O PODER DA SANTA CRUZ
 A Paixão e Morte de Jesus, na Cruz, foi o preço exigido por Deus Pai para a salvação da humanidade.
“Porque é bendito o madeiro pelo qual se opera a justiça” (Sb 14,7); a Cruz é bendita por que por ela nós nos tornamos justos pela Morte e Ressurreição de Jesus o JUSTO.
A entrega livre e voluntária que Jesus fez de si mesmo à Vontade salvífica do Pai, abraçando e carregando a Cruz, deixando-se crucificar, sofrendo todos os horrores de uma crucificação e morrendo na Cruz, resultou na salvação da humanidade, bem como em todas as graças e bênçãos já alcançadas, e em todas as que ainda irão acontecer na humanidade.
No tempo de Jesus, a Cruz era a forma de pena de morte que o direito romano aplicava aos grandes criminosos condenados à morte. A Cruz, portanto, era instrumento de condenação, de castigo máximo, de morte.
Com a crucificação e Morte de Jesus, a Cruz recebeu um "novo" significado. Um significado, aliás, exatamente oposto. A Cruz é agora símbolo de salvação, de vida, de bênção, de libertação, de cura e de santificação.
Deus fez "cair sobre ele a iniqüidade de nós todos" (Is 53.6); e "carregando ele mesmo em seu corpo, sobre o madeiro, os nossos pecados" (1 Pe 2.24).
Traçamos muitas vezes o Sinal da Cruz sobre nós mesmos, exatamente com a finalidade de atrair sobre nós a salvação de Jesus, a proteção do seu poder, as bênçãos de que temos necessidade, bem como para afastar de nós o inimigo de nossa salvação, com suas tentações e seduções.
O crucifixo pendurado ao pescoço não é um amuleto, com força mágica para afastar o mal e atrair o bem. Trazer o crucifixo ao pescoço deve significar uma profissão de fé em Jesus vivo, que pelos méritos de Sua Morte na Cruz e por Seu Amor pessoal para conosco, quer salvar-nos, quer nos libertar dos males e tentações, enfim deseja nos abençoar.
Assim sendo, a cruz revela, pela eternidade adentro, a terrível verdade de que, abaixo da bonita fachada de cultura e educação, o coração humano é "enganoso... mais do que todas as cousas, e desesperadamente corrupto" (Jr 17.9), capaz de executar o mal muito além de nossa compreensão, até mesmo contra o Deus que o criou e amou, e que pacientemente o supre. Será que alguém duvida da corrupção, da maldade de seu próprio coração? Que tal pessoa olhe para a cruz e recue dando uma reviravolta, a partir de seu ser mais interior! Não é à toa que o humanista orgulhoso odeia a cruz!
Olhe para a cruz, e lá, você verá o maior sinal e a maior demonstração da sabedoria que o mundo tanta procura: O nazareno crucificado, escândalo para os judeus, insensatez para os gregos, mas para nós, o poder de Deus!
“Porque decidi nada saber entre vós, senão a Jesus Cristo e este crucificado” (1 Co 2.2).

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