MERGULHAI NA MISERICÓRDIA !
"Antes que venha o dia da Justiça eu vos ofereço o tempo da misericórdia!"
“…que nenhuma alma tenha medo de se aproximar de Mim, ainda que seus pecados sejam como escarlate... a fonte da minha Misericórdia foi aberta pela lança na Cruz para todas as almas; não excluí a ninguém…”
"A humanidade não encontrará a paz até que se volte com confiança a minha misericórdia".
Com estas frases inicia Nosso Senhor suas aparições (1931 - 1938) a irmã Maria Faustina Kowalska, humilde religiosa da Congregação das Irmãs da Caridade da Mãe de Deus, em Plock (Polônia), a qual ensinou uma nova forma de devoção à sua Divina Misericórdia.
Esta religiosa polonesa recebeu as mensagens de Jesus sobre sua Divina Misericórdia.
Providencialmente esta devoção tão necessária para nossos tempos se tem propagado pelo mundo inteiro.
A misericórdia de Deus se revela em toda a historia.
No século XX Jesus visita a Santa Faustina e lhe mostra seu coração traspassado do qual emanam raios de luz branca (a água do batismo) e vermelha (seu sangue) e lhe encomenda a missão de dar a conhecer sua misericórdia a todos os homens.
Ante a perda da fé do século XX, a mensagem da misericórdia se faz urgente pois é a única esperança da humanidade.
Nos diz Santa Faustina em seu diário: "Desde os sete anos sentia a suprema chamada de Deus, a graça da vocação a vida consagrada. Desde então, se confessava todas as semanas; cada vez rogava a seus pais perdão, beijando-lhes as mãos, seguindo um costume Polonês.
Aos 15 anos começou a trabalhar como empregada doméstica e de novo sentiu muito fortemente o chamado a vocação religiosa, mas ao apresentar seu sentimento a seus pais eles o negaram.
A pobreza de Santa Faustina foi seu pior obstáculo pois necessitava recolher dinheiro para entrar no convento.
A superiora lhe sugeriu que continuasse trabalhando até completá-lo.
Trabalhou um ano como doméstica para reunir todo o dinheiro. Durante esse tempo teve muitos obstáculos, mas se manteve firme em sua decisão, e durante a Festa de Corpus Christi, no dia 25 de julho de 1925, fez um voto de castidade perpétua ao Senhor.
Relata a Santa, "Com as palavras singelas que brotavam do coração, fiz a Deus o voto de castidade perpétua.
A partir daquele momento senti uma maior intimidade com Deus, meu Esposo.
Naquele momento fiz uma cela em meu coração onde sempre me encontrava com Jesus".
Visão do Inferno
Durante um retiro de oito dias em outubro de 1936, se mostrou a Sor Faustina o abismo do inferno com seus vários tormentos, e por pedido de Jesus ela deixou uma descrição do que lhe foi permitido ver: "Hoje fui levada por um anjo ao abismo do inferno. É um lugar de grande tormento.
Quão terrivelmente grande e, extenso é!.
Existem tormentos especiais destinados para almas em particular.
Estes são os tormentos dos sentidos.
Cada alma passa por sofrimentos terríveis e indescritíveis, relacionados com o tipo de pecado que tem cometido.
Existem cavernas e fossas de tortura onde cada forma de agonia difere da outra.
Eu haveria falecido a cada vista das torturas se a Onipotência de Deus não me houvesse sustentado.
Estou escrevendo isto por ordem de Deus, para que nenhuma alma encontre uma desculpa dizendo que não existe o inferno, ou que ninguém havia estado ali e por tanto, não pode descreve-lo".
O Senhor foi preparando desta forma o coração de Santa Faustina para que por meio de sua intercessão se salvassem muitas almas.
Durante seu terceiro ano de noviciado lhe foi revelado o que era ser Alma Vítima.
Anota ela em seu diário: "O sofrer é uma graça grande; através do Sofrimento a alma se faz como a do Salvador; no Sofrimento o amor se cristaliza, quanto maior o Sofrimento mais puro o amor".
Faustina se ofereceu como vitima pelos pecadores e com este propósito experimentou diversos Sofrimentos para salvar as almas através deles.
Durante uma hora particular de adoração, Deus lhe revelou a Santa Faustina tudo o que ela teria que sofrer: falsas acusações, a perda do bom nome, e muito mais.
Durante a Quaresma desse mesmo ano, 1933, experimentou em seu próprio corpo e coração a Paixão do Senhor, recebendo invisivelmente os estigmas.
Unicamente seu confessor o conheceu.
Nos últimos anos de sua vida aumentaram os sofrimentos interiores, a chamada noite escura do espírito e as dores do corpo: desenvolveu a tuberculose que atacou seus pulmões e sistema digestivo.
Por causa disto duas vezes foi internada no hospital de Pradnik em Cracovia, por vários meses. Extenuada fisicamente por completo, mas plenamente adulta de espírito e unida misticamente com Deus, faleceu em odor de santidade, no dia 5 de outubro de 1938, aos 33 anos, dos quais 13 foram vividos no convento.
Foi elevada aos altares pelo Santo Papa no dia 30 de abril do ano 2000, o Domingo da Divina Misericórdia.
É a primeira santa que foi canonizada no ano jubilar 2000 e no milênio.
A biografia de Santa Faustina nos narra que o Senhor lhe recordava freqüentemente Seu desejo de que se estabelecesse a Festa da Divina Misericórdia.
Ao final da Canonização de Santa Maria Faustina o Santo Papa declarou o segundo domingo de Páscoa como o "Domingo da misericórdia Divina", estabelecendo a Festa da Divina Misericórdia que Jesus tanto pedia a Santa Faustina.
O Santo Papa disse: "Em todo o mundo, o segundo domingo de Páscoa receberá o nome de Domingo da Divina Misericórdia.
Um convite perene para o mundo cristão a enfrentar, com confiança na benevolência divina, as dificuldades e as provas que esperam ao gênero humano nos anos vindouros".

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