho, ao redor dela está reunido o rebanho de Cristo sobre o qual a Medianeira de todas as Graças derrama os raios da GRAÇA (que vem do Pai), da REDENÇÃO (que vem do Filho) e da PAZ (que virá do Espírito Santo).   A Senhora de Todos os Povos, exorta a propagação da sua oração em muitas línguas, juntamente com sua imagem, chamando esta ação de uma obra de Redenção e Paz. 
Nesta aparição de Amsterdan, a Santíssima Virgem disse, entre outras coisas:

Façam penitência. O mundo não será salvo pela força, mas sim através do Espírito.”
Querem expulsar a prática da religião. Isto será feito com tanta sutileza, que quase ninguém notará”
Virá um tempo de inquietação e turbulência: Humanismo, paganismo, descrença; serpentes que tentarão dominar o mundo”.
O tempo chegou. O Espírito Santo deve vir sobre a terra, sobre os povos”.
Antes de mais nada voltai para Ele (Deus), somente depois virá a verdadeira paz”.
Que seja definido o dogma mariano de Co-Redentora, Medianeira e Advogada.”
A imagem da Virgem que em Akita, no Japão, em 1973, verteu lágrimas de sangue 101 vezes, era esculpidade em madeira e era exatamente esta, da "Senhora de todos os povos", segunda a devoção que surgiu em Amsterdan em torno da aparição que falamos; em 1988, o Cardeal Ratzinger, hoje Papa Bento e na época Prefeiro da Sagrada Congregação para Doutrina da Fé, declarou os fenômenos de Akita como dignos de credibilidade.
Todos esses fatos nos levam a expectativa do grande Triunfo do Imaculado Coração da Santíssima Virgem. Ela prometeu em Fátima (1917): Por fim, o Meu Imaculado Coração triunfará. O Santo Padre consagrar-me-á a Rússia, que se converterá, e será concedido ao mundo algum tempo de paz".
São Maximiliano Kolbe visando “a instauração do misericordiosíssimo Reino da Imaculada sobre a terra.” E vivendo no século XX, anunciou:
Vivemos numa época que poderia ser chamada o início da era da Imaculada. Sob o seu estandarte haverá de combater-se uma grande batalha e haveremos de hastear as suas bandeiras sobre as fortalezas do rei das trevas.”

Oração de Amsterdam
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SENHOR JESUS CRISTO FILHO DO PAI,
ENVIAI AGORA A TERRA O VOSSO ESPÍRITO, FAZEI QUE O ESPÍRITO SANTO
HABITE NOS CORAÇÕES DE TODOS OS POVOS
PARA QUE SEJAM PRESERVADOS DA DECADÊNCIA,
DAS CALAMIDADES E DA GUERRA,
SEJA A SENHORA DE TODOS OS POVOS,
A SANTÍSSIMA VIRGEM MARIA, NOSSA ADVOGADA. AMÉM!!"
O TERROR DOS DEMÔNIOS
MARIA - O calcanhar que esmaga a cabeça da serpente!
Nossa Senhora é o Terror dos demônios! Aquela que esmaga a cabeça da serpente infernal, como é representada em muitas de suas imagens – na Medalha Milagrosa, por exemplo. Em seu famosíssimo Tratado da Verdadeira Devoção, São Luís Maria Grignion de Montfort escreve: "Maria é a mais terrível inimiga que Deus armou contra o demônio”.
“O que Lúcifer perdeu por orgulho, Maria ganhou por humildade. O que Eva condenou e perdeu pela desobediência, salvou-o Maria pela obediência”
Por imposição de Deus, o próprio demônio, em algumas circunstâncias, foi obrigado a confessar — muito a contragosto em alguns exorcismos... — que a Santíssima Virgem era sua maior inimiga, pois Ela conseguia salvar almas que estavam já em suas garras, praticamente condenadas ao inferno.
De onde se vê que é excelente ter sempre consigo o Terço no bolso, durante o dia, e à noite ao pescoço ou sob o travesseiro.
Quando São Domingos estava pregando o Rosário perto de Carcassona, trouxeram à sua presença um albigense que estava possesso pelo demônio, parece que mais de doze mil pessoas tinham vindo ouvi-lo pregar. Os demônios que possuíam esse infeliz foram obrigados a responder às perguntas de São Domingos, com muito constrangimento. Eles disseram que:
Havia quinze mil deles no corpo desse pobre homem, porque ele atacou os quinze mistérios do Rosário.

Uma luta efetiva contra a ação demoníaca não pode ser realizada sem a especial ajuda e patrocínio da Santíssima Virgem. Por sua dignidade de Mãe do Redentor, seu grau de união com Deus, sua participação ativa na Paixão do Salvador, como verdadeira Co-Redentora e Medianeira de todas as graças, Ela é nosso apoio decisivo contra os anjos malditos que se revoltaram contra seu Criador.
"Maria deve ser terrível para o demônio e seus sequazes, como um exército em linha de batalha, principalmente nesses últimos tempos, pois o demônio, sabendo bem que lhe resta pouco tempo para perder as almas, redobra cada dia seus esforços e ataques. Suscitará, em breve, perseguições cruéis e terríveis emboscadas aos servidores fiéis e aos verdadeiros filhos de Maria, que mais trabalho lhe darão para vencer".

Quando Lúcia perguntou à Santíssima Virgem, na aparição de 13 de outubro de 1917, em Fátima, o que desejava, Ela respondeu:
“Quero dizer-te que façam aqui uma capela em minha honra; que sou a Senhora do Rosário; que continuem sempre a rezar o Terço todos os dias!
"Rezar o Terço todos os dias” Que conselho mais excelente que este? Que criatura mais elevada que a Virgem Santíssima poderia transmiti-lo? Sendo que a própria Mãe de Deus – e também nossa Mãe – nos faz esse pedido, como poderemos recusá-lo? Impossível seria! 
Atendendo-a, seremos atendidos e alcançaremos todas as graças que suplicarmos com fé e confiança.
A Ave-Maria é um orvalho celeste que torna a alma fecunda; é um beijo casto e amoroso que se dá em Maria, é uma rosa vermelha que se lhe apresenta, é uma pérola preciosa que se lhe oferece, é uma taça de ambrosia e de néctar divino que se lhe dá. Todas estas comparações são de santos ilustres.
Em Lourdes (França), onde em 1854 a Santíssima Virgem apareceu à Santa Bernadete, ela trazia nas mãos um Rosário com as contas cor de ouro, e pedia: “Reza pelos pecadores, pelo mundo tão revolto.” Estas aparições foram oficialmente aprovadas pela Santa Igreja.
Em suas aparições de Fátima (Portugal, 1917), também oficialmente reconhecidas pela Santa Igreja, a Santíssima Virgem pediu: “Rezai o terço todos os dias, para alcançar a paz para o Mundo e o fim da guerra.”
Também em suas manifestações em Akita (Japão, 1973), também oficialmente reconhecidas pela Santa Igreja, revelou: “As únicas armas que nos restarão então serão o Rosário e o Sinal deixado pelo Meu Filho. Rezem cada dia as orações do Rosário. Com o Rosário, rezem pelo Papa, pelos Bispos e pelos sacerdotes. (…) Reze muito as orações do Rosário. 
Eu sozinha ainda sou capaz de salvar vocês das calamidades que se aproximam. 
Aqueles que colocarem sua confiança em mim serão salvos.”
São Luis Montfort assim recomenda que ofereçamos a oração do Rosário: “Uno-me a vós, meu Jesus, para louvar dignamente vossa Santa Mãe, e louvar-vos a vós, Nela e por Ela.” Se rezarmos o Rosário nesta intenção, ao mesmo tempo que entregamos em oração os nossos pedidos particulares, não resta dúvidas de que estaremos agradando o céu, e recebendo muitas e muitas graças, para nós e para aqueles por quem nós orarmos!
O HÁBITO NÃO FAZ O MONGE... O SANTIFICA!
A batina é um sinal de consagração a Deus. É também, um santo remédio contra a vaidade!
Um sacerdote que passa de batina nas ruas faz aquele que está afastado da Igreja há algum tempo lembrar que ele precisa se reconciliar com Deus; Às vezes a pessoa está em seus afazeres diários e nem está pensando em Deus; mas ao ver aquele padre passar, DUVIDO que dentro de sua cabeça e de seu coração a voz da consciência não diga “já faz tempo que você não vai à Igreja” ou “você tem tanto tempo pra tudo… precisa de um tempo para Deus também”.
 O irônico da história toda é que os que julgam ser o hábito eclesiástico somente uma exterioridade são, na sua maioria, pessoas superficiais. Se perguntarmos a eles qual é o significado do hábito talar, por certo não saberão dizê-lo. Pelo contrário vão logo dizer:“isso é coisa do passado” ou ainda “isso não se usa mais”. São Ignorantes da LEI de sua própria Igreja (Código de Direito Canônico) que diz:
Cân. 284 - Os clérigos usem hábito eclesiástico conveniente, de acordo com as normas dadas pelas conferências dos Bispos e com os legítimos costumes locais.
Nota de rodapé do cânone 284: Após entendimentos laboriosos com a Santa Sé, ficou determinado que os clérigos usem, no Brasil, um traje eclesiástico digno e simples, de preferência o “clergyman” (camisa clerical) ou “batina”.
Usando o sagrado hábito não se pode esquecer de que carrega-se a responsabilidade de toda uma instituição, e não apenas de uma pessoa física! Tudo o que o padre faz, já dizem logo que é a Igreja que faz! Por isso não se deve usar a batina de qualquer forma. Aliás, este é o motivo pelo qual muitos padres hoje não querem usá-la. Sob uma FALSA modéstia dizem: “não uso para não chamar atenção”. Isso é uma desculpa esfarrapada! A VERDADE é que não querem usá-la (e nem ao menos o Clergyman) para não serem identificados e, portanto, não serem incomodados.
A questão é que revestido do Clergyman ou Batina ‘fica mal’ ele parar num bar e tomar uma cerveja; ‘fica mal’ ele fumar quase um maço de cigarro; ‘fica mal’ ele não controlar os seus olhares apetitosos para uma bela moça (ou, quem sabe, um rapaz) na rua. Há até padres que, movidos pela Passione, deixam de celebrar a Santa Missa e mandam um Ministro Extraordinário fazer uma celebração em seu lugar…
creio que exista aqui uma questão de CONSCIÊNCIA. Por isso a batina incomoda tanto.
Alguns não a usam porque tem consciência de que não possuem nem a força espiritual e nem a vontade quer seja imanente ou emanente de se portarem como o hábito exigiria. Só de pensar, isso já causa neles certa repulsa.
Outros têm consciência de sua falta de disciplina e de ascese. Parece-me que quase não há mais hoje em dia a pré-disposição a “oferecer sacrifícios de amor a Nosso Senhor” como outrora faziam os santos. Hoje todos buscam o mais cômodo o mais confortável: é a busca incessante pelo bem-estar!
Há aqueles sacerdotes que NÃO USAM o hábito, mas adoram comentar e criticar os que usam; estes senhores, bem no fundo de suas almas, sentem o incômodo da consciência, porque sabem que a presença daquele hábito é para eles uma constante lembrança de suas infidelidades e que deveriam viver a sua consagração com mais dedicação.
A batina é um sinal de consagração a Deus. Sua cor negra é sinal de luto. O padre morreu para o mundo, porque tudo o que é mundano não lhe atrai mais. Ela é ornada de 33 botões na frente, representando a idade de Nosso Senhor. São 5 botões nas mangas, representando as 5 chagas de Nosso Senhor. Também possui 2 presilhas laterais que simbolizam a humanidade e a divindade de Nosso Senhor. O padre a usa com uma faixa na cintura, símbolo da castidade e do celibato. Algumas possuem mais 7 botões na parte superior do braço, simbolizando os 7 sacramentos, com os quais o padre conforta os fiéis.
“O administrador refletiu então consigo: Que farei, visto que meu patrão me tira o emprego? Lavrar a terra? Não o posso. Mendigar? Tenho vergonha.” (Lc 16,3)
Tenho a impressão de que muitos sacerdotes vivem hoje do mesmo modo que esse administrador infiel. Como não se sentem capacitados para realizar outra atividade, por isso, se servem da Igreja. Vão “empurrando com a barriga” o seu ministério. Em nome de uma “simplicidade” cometem as maiores atrocidades: Missas celebradas de qualquer maneira; desrespeito às coisas sagradas; paramentos terrivelmente feios ou sujos; igrejas que mais parecem caixotes e não expressam piedade, etc. Parece que nem sequer acreditam mais naquilo que fazem.
MARIA, RAINHA E MODELO DE UMA NOVA JUVENTUDE!
 Hoje precisamos de Santos que usam calça jeans, vão aos cinemas, que ouvem músicas, sejam internautas, gostem de dança, de esporte, que não tenham medo de viver no mundo. Essa é a santidade do nosso século.
 Será que hoje a nossa postura como jovem tem agradado o coração de Deus? Precisamos ter Maria como modelo de Santidade, Ela soube se entregar cegamente, sem reservas, sem limites aos planos de Deus. (I Tes 4, 3-4)
Essa é a vontade de Deus, a nossa santificação. Maria como jovem vem hoje nos ensinar a sermos jovens santos, pois mesmo em seus momentos de dificuldades soube ser fiel e firme.  Precisamos de uma total semelhança de nossa alma com Maria, com ela faremos à diferença. 
“Deus quer estabelecer no mundo a devoção ao meu
Imaculado Coração. Se fizerem o que eu vos disser
salvar-se-ão muitas almas e terão paz.”

(Mensagem de Fátima, 13 de Julho de 1917)

Deus sempre convidou Maria para avançar às águas mais profundas! É impressionante como o Senhor não se cansa de chamar o jovem a sempre ir além! E com seu chamado sempre vem os riscos do seguimento! 
Maria pede incansavelmente, que tomemos posse do amor de Cristo para conosco e sofre, pois sabe que existem pessoas que conhecem a verdade e não querem segui-la, contudo Nossa Senhora não desiste de cada um de nós, pois ela ama incansavelmente.
Nossa Senhora tem o mesmo amor incansável por você e por todos nós, nunca desistirá de você ate que te veja na glória eterna.
E para amar, é preciso conhecer!  A nossa Igreja nos ensina que Nossa Senhora desde sempre foi preparada por Deus para ser a Mãe de Jesus. “Deus escolheu, para ser a Mãe de Seu Filho, uma filha de Israel, uma jovem judia de Nazaré na Galiléia, ‘uma virgem desposada com um varão chamado José, da casa de Davi, e o nome da virgem era Maria’. (Catecismo da Igreja Católica, parágrafo 488)”. O próprio significado da palavra Maria nos ajuda a compreender isso. Quer dizer ‘predileta de Deus,Senhora, escolhida’. Nosso Senhor em sua infinita Sabedoria não escolheria uma mulher qualquer para gerar o nosso Salvador.
Uma das coisas que mais chamam atenção é a intimidade que a Virgem Maria tem para com a Santíssima Trindade. A primeira pessoa, Deus Pai, porque Ele A quis, A planejou. A segunda pessoa da Santíssima Trindade, Filho, pois é carne da sua carne. Nossa Senhora sentiu os chutes de Jesus na barriga, O alimentou, cuidou das feridas, conviveu com Ele. O Deus em Espírito, terceira pessoa da Santíssima Trindade, pois foi Ele quem A fecundou. O Espírito Santo é o esposo da Virgem Maria. E marido e mulher são aqueles que mais têm intimidade. Ela deixou-se ser conduzida pelo Espírito que é Santo.
 A Virgem Maria precisa ser o nosso modelo!
A maioria dos jovens pensam somente em “curtir a vida”. Quando na verdade estamos destruindo a vida que nos foi dada, profanando o templo do Espírito Santo que é o nosso corpo.
São Gabriel da Virgem Dolorosa: jovem decidido a ser santo.

Francesco Possenti nasceu em 1º de março de 1838. Sua família era nobre, devota de Nossa Senhora das Dores e, apesar de ter perdido cedo sua mãe, recebeu do pai ótima educação na fé. Era um jovem muito inteligente, considerado um exímio cavaleiro e atirador, e seu sonho de criança era ser bailarino, embora seu pai o quisesse como advogado.

Seus biógrafos afirmam que ele era um tanto namorador, tendo inclusive, em certa ocasião, ficado noivo de duas jovens ao mesmo tempo. Por isso, ninguém acreditou quando afirmou que após os estudos iria tornar-se padre.
Na verdade, Francesco desde cedo era chamado ao sacerdócio, mas sempre protelava. Então, durante uma grave doença que o acometeu, ele fez a promessa que, se ficasse bom, dedicaria sua vida a Deus. Passada a doença, porém, a promessa foi esquecida. Contudo, após ficar novamente doente repetiu a promessa, que também acabou não cumprindo até que, triste pela morte da sua irmã, participava de uma procissão de Nossa Senhora da Glória, a qual numa certa altura lhe tocou o coração dizendo “Francisco, o mundo não é para ti; Deus te quer no convento. Cumpra a tua promessa!”.
 Resolvido, entrou na vida consagrada com 20 anos de idade e em pouco tempo percorreu um belo caminho para a santidade, agora com o nome que trazia sua forte devoção a Maria: São Gabriel da Virgem Dolorosa. Com apenas 23 anos  adquiriu uma tuberculose que muito o fez sofrer e lhe causou a morte em 27 de fevereiro de 1862, quando Maria veio ao seu encontro e ele, então, entregou a Deus o seu espírito. Foi sepultado com seu hábito. Na ocasião, uma jovem que tinha doenças do pulmão e estômago foi curada ao tocar no cinto que ele usava. Este foi seu primeiro milagre.
A MAIS PROFÉTICA DAS APARIÇÕES!
No dia 5 de maio de 1917, o mundo ainda vivia os horrores da Primeira Guerra Mundial, então o papa Bento XV convidou todos os católicos a se unirem em uma corrente de orações para obter a paz mundial com a intercessão da Virgem Maria. Oito dias depois ela respondeu à humanidade através das aparições em Fátima, Portugal.
Foram três humildes pastores, filhos de famílias pobres, simples e profundamente católicas, os mensageiros escolhidos por Nossa Senhora. Lúcia, a mais velha, tinha dez anos, e os primos, Francisco e Jacinta, nove e sete anos respectivamente. Os três eram analfabetos.
Contam as crianças que brincavam enquanto as ovelhas pastavam. Ao meio-dia, rezaram o terço. Porém rezaram à moda deles, de forma rápida, para poder voltar a brincar. Em vez de recitar as orações completas, apenas diziam o nome delas: “ave-maria, santa-maria” etc. Ao voltar para as brincadeiras, depararam com a Virgem Maria pairando acima de uma árvore não muito alta. Assustados, Jacinta e Francisco apenas ouvem Nossa Senhora conversando com Lúcia. Ela pede que os pequenos rezem o terço inteirinho e que venham àquele mesmo local todo dia 13 de cada mês, desaparecendo em seguida. O encontro acontece pelos sete meses seguintes.
 As crianças mudam radicalmente. Passam a rezar e a fazer sacrifícios diários. Relatam aos pais e autoridades religiosas o que se passou. Logo, uma multidão começa a acompanhar o encontro das crianças com Nossa Senhora. 
Fátima é, sem dúvida, a mais profética das aparições modernas. A primeira e a segunda parte do « segredo », que são publicadas em seguida para ficar completa a documentação, dizem respeito antes de mais à pavorosa visão do inferno, à devoção ao Imaculado Coração de Maria, à segunda guerra mundial, e depois ao prenúncio dos danos imensos que a Rússia, com a sua defecção da fé cristã e adesão ao totalitarismo comunista, haveria de causar à humanidade. 
Em 1917, ninguém poderia ter imaginado tudo isto: os três pastorinhos de Fátima vêem, ouvem, memorizam, e Lúcia, a testemunha sobrevivente, quando recebe a ordem do Bispo de Leiria e a autorização de Nossa Senhora, põe por escrito. 
Ao aparecer em Fátima, Nossa Senhora faz-nos apelo a estes valores esquecidos, a este futuro do homem em Deus, do qual somos parte activa e responsável.
A visão de Fátima refere-se sobretudo à luta dos sistemas ateus contra a Igreja e os cristãos e descreve o sofrimento imane das testemunhas da fé do último século do segundo milénio. É uma Via Sacra sem fim, guiada pelos Papas dos séculos futuros.
Nossa Senhora mostrou-nos um grande mar de fôgo que parcia estar debaixo da terra. Mergulhados em êsse fôgo os demónios e as almas, como se fossem brasas transparentes e negras, ou bronziadas com forma humana, que flutuavam no incêndio levadas pelas chamas que d’elas mesmas saiam, juntamente com nuvens de fumo, caindo para todos os lados, semelhante ao cair das faulhas em os grandes incêndios sem peso nem equilíbrio, entre gritos e gemidos de dôr e desespero que horrorizava e fazia estremecer de pavor. Os demónios destinguiam-se por formas horríveis e asquerosas de animais espantosos e desconhecidos, mas transparentes e negros. Esta vista foi um momento, e graças à nossa bôa Mãe do Céu; que antes nos tinha prevenido com a promeça de nos levar para o Céu (na primeira aparição) se assim não fosse, creio que teríamos morrido de susto e pavor. 

Em seguida, levantámos os olhos para Nossa Senhora que nos disse com bondade e tristeza: 
— Vistes o inferno, para onde vão as almas dos pobres pecadores, para as salvar, Deus quer establecer no mundo a devoção a meu Imaculado Coração. Se fizerem o que eu disser salvar-se-ão muitas almas e terão paz. A guerra vai acabar, mas se não deixarem de ofender a Deus, no reinado de Pio XI começará outra peor. Quando virdes uma noite, alumiada por uma luz desconhecida, sabei que é o grande sinal que Deus vos dá de que vai a punir o mundo de seus crimes, por meio da guerra, da fome e de perseguições à Igreja e ao Santo Padre. Para a impedir virei pedir a consagração da Rússia a meu Imaculado Coração e a comunhão reparadora nos primeiros sábados.

Se atenderem a meus pedidos, a Rússia se converterá e terão paz, se não, espalhará seus erros pelo mundo, promovendo guerras e perseguições à Igreja, os bons serão martirizados, o Santo Padre terá muito que sofrer, várias nações serão aniquiladas, por fim o meu Imaculado Coração triunfará! O Santo Padre consagrar-me-á a Rússia, que se converterá, e será concedido ao mundo algum tempo de paz.