Encontraram o menino COM MARIA, sua Mãe!   (Mt.2,11)
O Natal é comemorado em toda a face da Terra.
Mas, cada povo o comemora a seu próprio modo.
Por quê?
A Igreja Católica, vivendo na alma de povos diferentes, produz maravilhosas e diversas harmonias. Ela é inesgotável em frutos de perfeição e santidade. Ela é como o sol quando transpõe vidros de cores diferentes. Quando penetra num vitral vermelho, acende um rubi; num fragmento de vitral verde, faz fulgurar uma esmeralda!
O Espírito Santo na Igreja passando pelos povos produz algo único e admirável.
 Um Menino nasceu para nós, e o Filho de Deus nos foi dado. Cujo império repousa sobre seus ombros e o seu nome é o Anjo do Grande Conselho”.No Natal, a graça da Igreja brilha de um modo especial na alma de cada católico. E de cada povo que conserva algo de católico na face da Terra inspirando incontáveis formas de comemorar o nascimento do Redentor!
E ali, junto ao Menino, uma figura silenciosa tudo via, tudo guardava, tudo agradecia: Maria, a jovem mãe, que a todos acolhia e com todos partilhava seu maior segredo – o filho de Deus! Dividida entre os afazeres primeiros de uma mãe e as tantas pessoas que queriam ver o Menino, Maria ainda meditava: o que significava tudo aquilo?  O que Deus estava lhe dizendo através do rumo daqueles acontecimentos?
A mãe do Menino soube ouvir profecias e oferecer sacrifícios como mandava a lei de seu povo. A mãe soube ser Mãe da humanidade inteira nos primeiros momentos da vida humana de Jesus: a todos permitiu chegar perto, a todos permitiu também ver as maravilhas.  Intercessora desde o primeiro instante, abriu caminhos, deu acesso. E quantos hoje querem encontrar Jesus sem Ela!
Ninguém esperou mais pelo Menino que Sua mãe!  Durante nove meses, Maria carregou dentro de si o Salvador e viveu o mistério da maternidade: gerou vida dentro de si, ao mesmo tempo em que gestava a Vida.  A gravidez de Maria foi o advento plenamente vivido, e podemos, hoje, vivê-lo em companhia da Mãe de Deus.
Observar Maria ao longo da vida de Jesus Cristo nos fará entender como fazer para entendermos a história de um Deus que caminha com a humanidade.  O Criador conhece pelo nome cada uma de suas criaturas.  Mas, às criaturas não é dado todo o conhecimento de seu Criador.  Por isso, a necessidade de saber enxergá-Lo na escuridão, escutá-Lo na turbulência e senti-Lo quando parece estar longe. Maria nos aproxima de Deus, chamando atenção aos pequenos milagres que o Senhor realiza em nossas vidas.
Uma canção natalina alemã conta que os dois iam juntos: Nossa Senhora, a flor de delicadeza, e o Menino, o tesouro do Universo!
E atravessaram um bosque de espinhos que havia sete anos que não florescia.

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Nossa Senhora sozinha, trazia o Menino Jesus amparado junto a seu coração.

Mas, enquanto Nossa Senhora atravessava o bosque, os espinhos transformavam-se em rosas perfumadas para Ela.
E Ela compreendeu: foi um gesto de amabilidade de seu Filho!  Jubilosa, Ela olhou maternalmente para o Divino Infante. Ele estava dormindo, mas governava
a natureza!
VIVA A VIRGEM DE GUADALUPE !
SALVE 12 DE DEZEMBRO

Desde a época pre-hispánica, o Tepeyac tinha sido um centro de devoción religiosa para os habitantes do vale de México. O aparecimento da imagem da Virgen de Guadalupe foi no ano 1531, dez anos após a queda de México-Tenochtitlan em mãos dos espanhóis .
A Virgen María apareceu-se em várias ocasiões ao índio Juan Diego Cuauhtlatoatzin no sábado 9 de dezembro de 1531 no cerro do Tepeyac e pediu-lhe que fosse em procura do bispo e lhe dissesse que ela solicitava a criação de um templo nesse lugar. O indígena foi em procura de frei Juan de Zumárraga para contar da solicitação da virgen, mas frei Juan não creu nos aparecimentos, pois este tipo de histórias de aparecimentos espirituais era comum, de modo que lhe pediu uma prova.
Em resposta à petição do bispo, a Virgen pediu ao indígena que, como pudesse, cortasse umas rosas de Castela do alto do TEPEYAC e lhas levasse ao bispo (Nesse tempo era inverno e a zona do cerro era uma zona árida, não apta para o crescimento de flores como as rosas). O indígena obedeceu e guardou as rosas dentro de sua tilma ou ayate. Juan Diego baixou do cerro e pediu uma audiência ante o bispo para mostrar-lhe a prova. Ao chegar onde estava o bispo, o índio esticou seu ayate para estender as rosas sobre a mesa. Sobre o ayate aparece a imagem estilizada (claramente artística, não fotográfica) da Virgen de Guadalupe. A prova para o frei não foram somente as rosas, senão o milagre da pintura da Virgen de Guadalupe sobre o ayate.
A imagem que hoje em dia conhecemos é a mesma que a do ano 1531.
A Basílica de Nossa Senhora de Guadalupe é o segundo santuário católico mais visitado do mundo (após a Basílica de San Pedro no Vaticano), com mais de 14 milhões de visitantes todo o ano em inumeráveis peregrinaciones desde todas as partes do país, ainda que em 2006 superou à Basílica de San Pedro em número de visitantes, convertendo durante um ano no santuário católico mais visitado do mundo.
Segundo os guadalupanos mexicanos atuais, o nome da Virgen mexicana de Guadalupe poderia ser uma deformação de um nome original desconhecido pronunciado em idioma náhuatl— com o que o indígena Juan Diego teria mencionado à Virgen que se lhe tinha aparecido.
Vários escritores têm tratado de identificar palavras em idioma náhuatl que soem parecido a Guadalupe e tenham algum significado religioso, para que pudessem ser o nome que disse a Virgen:
  • coatlallope: ‘a que esmaga à serpente’ (sendo coatl: ‘serpente’, a: preposición e llope: ‘esmagar’).
  • tequantlanopeuh: ‘a que teve origem na cimeira das peñas’.
  • tequatlasupe: ‘a que aplasta a cabeça da serpente’.
  • tlecuatlahlope: ‘a que nos salva de ser comidos’.
  • tlecuauhtlacupeuh: ‘a que vem voando da luz como a águia de fogo’.  
  • tlecuauhtlapcupeuh: ‘a que procede da região da luz como a águia de fogo’
 Para os católicos e ortodoxos María é aquela mulher que tem o privilégio de ser a mãe de Jesús, pelo que se lhe dá o título de Mãe de Deus (Theotokos: ‘útero de Deus’), deste privilégio nascem as demais prerrogativas de seu culto. A teología católica propõe a María como modelo de obediência (Lucas 1,38) em contraste com a desobediencia de Eva (Gn 3,6) ideia que se encontra desde os Pais da Igreja. Assim mesmo María foi isentada por Cristo no que se conhece como «redenção preventiva», impedindo que o pecado original a afecte.
Na teología católica, a mediação de María nasce da mediação única e principal de Jesucristo (1 Tim 2,5-6) da qual depende; nesse sentido é uma mediação secundária mas especial por seu singular papel no plano da salvação.
 A festa da Virgen celebra-se o 12 de dezembro. A noite do dia anterior, as igrejas em todo o largo e longo do país se colmam de fiéis para celebrar uma festa à que chamam «as mañanitas à Guadalupana» ou serenata à Virgen. O santuário de Guadalupe, localizado no cerro do Tepeyac na cidade de México, é visitado nesse dia por mais de 5 milhões de pessoas.
Tem-se por costume que tais peregrinaciones não só incluam fiéis e organizadores, senão danzantes chamados matlachines, quem lideram as procissões até chegar à basílica.

IMACULADA CONCEIÇÃO DE MARIA
"Pode o puro [Jesus] vir dum ser impuro ? Jamais !" (Jó 14:4)
A Imaculada Conceição é a concepção da Virgem Maria
 sem mancha ("mácula" em latim) do pecado original. O dogma diz que, desde o primeiro instante de sua existência, a Virgem Maria foi preservada por Deus, da falta de graça santificante que aflige a humanidade, porque ela estava cheia de graça divina. Também professa que a Virgem Maria viveu uma vida completamente livre de pecado.
 A festa da Imaculada Conceição, comemorada em 8 de dezembro, foi definida como uma festa universal em 1476 pelo Papa Sisto IV. A Imaculada Conceição foi solenemente definida como dogma pelo Papa Pio IX em sua bula Ineffabilis Deus  em 8 de Dezembro de 1854.  A Igreja Católica considera que o dogma é apoiado pela Bíblia (por exemplo, Maria sendo cumprimentada pelo Anjo Gabriel como "cheia de graça"), bem como pelos escritos dos Padres da Igreja, como Irineu de Lyon e Ambrósio de Milão. Uma vez que Jesus tornou-se encarnado no ventre da Virgem Maria, era necessário que ela estivesse completamente livre de pecado para poder gerar seu Filho
 O Papa Pio IX recorreu principalmente para a afirmação de Gênesis 3:15, onde Deus disse: "Eu Porei inimizade entre ti e a mulher, entre sua descendência e a dela", assim, segundo esta profecia, seria necessário uma mulher sem pecado, para dar a luz à Cristo, que reconciliaria o homem com Deus.
O verso "Tu és toda formosa, meu amor, não há mancha em ti" (na Vulgata: "Tota pulchra es, amica mea, et macula non est in te"), no Cântico dos Cânticos (4,7) é usado para defender a Imaculada Conceição, outros versos incluem:
"Também farão uma arca de madeira incorruptível; o seu comprimento será de dois côvados e meio, e a sua largura de um côvado e meio, e de um côvado e meio a sua altura." (Êxodo 25:10-11)
"Assim, fiz uma arca de madeira incorruptível, e alisei duas tábuas de pedra, como as primeiras; e subi ao monte com as duas tábuas na minha mão." (Deuteronômio 10:3)
Outras traduções para a palavras incorruptível ("Setim" em hebraico) incluem "acácia", "indestrutível" e "duro" para descrever a madeira utilizada. Moisés usou essa madeira porque era considerada muito durável e "incorruptível". Maria é considerada a Arca da Nova da Aliança (Apocalipse 11:19) e, portanto, a Nova Arca seria igualmente "incorruptível" ou "imaculada".
Já no século VIII se celebrava a festa litúrgica da Conceição de Maria aos 8 de dezembro ou nove meses antes da festa de sua natividade, comemorada no dia 8 de setembro. No século X a Grã-Bretanha celebrava a Imaculada Conceição de Maria.
Em 1858 Bernadete Soubirous, afirmou ter visto uma aparição que se autodenominou de "Imaculada Conceição" na localidade de Lourdes, diocese de Tarbes na França. O caso foi submetido às autoridades civis locais e eclesiásticas, após o que o bispo de Tarbes deu por confirmadas as aparições como sendo da Virgem Maria. As autoridades civis francesas se viram impotentes para impedir a devoção de milhares de peregrinos na época, atualmente Lourdes se transformou num lugar de peregrinação internacional de milhões de católicos devotos da Virgem Maria.
A pureza de Maria do pecado desde o momento de seu nascimento também é atestada no Islã. Alguns dos títulos marianos no Islã realçam este fato:
  • Tahirah: significa "Aquela que foi purificada" (Alcorão 3:42). De acordo com um hadith, o Diabo não tocou em Maria quando ela nasceu, portanto, ela não chorou (Nisai 4:331).
  • Mustafia: significa "Ela, que foi escolhida". O Alcorão declara: "Ó Maria! Por certo Deus te escolheu e te purificou, e te escolheu sobre todas as outras mulheres dos mundos" (Alcorão 3:42). Deus escolheu a Virgem Maria entre todas as mulheres do mundo para um plano divino.
  • Nur: Uma das passagens mais importantes, Maria foi chamada de Nur (Luz) e Umm Nur (a mãe da Luz). O verso da Luz, também contém os símbolos virginal do cristal, a estrela, a árvore abençoada de oliva e óleo, que segundo os muçulmanos, referem-se a pureza de Maria.

VISITE UM SANTUÁRIO DE SCHÖENSTATT
Santuário Original em Schoenstatt - Alemanha
 Todos os Santuários de Schoënstatt são construidos exatamante iguais em todo o mundo.
O movimento de Schoenstatt, presente hoje em mais de 82 países, com mais de 200 santuários idênticos ao primeiro (original na Alemanha), nasceu de uma história muito bonita, da mais pura e genuína fé.
Santuário filial de Roma - Itália
 Seu fundador, o Pe José Kentenich, nasceu em 18 de novembro de 1885 na Alemanha.
Em 1914, época em que iniciou-se a primeira guerra mundial, ele dirigia um seminário na cidade de Schoenstatt. As enormes dificuldades trazidas pela guerra, tornaram difíceis os encontros dos seminaristas orientados por ele, que passaram a se encontrar numa pequena capela abandonada nas proximidades.
Santuário filial de La Paz - Bolívia
Por ser muito devoto de Maria Santíssima, o Pe José sugeriu aos jovens seminaristas que, através de orações, sacrifícios e ajuda mútua a Mãe de Deus pudesse ser atraída para lá e transformasse aquela capelinha num Santuário de Graças.
Com este compromisso denominado "Aliança de Amor", nasceu, em 18 de outubro de 1914 o Santuário de Schoenstatt, que devido aos testemunhos de muitos jovens, foi se tornando conhecido e procurado por muitos devotos que queriam louvar e dar glórias a Nossa Senhora.
Santuário Filial de Brasília - Brazil
Anos mais tarde, em 1941, o Pe. José Kentenich foi preso pela GESTAPO e enviado a um Campo de Concentração em Dachau, onde permaneceu até 1945. Mesmo nestes anos difíceis, continuou dando testemunho de sua absoluta fé em Deus e em Nossa Senhora.
Em 1951 foi enviado aos U.S.A - ficando separado de sua obra, para a qual retornou em 1965, para consolidar ainda mais o movimento já espalhado e difundido pelo mundo inteiro.
Santuário Filial do Rio de Janeiro - Brazil
O Pe José Kentenich faleceu aos 83 anos, em 15 de setembro de 1968, deixando-nos o legado que foi sua obra, que continua a ser desenvolvida em todo mundo, louvando a Nossa Senhora de Schoenstatt  e atraindo pessoas que têm fé nas suas graças e bênçãos.
Santuário Filial de Madri - Espanha
 Nos Santuários de Schoenstatt, Maria é venerada como Mãe, Rainha e Vencedora Três Vezes Admirável de Schoenstatt.
Ela é Mãe porque que nos foi dada por Jesus agonizante na cruz: "Eis aí tua Mãe" (Jo 19,27)
Santuário Filial de Mutumba - Burundi - África
Naquele momento João representou toda a humanidade, aceitou-a como Mãe e a levou para sua casa. Enquanto peregrinamos nessa terra, Maria cuida de nós com solicitude maternal.
Santuário Filial de Mulgoa - Austrália
Ela é Rainha, porque Mãe de Cristo, o Rei do universo. Por esta dignidade está acima de todas as criaturas. Deus a fez Imaculada, concebida sem pecado original, cheia de graça. Depois de sua Ascensão ao céu foi coroada como Rainha do céu e da terra.
Santuário Filial de Cabo Rojo - Porto Rico
Ela é Vencedora pelo poder que Deus lhe concedeu de vencer e triunfar sobre o mal e o pecado. É Vencedora em nós e por nós; Vencedora em todos os nossos problemas e dificuldades.
Maria é Três Vezes Admirável pela grandeza de sua posição junto a Deus Uno e Trino.
Santuário Filial de Concepción - Chile
Schoënstatt é um lugar sagrado, um lugar mágico!
É um lugar acolhedor, lindo, de uma energia maravilhosa.
Santuário Filial de Guarapuava - Brazil
Em todo o mundo existem hoje mais de 200 centros do Movimento de Schoenstatt, cujo ponto principal é o Santuário, réplica do pequeno Santuário Original que se encontra no vale de Schoenstatt.
Através da Campanha da Mãe Peregrina, unem-se hoje em dia à Schoenstatt vários milhões de pessoas em mais de 110 paises nos 5 continentes.
Diariamente chegam peregrinos de todo o mundo até o Santuário Original, centro tanto de Schoenstatt enquanto lugar mariano de peregrinação, como do Movimento Apostólico de Schoenstatt, ao qual pertencem mais de 20 comunidades independentes.
ESCAPULÁRIO VERDE
O Escapulário Verde, chamado por Nossa Senhora, "O emblema do Imaculado Coração de Maria," foi dado ao mundo pela Virgem Maria através de uma série de Aparições à Irmã Justine Bisqueyburo, Filha da Caridade, no ano de 1840 em Paris, França. Na festa da Natividade de Maria Santíssima, 08 de setembro de 1840, a Mãe de Deus apareceu segurando em Sua mão direita o Seu Coração Imaculado, rodeado de chamas e segurando na outra mão um Escapulário.
O Escapulário consiste em um simples pedaço de pano verde, de forma retangular, pendurado em uma corda verde. De um lado está uma imagem de Nossa Senhora vestida com um longo vestido branco que chega até Seus pés descalços. Ela usa um manto azul. No entanto, Nossa Senhora na Imagem do Escapulário não usava véu. Em vez disso, os cabelos caíam folgadamente sobre seus ombros , e em suas mãos Ela segurava o Seu Coração Inflamado do qual jorrava sangue abundante.
Seu porte era reforçado por uma majestosa beleza Celestial. Do outro lado do Escapulário foi retratado Seu Imaculado Coração, todo em chamas e transparente como cristal, com raios derramando que apareceu mais deslumbrante do que o sol. Este Coração traspassado com uma espada, foi cercado por uma inscrição em forma oval e encimado por uma cruz de ouro. A inscrição dizia: "Coração Imaculado de Maria, rogai por nós , agora e na hora de nossa morte" Ao mesmo tempo, uma voz interior revelou à Irmã Justine que Deus quis estabelecer entre os homens, o  mais terno e confiante amor e apreciação pela Sua Amada Mãe, por meio da devoção a Ela através do título de Seu Coração Imaculado . 
Quando invocada sob este título e, através desta imagem, Nossa Senhora obteria grandes favores de Seu Divino Filho, especialmente nas áreas de saúde física, a paz de espírito e conversão espiritual. Ela, que é o Refúgio dos pecadores, obtém através do uso do Escapulário Verde, a conversão daqueles que se afastaram da verdadeira fé, e daqueles pobres pecadores que não tem fé. Maria Santíssima queria cópias do Escapulário feitas o mais rapidamente possível e distribuídos com grande confiança.
Infelizmente, houve muitos atrasos. Muitos foram causados pelo ceticismo normal dos superiores  e autoridades da Igreja.  A irmã sofreu muito durante este tempo. Finalmente, depois de um discernimento investigação minuciosa e cuidadosa, o Bispo local aprovou as Aparições e estava pronto para permitir a propagação deste novo sacramental. 
Nossa Senhora, no entanto, nunca havia sido clara sobre alguns aspectos desta nova devoção. Questões precisavam ser respondidas. Que circunstâncias são necessárias para fazer uso do Escapulário? Havia uma bênção especial para ele? Deveria haver uma cerimônia para inscrever as pessoas no seu uso? Havia uma obrigação para aqueles que usassem? Era o escapulário para uso somente por determinados grupos de pessoas ou em determinadas situações?
Nossa Senhora respondeu: "...Este Escapulário não é como os outros (que não é a roupa do hábito de uma confraria), mas apenas duas imagens sagradas em um único pedaço de material.Portanto, nenhuma fórmula especial é necessário para abençoá-lo ou inscrever-se em confrarias. Basta que ele seja abençoado e usado por aquele a quem desejamos beneficiar por intercessão de Nossa Senhora. Se, por outro lado, a pessoa é incapaz ou mesmo não disposto a usá-lo ou carregá-lo, pode até ser colocado, sem o conhecimento da pessoa, em suas roupas, quarto, ou posses... Há apenas uma oração que precisa ser dito, pelo menos uma vez por dia ". Imaculado Coração de Maria, rogai por nós agora e na hora de nossa morte" Se a pessoa que é o beneficiário do uso do Escapulário não dizê-lo, então alguém pode dizer que em seu lugar. O Escapulário Verde pode ser usado em qualquer lugar, por  qualquer um. As maiores graças são anexadas ao seu uso, mas essas graças são mais ou menos grande em proporção ao grau de oração, amor e confiança da pessoa. " Este foi o significado dos diferentes tipos de raios que caiu das Mãos da Mãe de Deus na última Aparição.
O Escapulário Azul da Imaculada Conceição
O Escapulário Azul tem sua origem com a aparição de Nossa Senhora Imaculada Conceição acontecida em 2 de fevereiro de 1617 a Venerável Irmã Ursula Benincasa, fundadora das irmãs Teatinas na cidade de Nápoles Itália. O Escapulário Azul é dado por Nossa Senhora a Irmã Ursula com o pedido de difundi-lo entre todos os fiéis que crêem em sua proteção maternal.
 A Imaculada  promete a todos que usarem com devoção:
1- Estarão todos cobertos pelo seu manto Sagrado;
2- Terão sua defesa contra todas as armadilhas do inimigo que nos conduzem ao pecado;
3- Indulgências plenárias e parciais, tanto na vida quanto na morte;
4- Cura nas enfermidades;
5- Fortaleza de fé diante das dificuldades;
6- Uma boa morte assistido pelos sacramentos da unção e reconciliação;
7- Sabedoria e a luz de Deus nos momentos difíceis;
8- A defesa de Nossa Senhora no dia do julgamento final;
9- Um escudo de graças contra todos os perigos;
10- Sua eterna interseção junto a Jesus e muitas outras graças.
Esta Aparição vem preparar o mundo inteiro para a promulgação do dogma da Imaculada Conceição de Maria pela igreja em 8 de Dezembro de 1854.
Alguns Santos que usaram e divulgaram o Escapulário Azul
Santo Afonso Maria de Ligório (l750), GRANDE PROMOTOR DA DEVOÇÃO Mariana, usava e ensinava aos devotos de Nossa Senhora a terem sempre a proteção e a Graça de Maria.
São Domingos Sávio (l842-l857) usava constantemente o Escapulário Azul, fundando em 08/06/1856 uma irmandade da Imaculada Conceição difundindo assim esta devoção ao Escapulário Azul. Em 12 de Setembro de 1856, vai a Turim-Itália, para assistir sua mãe que está em perigo de morte devido A UM PARTO COMPLICADO, LEVA CONSIGO O Escapulário Azul da Imaculada Conceição e apenas o impõe em sua mãe, Dona Brígida, que dá a luz tranqüilamente a sua irmãzinha Catarina.
 São Pio X Papa(l903-l9l4) o usava com muita devoção sobre o peito, sinal constante de seu amor a Maria.
Venerável Madre Ursula Benincasa - sempre recebera muitas cartas das damas da nobreza Européia e de muitas pessoas devotas de N. Sra. Que usavam o Escapulário Azul, contando que haviam alcançado muitas graças e riquíssimas curas alcançadas através deste Escapulário.
O Escapulário Azul é um símbolo de devoção a Imaculada Conceição de Maria que traz a cor de seu Manto Sagrado. Na parte da frente - traz a imagem de N. Sra. Da Imaculada Conceição que roga sempre por nós e todos os momentos de nossas vidas, livrando-nos do pecado e das tramas do inimigo.
Na parte de trás traz a aparição de N. Sra. A Venerável Ursula Benincasa, fundadora das Irmãs Teatinas da Imaculada Conceição, a quem a Virgem Imaculada deu a incumbência de espalhar esta devoção.
Deve ser sempre usado com amor a Maria para obter dele as graças anexadas e prometidas a esta santa devoção.
ORAÇÃO PARA IMPOSIÇÃO DO ESCAPULÁRIO AZUL DA IMACULADA CONCEIÇÃO

Santíssima Virgem Maria, Imaculada Mãe de Deus e poderosa advogada dos pecadores, na presença de Deus Pai, Filho e Espírito Santo, de toda a Corte Celestial, de seu castíssimo esposo, São José, o glorioso São Caetano e São Miguel Arcanjo a quem elejo por meu advogado especial em minhas necessidades espirituais e temporais, arrependido de todos os meus pecados, a ti recorro e ofereço em sua homenagem os meus louvores e o meu amor.
Para a honra e glória do seu dulcíssimo Filho Jesus me consagro e me entrego todo a ti como fiel servo seu e te ofereço o meu coração para que sempre me livres de todo pensamento mal e das forças malignas deste mundo.
Movido por um ardente desejo de viver e morrer debaixo de teu manto Azul de Tua Imaculada Conceição, e agora com toda a minha alma te digo: Santa Maria, Mãe de Deus, roga por mim, pobre pecador agora e na hora de minha morte, para que eu possa cantar um dia no céu com São José e São Caetano, Glórias ao Pai, Filho e Espírito Santo. Amém.
 A MEDALHA MILAGROSA
"As graças serão abundantes para as pessoas que a usarem com confiança”
No dia 18 de julho de 1830, Catarina Labouré, uma religiosa de 24 anos no convento das Filhas da Caridade (Vicentinas), fundada por São Vicente de Paulo, é acordada por um anjo, que a convida para ir até a capela do convento, a Capela da Comunidade, na rua du Bac, Paris, pois Mãe Maria a esperava. Na capela toda iluminada, Nossa Senhora aparece e senta-se em uma cadeira. Catarina ajoelha-se e coloca as mãos em seus joelhos e ouve a Senhora anunciar os acontecimentos que viriam sobre o mundo e a França.
No dia 27 de novembro do mesmo ano, Catarina tem outra visão de Mãe Maria. Vestida de branco, apoiava-se numa metade de globo e pisava uma serpente. Seu rosto é todo beleza. Inesperadamente em seus dedos, surgem anéis com pedras preciosas que emitem raios mais brilhantes uns que os outros e se vão alargando, à medida que descem. Mãe Maria baixa os olhos para a terra e estende os braços para o globo em que pisa.
A Senhora era toda rodeada de tal esplendor que era impossível fixá-la. O rosto radiante de claridade celestial conservava os olhos elevados ao céu, como para oferecer o globo a Deus. Maria disse: “Eis o símbolo das graças que derramo sobre todas as pessoas que mas pedem''.
Maria lhe pede para cunhar uma medalha igual à que lhe apresentava. Na Medalha, Nossa Senhora está sobre o globo terrestre, esmagando com os pés a cabeça de uma serpente. As mãos estendidas projetam feixes de luz, símbolo das graças que quer derramar sobre seus filhos.
Em torno da Virgem há a inscrição:
Ó Maria concebida sem pecado, rogai por nós que recorremos a vós.
 
No verso da Medalha, está o monograma de Maria, em cima uma cruz e em baixo dois corações: o de Jesus cercado por espinhos, o de Maria transpassado por uma espada. Em torno, uma coroa de 12 (doze) estrelas. E Maria disse:
A quem usar com fé e devoção esta medalha, muitas graças Eu concederei.

As palavras de Maria foram: Manda cunhar uma Medalha por este modelo; as pessoas que a usarem, receberão grandes graças, mormente se a trouxerem ao pescoço; hão de ser abundantes as graças para as pessoas que a trouxerem com confiança".
Muitos milagres, prodígios e curas de  doentes foram feitas por essa Medalha bendita e o povo cristão deu-lhe o título de Milagrosa. Ela é um rico presente que Maria Imaculada quis oferecer ao mundo no século XIX, como penhor dos seus carinhos e bênçãos maternais.
Por ocasião da morte de Catarina Labouré, em 1876, dois milhões de medalhas já haviam sido cunhadas. Depois de sua morte, seu corpo permanece incorrupto e encontra-se exposto na Capela de Notre Dame, na França.   
Quando iam ser cunhadas as primeiras medalhas, uma terrível epidemia de cólera, proveniente da Europa oriental, atingia Paris. O flagelo se manifestou em 26 de março de 1832 e se estendeu até meados do ano.  No dia 1 de abril, faleceram 79 pessoas; no dia 2, 168; no dia seguinte, 216, e assim foram aumentando os óbitos, até atingirem 861 no dia 9. No total, faleceram 18.400 pessoas, oficialmente; na realidade, esse número foi maior, dado que as estatísticas oficiais e a imprensa diminuíram os números para evitar a intensificação do pânico popular.
No dia 30 de junho, foram entregues as primeiras 1500 medalhas que haviam sido encomendadas à Casa Vachette, e as religiosas Filhas da­ Caridade começaram a distribuí-las entre os flagelados. Na mesma hora refluiu a peste e começaram, em série, os prodígios de conversão, proteção e cura, que em poucos anos tornaram a Medalha Milagrosa mundialmente conhecida.
Catarina também tinha o dom da profecia, e uma das suas profecias, ainda não realizada, refere-se ao grande triunfo de Nossa Senhora: “Oh que maravilha será ouvir: “Maria é a Rainha do universo. Será uma época de paz, gozo e bênçãos, que durará por um tempo bastante longo”.
Em vários países, as pessoas fazem novenas durante o mês de novembro, preparando-se para o dia 27 de novembro.