SÃO SEBASTIÃO - GLORIOSO MÁRTIR DE CRISTO
No dia 20 de janeiro numerosas cidades - grandes, pequenas e até povoados - do nosso imenso Brasil comemoram a Festa de seu santo Padroeiro: o mártir cristão São Sebastião.
Maior número de Paróquias levam seu nome e recebem a sua proteção. As capelas são incontáveis por todo o território nacional, e a devoção popular a este santo mártir dos primórdios da Igreja fundada por Nosso Senhor Jesus Cristo continua sendo bem grande.
Os santos canonizados pela Igreja são exemplo de vida para todos nós. O Mártir alcança sua glorificação mais rapidamente, pois o próprio Nosso Senhor diz "quem der testemunho de mim diante dos homens, também Eu darei testemunho dele diante de meu Pai que está nos Céus" (Mt 10, 32).
  Ao Brasil chegou a fama de São Sebastião com os primeiros missionários, e com os próprios portugueses que aqui vieram. Martirizado pelo imperador pagão Maximiliano, morreu no ano 288. Os milagres que Deus operava pela sua intercessão foram em tal quantidade e tão espetaculares, que bem podemos imaginar como as populações se encomendavam a ele. 
 A Cidade "Cartão Postal" do Brasil, e durante anos a Capital do Império, banhada pelas águas da Bahia de Guanabara, tinha como nome São Sebastião do Rio de Janeiro. No meio da Praça está a Estátua de São Sebastião, para mostrar a importância do local que foi palco da batalha que em 1567 resultou na expulsão dos protestantes calvinistas franceses do Rio de Janeiro e na qual Estácio de Sá foi ferido. Em seu louvor foi construída uma igreja no Morro do Castelo, a qual foi demolida com a implantação da república, no início do século XX. Todo ano, no dia 20 de janeiro, realiza-se a procissão de São Sebastião que sai da Igreja de São Sebastião dos Frades Capuchinhos na Tijuca termina nesta estátua, onde é interpretado o Auto da vida do santo.
Também ao norte de Brasil, na cidade de Olinda-Recife, foi construída em 1686 a igreja dedicada a São Sebastião. Nesse mesmo século XVII uma epidemia de febre amarela urbana atinge a Olinda. O governador ordena que se faça uma procissão com a Imagem de São Sebastião, conhecido protetor contra a peste, a fome e a guerra, e a peste desaparece.
Sebastião, jovem e militar, de carreira promissora, morre prematuramente porque preferiu renunciar a tudo, inclusive a vida (Mt 7,37-39) para ser soldado e atleta de Cristo.  Por isso, a ele se aplicam perfeitamente as palavras de Paulo: combateu o bom combate (1Tm 2,18b), assumiu a sua parte de sofrimento como bom soldado de Cristo Jesus (2Tm 2,3) e, à semelhança dos atletas, absteve-se de tudo, todavia para ganhar uma coroa imperecível (1Cor 9,24-25).  Enfrentando o imperador com a armadura de Deus (Ef 6,11), colocou-se de pé, cingido com a verdade e revestido da couraça da justiça (Ef 6,14), empenhando o escudo da fé (Ef 6,16), tomando o capacete da salvação e a espada do Espírito, que é a Palavra de Deus (Ef 6,17).  
 
São Sebastião é um apelo vivo e motivador para a retomada da nova evangelização, necessidade inadiável.  Como nos pede com insistência o Papa.  Como nos coloca nas mãos e no coração o próprio Jesus: Como tu me enviaste ao mundo, também eu os enviei (Jo 17,18).  
 RAINHA DE MISERICÓRDIA INSONDÁVEL


 No ano de 1651, ainda permaneciam isolados nos montes e na floresta da província da Venezuela, os índios coromotos, sem querer ter contato algum com os missionários e a civilização.
Tanta bondade e império emanavam da presença e das palavras da celestial Dama, que o indômito cacique, maravilhado, dispôs-se a cumprir sua vontade.
Certo dia - no fim desse ano ou quiçá no início do seguinte - quando o cacique dessa tribo, homem valente e irascível, e sua mulher se dispunham a vadear um riacho, eis que viram uma dama de indescritível majestade e formosura avançando em sua direção, caminhando sobre as águas.
Pasmos e extasiados, permaneceram imóveis, contemplando a misteriosa senhora que, ao aproximar-se deles, sorriu maternalmente e disse na própria língua dos coromotos: "Ide aonde se encontram os homens brancos para que derramem água sobre vossas cabeças e assim possais ir ao Céu".
As águas purificadoras do Batismo
Decidido a conduzir sua tribo para junto dos homens brancos, o cacique colocou-se à espreita, aguardando a passagem de alguns deles por aquelas solitárias paragens. E a Divina Providência, que com bondade infinita tudo dispõe para nosso bem e salvação, não fez esperar muito aqueles índios escolhidos pela Rainha de todos os corações.
João Sanchez, um honrado espanhol que cultivava umas terras na região, precisou dirigir-se apressadamente à distante aldeia de El Tocuyo, uma das poucas então existentes naquela província. Assim, passou ele nas proximidades do local onde viviam os Coromotos.
João Sanchez, auxiliado por sua fiel esposa, tudo fez para converter e civilizar os Coromotos, os quais acompanharam com fervor e alegria a catequese que recebiam.
Passaram-se os meses, e aqueles índios que haviam venerado as águas sobre as quais a Santíssima Virgem tinha aparecido, inclinavam agora piedosamente a cabeça para receber as águas purificadoras do santo Batismo.
No entanto, o feroz cacique, o primeiro a quem apareceu Nossa Senhora, negava-se a ser batizado e distanciava- se paulatinamente das aulas de catecismo. As saudades da vida sem freio nem moral que levara na floresta, irrompiam como um vulcão no fundo de sua alma.
Na tarde de sábado, 8 de setembro de 1652, João Sanchez mandou reunir todos os Coromotos para participar de um ato religioso em honra a Nossa Senhora.

O cacique, enfurecido, recusou-se a comparecer a uma cerimônia em louvor d'Aquela que o havia feito abandonar a vida selvagem e pagã. Ao entardecer, encontrava-se ele na sua choupana com a esposa, a irmã desta, chamada Isabel, e um sobrinho de doze anos, todos já batizados e fervorosos cristãos.
Subitamente, apareceu no umbral da cabana a Santíssima Virgem, a mesma "bela Senhora" que haviam visto andando sobre as águas do regato. Da celestial aparição emanava tal fulgor que toda a choupana ficou iluminada pelos raios dessa luz "igual à do sol quando está ao meio-dia, mas sem queimar como este", segundo declarou mais tarde a índia Isabel.
O cacique, sem levantar-se da esteira onde repousava, bradou encolerizado:
- Até quando me hás de perseguir? Bem podes partir, pois não mais farei o que mandas. Por ti tudo deixei e vim aqui passar trabalhos!
Maravilhada com a excelsa visitante e cheia de vergonha pela inimaginável dureza do índio, a esposa o repreendeu dizendo:
- Não fales assim com a "bela Senhora". Não tenhas tão mau coração!

Não pôde o cacique suportar mais tempo a presença de Nossa Senhora, que permanecia no umbral da casa olhando-o com maternal bondade. Levantou-se de um salto e apanhou o arco e as flechas, gritando desesperadamente:
- Matando-te, deixar-me-ás! Neste instante, a Santíssima Virgem, majestosa e refulgente, penetrou no interior da choça e adiantou-se em direção ao índio, de tal modo que este não teve espaço para disparar a seta.

 Louco de ódio, ele jogou as armas por terra e precipitou-se sobre a Soberana Senhora com o intuito de lançá- la fora da casa. Porém, ao estender os braços para tentar agarrá-la, desapareceu Ela repentinamente, e uma triste escuridão sucedeu à magnífica luz sobrenatural.
Longo tempo permaneceu imóvel o cacique, na mesma posição que tomara ao precipitar-se sobre a aparição, apertando alguma coisa que havia ficado em uma de suas mãos. Finalmente disse com voz trêmula: "Aqui a tenho presa".
Na hora extrema, a conversão

Nesse mesmo dia, sob uma chuva torrencial, o cacique ordenou que toda a tribo partisse para os montes, abandonando a civilização. E aqueles pobres índios recém-convertidos seguiram seu chefe no caminho da infidelidade e da barbárie. Mas apenas haviam se adentrado na floresta quando o cacique rolou por terra, dando gritos de dor. Uma serpente venenosa o tinha picado... restavam-lhe poucos minutos de vida. Vendo-se, então, perdido, e reconhecendo que
 a Divina Justiça o punia por tanta maldade, começou a implorar o perdão em alta voz e a clamar pelo Batismo.
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Mas, naquelas solidões, quem poderia derramar sobre ele as águas regeneradoras? A tribo assistia muda e confundida à sua agonia.
Ao ouvir os angustiados clamores do cacique moribundo, acorreu pressuroso um mulato que andava por aquelas paragens e imediatamente o batizou. Sereno e resignado, então, ele recomendou à tribo que nunca deixasse de cumprir a vontade da Mãe de Deus, e logo em seguida exalou seu último suspiro.
Quis Nossa Senhora, nas aparições de Coromoto, demonstrar ao mundo, e de modo especial à América, que Ela é Soberana, sobretudo, na sua bondade. É possível imaginar dureza espiritual maior que a daquele cacique? Entretanto, a misericórdia d'Ela triunfa sobre a mais empedernida das maldades humanas.
Na pessoa do índio, objeto de tão imensa clemência, estava representada a humanidade inteira, estava cada um de nós, estava eu... Sim, eu, pois tantas e tantas vezes sou convidado a confiar em seu maternal amparo, nesse perdão que dulcifica qualquer dureza, nessa bondade que vence a mais obstinada ingratidão!
NOSSA SENHORA DE COROMOTO
 No ano de 1652, Nossa Senhora de Coromoto apareceu aos índios do mesmo nome. Foi declarada Padroeira da Venezuela pelo Episcopado venezuelano no dia primeiro de maio de 1942. O papa Pio XII a declarou "Celeste e Principal Padroeira de toda a República da Venezuela" no dia 7 de outubro de 1944.
 O Santuário Nacional está construído no local da aparição, perto da cidade de Guanare. O Papa João Paulo II, em fevereiro de 1996, abençoou pessoalmente este Santuário.
 Durante a chegada dos espanhóis a região de Guanare, em 1591, um grupo de índios da tribo dos Coromotos decide abandonar sua terra e fugir para o rio Tucupido, porque não queriam ser influenciados pelos brancos e por sua cultura. Cinqüenta anos depois os índios, que ainda não haviam se convertido, viviam num povoado não muito distante da vila dos espanhóis, ambos viviam em harmonia, mas exilados um do outro.
 Uma manhã do ano de 1651, o cacique dos Coromotos, junto dom sua esposa, contemplam assombrados uma extraordinária visão. As margens do rio Tucupido, sobre a corrente das águas, uma formosa Senhora olhando com expressão amável, traz nos braços um pequeno Menino que os sorri placidamente. A misteriosa Senhora chama o cacique e ordena: “Sai do bosque com os teus e vai para junto dos brancos para que recebam a água sobre a cabeça e possam entrar no céu.”
 O cacique impressionado pelo que acabava de ouvir da bela Senhora decide marchar com sua tribo para ser instruído na religião cristã. Mas diante da dificuldade de se adaptar a vida na cidade, decide voltar a selva com sua esposa e família. A Senhora volta a aparecer-lhe, desta vez na oca do indígena, mesmo que a Virgem tivesse se apresentado rodeada de uma aura luminosa cujos raios inundavam calor todo lugar, não conseguia comover o cacique que, irritado tratava de expulsa-la ameaçando-a com suas armas.
 Sempre sorridente, a Virgem avança suavemente em direção ao cacique e quando é recebida com mais ira, desaparece de sua vista. No punho fechado do índio coromoto ficou uma pequena estampa na qual havia sido impressa a imagem da Senhora.
 A imagem mostra a veneração dos fiéis protegida dentro de uma riquíssima custódia. Em 7 de outubro de 1944, a pedido dos Bispos da nação, Pio XII declarou-a “Patrona da República da Venezuela” e sua coroação canônica foi celebrada ao cumprir-se os três séculos da aparição em 11 de setembro de 1952. O Cardeal Arcebispo de Havana, Manuel Artega y Betancourt coroou a sagrada imagem de Nossa Senhora de Coromoto em representação do Papa Pio XII. O Santuário Nacional da Virgem de Coromoto, lugar de encontro de grandes peregrinações, foi declarado Basílica pelo Papa Pio XII em 24 de maio de 1949.
 A Virgem de Coromoto é uma pequenina relíquia que mede 27cm de altura por 22cm de largura. O material da estampa poderia ser de pergaminho ou de papel seda, a Virgem apareceu pintada de corpo médio, sentada com o Menino em seu regaço. Parece ter sido desenhada com uma pena fina, traçada como um retrato em tinta chinesa a base de riscos e pontos. A Virgem e o Menino olham adiante, e trazem suas cabeças coroadas. Duas colunas unidas entre si formam um arco o encosto do trono que os sustentam. A Virgem cobre seus ombros com um manto com reflexos escuros roxos. Um véu branco cai simetricamente sobre seus cabelos cobrindo-os devotamente. A túnica da Virgem é de cor clara e a do Menino branco com o véu.

 IGREJA CATÓLICA ACOLHE FIÉIS ANGLICANOS!
A Congregação para a Doutrina da Fé do Vaticano, instituiu o Ordinariato Pessoal de Nossa Senhora de Walsingham neste sábado, 15. A decisão possibilita que diversos grupos de pastores e fiéis anglicanos da Inglaterra e País de Gales - que expressaram a aspiração de entrar em comunhão plena e visível com a Igreja Católica - possam concretizar seu desejo.
 O Ordinariato cuidará da preparação catequética desses grupos que, na Páscoa, serão recebidos na Igreja Católica, juntamente com os seus pastores, bem como acompanhar os ministros que estão se preparando para serem ordenados no sacerdócio católico, em data próxima a Pentecostes. O patrono do Ordinariato é o Beato John Henry Newman, beatificado por Bento XVI em setembro do ano passado, durante a histórica viagem apostólica ao Reino Unido.
 O Papa nomeou como primeiro Ordinário o reverendo Keith Newton, 58 anos. Ele faz parte do grupo de três ex-bispos anglicanos que foram ordenados sacerdotes católicos pelo Arcebispo de Westminster, Dom Vincent Nichols, na manhã desta sábado. Os outros dois são o reverendo Andrew Burnham e o reverendo John Broadhurst.

"Espero que o Ordinariato seja um dom para a Igreja Católica e que eu, juntamente com os sacerdotes e os fiéis integrantes do Ordinariato, estejamos a serviço de toda a Igreja", afirmou o reverendo Keith.
Um Ordinariato Pessoal é uma estrutura canônica que possibilita uma "reunião corporativa". Neste caso, permite àqueles que eram anglicanos entrar em plena comunhão com a Igreja Católica e conservar elementos do seu patrimônio específico, como a liturgia e a espiritualidade.
Com esse formato, a Anglicanorum coetibus busca garantir, por um lado, o objetivo de salvaguardar, no interior da Igreja Católica, as veneráveis tradições litúrgicas, espirituais e pastorais anglicanas e, por outro, a plena integração destes novos grupos e respectivos pastores na Igreja Católica.
Dois meses após a visita ao Reino Unido do Papa Bento XVI, Andrew Burnham, Keith Newton e John Broadhurst anunciaram em novembro passado que se somariam à Igreja católica romana, para marcar sua oposição às decisões recentes dos anglicanos sobre a ordenação de mulheres ou a bênção a uniões homossexuais.
Os três bispos, por serem casados e pais de família, não podem conservar a mesma hierarquia no seio da Igreja Católica, pelo que, então, foram ordenados padres.
Segundo o agora padre católico e ex-bispo anglicano Keith Newton, 50 representantes do clero anglicano poderão fazer o mesmo, nos próximos meses.

 CATÓLICOS PARTEM PARA SER MAIORIA NA INGLATERRA
LONDRES, 2007-02-16 (ACI).- Os católicos no Reino Unido aumentam cada dia mais, devido à intensa imigração dos últimos anos, sobre tudo dos países do leste europeu como a Polônia, e poderiam chegar a superar o número de anglicanos no país. Assim o assinala um relatório do instituto Von Hugel, de Cambridge, que foi publicado ontem no jornal The Times, segundo o qual as paróquias católicas vêem crescer fortemente o número de fiéis. Enquanto em alguns lugares, a Igreja Católica respondeu positivamente a esse fenômeno, em outros se viu “afligida” pela magnitude do desafio que representa a maciça afluência de novos fiéis, explica o relatório.

A ESPIRITUALIDADE DA OBRA DE SCHOENSTATT

O Padre Kentenich ofereceu à Obra de Schoenstatt uma espiritualidade original e vasta, através da qual se torna possível uma existência cristã autêntica e missionária no nosso tempo.   

Piedade Mariana

A Virgem Maria Mãe de Deus era para o Padre Kentenich a realização mais perfeita do "Homem Novo", da "Nova Criação", para a qual tende a Obra Salvífica de Cristo. Por isso, na sua actuação como Fundador e Educador das suas comunidades de Schoenstatt procurava compreender o mais profunda e plenamente possível a posição e a missão da Mãe de Deus na Obra Salvífica de Cristo e exaltar a imagem de Maria como modelo para a formação dos homens querida por Deus.

Simultaneamente, reconhecia em Maria a Mãe e a Educadora do "Homem Novo"; na sua própria acção educadora ele não queria outra coisa senão ser instrumento da Mãe de Deus e conduzir os homens à Sua escola de educação.

Piedade de Aliança


A Piedade Mariana de Schoenstatt recebe o seu carácter peculiar através da Aliança de Amor. Assim, como toda a Obra surgiu duma Aliança de Amor do Fundador e da primeira geração com a Mãe de Deus, também cada cada um, individualmente, se torna membro da Obra de Schoenstatt através da Aliança de Amor selada com a Mãe Três Vezes Admirável de Schoenstatt, fazendo dela a norma e a forma da sua vida.  Entra-se, deste modo, numa escola, que deve capacitar a pessoa para uma concretização o mais perfeita possível da Aliança Salvífica, que Deus fundou através do Seu Filho Encarnado.
A vinculação a Maria conduz à atitude mariana e isto significa sobretudo, que ela dispõe o homem a decidir-se livremente com Maria e como Maria para a Aliança com Deus. O fio condutor desta Piedade de Aliança é, segundo o Padre Kentenich, o seguinte: "Unidos à Mãe de Deus pela Aliança de Amor, chegamos a Jesus Cristo e, por Cristo, no Espírito Santo ao Pai".

Piedade Instrumental


A Família de Schoenstatt tem motivos fundados para acreditar que na sua história, iniciada a partir de começos humildes e tendo de fazer face a dificuldades muitas vezes superiores às suas forças, existe uma intervenção especial da Divina Providência. A partir desta convicção de Fé, considera-se, no mais íntimo, como obra e instrumento da Mãe de Deus e, em última análise, do Deus Trino e não como simples fruto da acção e do plano dos homens. Por isso, a Família de Schoenstatt cultiva a consciência de ser um simples instrumento, totalmente dependente de Deus e da Sua Graça. A orientação cuidadosa pela vontade de Deus à luz da Fé Prática na Divina Providência, bem como a disponibilidade constante para Deus e Seus desígnios constituem os elementos fundamentais da Piedade específica de Schoenstatt.

Santidade da Vida Diária


Na história da Obra de Schoenstatt a aplicação pedagógica da Aliança de Amor à vida diária conduziu à doutrina da "Santidade da Vida Diária". Deste modo designa-se uma forma de piedade laical, que pretende orientar o cristão, que vive no mundo, a moldar a sua vida em família, na sociedade e na profissão conforme à mensagem do Novo Testamento. No fundo, trata-se da santificação do mundo em todos os domínios. A ideia da Santidade na Vida Diária desempenhou um papel decisivo na fundação dos Institutos Seculares de Schoenstatt.

Espírito de Família

Partindo do aforismo de Teologia, que a Graça, para aperfeiçoar a natureza, tem de se basear nela e construir sobre ela, a Obra de Schoenstatt, em todas as suas comunidades, imita tanto quanto possível a família natural, para que o "Povo de Deus" se torne numa "Família de Deus". Assim se compreende o cultivo e a acentuação da vinculação ao Santuário da Mãe Três Vezes Admirável, no qual os membros da Obra vêem o berço espiritual, o lar e o local central da Família de Schoenstatt em todo o mundo.
Também faz parte da atitude familiar da Obra de Schoenstatt, que as suas comunidades vejam no Fundador o Pai Espiritual, que Deus lhes ofereceu, em cuja pessoa e actuar transparece o Pai eterno, do Qual toda a paternidade no céu e na terra recebe o seu nome (Ef. 3,15). A posição do Fundador como Pai da Família é por isso no seu significado mais profundo uma indicação para o Deus vivo e tem uma importância especial para o nosso tempo, no qual Deus é considerado cada vez menos como Pai e a paternidade tornou-se num problema de capital importância. Deste modo é assegurada e simultaneamente exigida a clássica orientação fundamental da formação cristã, cujo objectivo último é o Pai com Cristo no Espírito Santo.
 Schoenstatt quis desde o primeiro minuto ser um Movimento Apostólico de Formação.
SÃO SEBASTIÃO - DEFENSOR DA IGREJA
Um santo combativo, com profundas raízes na devoção popular do Brasil
O Rio de Janeiro foi a primeira cidade brasileira que levou o nome do santo. E a História registra em que circunstâncias gloriosas!
De fato, Estácio de Sá, a mando da Rainha de Portugal, vinha apoiar seu tio, Mem de Sá, na conquista da Baía do Rio de Janeiro. A essa empresa se associaram dois filhos da Companhia de Jesus, luminares de nossa História, os Padres Manoel da Nóbrega e o Bem-aventurado José de Anchieta, Apóstolo do Brasil.
Os hereges calvinistas franceses, secundados pelos ferozes índios tamoios, constituíam forte obstáculo para a consecução do empreendimento. E foi recorrendo à intercessão do glorioso mártir romano que, repetidas vezes, de 1565 a 1567, precisamente no dia de sua festa (20 de janeiro), as tropas luso-brasileiras conseguiram brilhantes vitórias militares, até vergar a resistência desses inimigos temíveis e instalar-se definitivamente, a 1º de março de 1567, na cidade que então passou a chamar-se São Sebastião do Rio de Janeiro.
imagem de são sebastião no Rio de Janeiro - Brazil

Nasceu o Mártir S. Sebastião em Narbonne, na Gália (França), pelos anos de 250 d. C., morrendo em Roma em 20 de Janeiro de 286 d. C.. Ele era cristão secretamente convertido, alistando-se no exército romano para poder ajudar os cristãos perseguidos. Pelo seu talento e valentia, foi tão apreciado pelos Imperadores Diocleciano e Maximiano, que o mantiveram como Capitão da sua Guarda Pretoriana, alto cargo de confiança imperial.
Protegia S. Sebastião os cristãos encarcerados, até que os irmãos cristãos Marco e Marcelino foram condenados à morte. S. Sebastião não se pôde conter e revelou publicamente a sua Fé, pregando e convertendo famílias inteiras ao Cristianismo, pelo que Diocleciano ordenou que os frecheiros o amarrassem a uma árvore e o crivassem de setas.
Crivado de frechas e dado como morto, foi levado a enterrar por Santa Irene. Esta, apercebendo-se, porém, que ainda estava vivo, recuperou-o, cuidando-lhe dos múltiplos ferimentos. Curado, voltou a apresentar-se ao Imperador e foi de novo martirizado, morto e finalmente sepultado nas catacumbas.
O bárbaro método de execução de São Sebastião fez dele um tema recorrente na arte medieval - surgindo geralmente representado como um jovem amarrado a uma estaca e perfurado por várias setas (flechas); de resto, três setas, uma em pala e duas em aspa, atadas por um fio, constituem o seu símbolo heráldico.
 Sebastião foi um dos soldados romanos mártires e santos, cujo culto nasceu no século IV e que atingiu o seu auge na Baixa Idade Média, designadamente nos séculos XIV e XV, tanto na Igreja Católica como na Igreja Ortodoxa. Embora os seus martírios possam provocar algum ceticismo junto dos estudiosos atuais, certos detalhes são consistentes com atitudes de mártires cristãos seus contemporâneos.
O seu nome deriva do grego sebastós, que significa divino, venerável (que seguia a beatitude da cidade suprema e da glória altíssima).
PADRE JOSÉ KENTENICH - ELE AMOU A IGREJA !
Nasceu no dia 18 de novembro de 1885 perto de Colônia (Alemanha) e foi ordenado sacerdote em 8 de julho de 1910. Nos primeiros anos do seu trabalho pastoral foi Diretor Espiritual do seminário menor dos Palotinos em Schoenstatt, perto do Reno (Alemanha), e nesta época construiu os fundamentos de sua Obra: a Família de Schoenstatt.
Nos anos seguintes formou as comunidades sacerdotais e laicais que a compõe e a partir de 1926 fundou os diferentes Institutos Seculares de Schoenstatt.
Detido pela Gestapo em setembro de 1941, foi enviado ao campo de concentração de Dachau, onde permaneceu até abril de 1945. Ali consolidou sua Obra e lhe deu abrangência internacional.
 A partir de 1949 a Igreja submeteu Schoenstatt à prova e a maior parte dos anos seguintes o Fundador passou em Milwaukee (EUA). No Natal de 1965 regressou a Schoenstatt e sem preocupar-se com sua idade avançada, dedicou-se com todas as suas energias na direção de sua Obra presente em todo o mundo. 
  Inesperadamente, em pleno trabalho sacerdotal, Deus o chamou à Casa Paterna no dia 15 de setembro de 1968, logo após ter celebrado a Santa Missa.
O mais característico de sua personalidade são os traços de uma paternidade única e sobrenatural que Deus presenteou de forma especial. Capacitou-o com extraordinários dotes naturais e abundantes dons sobrenaturais para realizar sua missão específica para a Igreja atual e do futuro.  
Todos os êxitos, o Fundador atribuiu ao poder da Mãe, Rainha e Vencedora Três Vezes Admirável de Schoenstatt e seu grande desejo era anunciar a grandeza da Mãe de Deus e formar novos homens e comunidades, nos quais resplandecesse a imagem de Maria. Empregou toda a força e atração de sua personalidade para conduzir as pessoas que nele confiavam à proximidade com Deus, ao abandono total à Santíssima Trindade. 
 Totalmente vinculado ao sobrenatual e sempre atento ao presente, interpretava profeticamente os sinais de Deus na Igreja e no mundo.
As palavras "Dilexit Ecclesiam" (Amou a Igreja) que elegeu como epitáfio, são as que melhor resumem o sentido mais profundo de quem foi o Pai e Fundador da Família de Schoenstatt.
"Vocês suspeitarão o que eu pretendo: converter este lugar em um lugar de peregrinação, em um lugar de graça para a nossa casa e para toda a Província alemã e talvez para mais além...". Este era o audacioso plano que o Padre José Kentenich, Diretor Espiritual do Seminário Menor dos Padres Palotinos, propunha aos seus jovens educandos naquele dia 18 de outubro de 1914, no vale de Schoenstatt, Alemanha. Ele os convidava a trabalhar para que a antiga capelinha de São Miguel se transformasse em um Santuário Mariano
Desde aquele dia de outubro já se passaram nove décadas. O Padre Kentenich faleceu no dia 15 de setembro de 1968, mas suas palavras tornaram-se realidade. O profeta tinha razão, ou melhor, percebeu o plano de Deus para este lugar. Descobriu uma fonte de graças - que naquele momento era apenas um fio de água - e que hoje se converteu em uma poderosa corrente de graças, de vida e de idéias, chegando a muitos países e a todos os continentes. A palavra "Schoenstatt" hoje é pronunciada no Paraguai e na Austrália, nos Estados Unidos e no Caribe, na África do Sul e na Índia... Aquela pequena capelinha dedicada a São Miguel Arcanjo é atualmente o Santuário Original e multiplicou na Alemanha, Europa e em todo o mundo através de uma rede de mais de cento e oitenta Santuários Filiais. Foi reconhecido oficialmente pela Igreja como Santuário em 1947.