A INTERCESSÃO DOS SANTOS NA BÍBLIA
“A oração do justo tem grande eficácia.” (Tg 5,16)
"Orai uns pelos outros, para serdes salvos, porque a oração do justo, sendo fervorosa, pode muito" (S.Tiago 5, 16)
"O meu servo Jó... orará por vós e admitirei propício a sua face" (Jó 42, 8)
"Moisés chamou ao Senhor: Deus de Abraão, Deus de Isaac, Deus de Jacó. Ora Deus não é Deus dos mortos, mas dos vivos porque todos vivem para Ele.” (Lc 20, 37-38).
No evangelho de S. Mateus (22, 30), Jesus Cristo ensina que os "santos são como os anjos de Deus no céu". Zacarias diz: "que o anjo intercedeu por Jerusalém ao Senhor dos exércitos" (1, 12 -13).
Os justos, os santos e os anjos do Céu se interessam pelos homens, intercedem pelos homens, e devem ser invocados e louvados.

O arcanjo Rafael diz a Tobias: "Quando rezavas com lágrimas, e sepultavas os mortos, eu oferecia tua oração a Deus" (Tob. 7, 12) (Os protestantes tiraram esse livro).
A própria Bíblia aplica o título de mediador também a Moisés (Dt 5, 5): "Eu fui naquele tempo intérprete e mediador entre o Senhor e vós".
Quando a Sagrada Escritura diz que Nosso Senhor é o único caminho entre os homens e Deus, não quer dizer que entre os homens e Nosso Senhor não possa haver intercessores. É claro, só Nosso Senhor é o intercessor entre nós e Deus Pai, mas não significa que entre nós e Ele não existam pessoas que O conheceram, amaram e serviram de forma exemplar.
É por isso que a doutrina católica chama Nossa Senhora de "Mediatrix ad Christum mediatorem", isto é, "Medianeira junto a Cristo mediador". Deste modo, Cristo fica como único mediador entre Deus e os homens; e a Virgem Maria se torna uma "medianeira junto a Cristo".
O poder de interceder está expresso em diversas passagens das Sagradas Escrituras, como nas Bodas de Caná, onde Nosso Senhor não queria fazer o milagre, pois "ainda não havia chegado Sua hora" Bastou Nossa Senhora pedir para que seu Filho fizesse o milagre, que Ele adiantou sua hora para atender à intercessão de sua Mãe Santíssima. Que tamanho poder de intercessão têm Nossa Senhora! Fazer com que Deus, por assim dizer, mudasse seus planos? É tal o poder de Nossa Senhora que a doutrina católica a chama de onipotência suplicante, ou seja, Aquela que tem, por meio da súplica a seu Filho, o poder onipotente!
Os Santos não dormem após a morte, pois "Deus é Deus dos vivos" e não dos adormecidos.
Na transfiguração do Tabor, Nosso Senhor aparece ao lado de Elias e de Moisés. Elias está no Paraíso terrestre (ele não morreu e deve voltar no fim do mundo) e Moisés já estava morto (Lc 9, 28). Ora, como alguém que esteja dormindo pode aparecer "acordado" ao lado de Nosso Senhor?
Quanto maior a virtude de uma pessoa, tanto mais perto de Deus ela está e tanto mais pode interceder por nós.
Veja essa outra citação: "santos são como os anjos de Deus no céu" (S. Mateus 22, 30). Será que os anjos também estão dormindo? E o nosso anjo da guarda? E os anjos que governam os astros?
Ora, é muita contradição defender que os santos estão dormindo, mesmo porque, Deus, voltando-se ao bom ladrão, disse: "Em verdade, em verdade vos digo, ainda hoje estarás comigo no paraíso".
Ora, ele não disse que após adormecer e após a ressurreição dos corpos S. Dimas estaria no paraíso!.
Em Ap. 6, 9s, os mártires, junto ao altar de Deus nos céus, clamam em alta voz:
"Até quando, ó Senhor Santo e verdadeiro, tardarás a fazer justiça, vingando nosso sangue contra os habitantes da terra?"
Como se vê, os justos estão conscientes após a morte!
Ajoelhar-se nem sempre é sinal de adoração, mas veneração, tudo depende da intenção com que fazemos o gesto: Levantando Abraão os olhos, olhou e eis três homens de pé em frente dele. Quando os viu, correu da porta da tenda ao seu encontro, e prostrou-se em terra,(Gênesis 18:2)
  Isso não é idolatria como afimam os protetantes!
Pois o próprio Deus MANDOU que pessoas se ajoelhassem diante das outras para fazer uma PRECE DE JOELHOS!
(Isaías 45,14) "Assim diz o Senhor: O trabalho do Egito, e o comércio dos etíopes e dos sabeus, homens de alta estatura, passarão para ti, e serão teus; irão atrás de ti, virão em grilhões, e diante de ti se prostrarão, far-te-ão as suas súplicas , dizendo: Deveras Deus está em ti, e não há nenhum outro deus."
Veja, o Senhor Deus manda se ajoelhar diante de Ciro para SUPLICAR!
E isso se chama PRECE!
Veja outro exemplo!
(Gen 49:8) – "Judá, a ti te louvarão os teus irmãos; a tua mão será sobre o pescoço de teus inimigos, os filhos de teu pai a ti se inclinarão"
Veja essa outra passagem acima!
As pessoas se ajoelharam diante de Judá para LOUVÁ-LO!

Assim, vemos que não há problemas em se ajoelhar para pedir oração a um santo, anjo ou Maria, pois é sinal de respeito, veneração, reverência, do mesmo modo que Abrão, Ló, Davi, Abigail.
O louvor que prestamos aos santos, é a recordação de suas virtudes, pois "Bom renome vale mais que grandes riquezas e a boa reputação vale mais que a prata e o ouro" (Pr 22,1) Louvar os santos é proclamar a bem-aventurança deles, como Isabel para Maria:
"Bendita és tu, entre as mulheres, e bendito o fruto do teu ventre!" (Lc 1,43)
O QUE CONTA É A INTENÇÃO MAIS QUE O GESTO
 
CONGREGAÇÃO DAS IRMÃS DE SANTA EDWIGES
"Bem aventurados os misericordiosos"
Acima o Brasão da Ordem - Significado dos símbolos:
LÍRIO = Sob a proteção da Imaculada, ser lírio puro consagrado ao Senhor;
COROA = Seguindo o exemplo de Santa Edwiges, renunciar a riqueza e esplendor do mundo para Cristo;
CRUZ = No abraço e  seguimento da Santa Cruz;
ROSA = Fidelidade como filho do amor misericordioso de Maria e Edwiges.
BLAHOSLAVENÍ MILOSRDNÍ - "Bem aventurads os misericordiosos" - É o lema da Congregação.
A Congregação das irmãs de Santa Edwiges se dedica a educação cristã de crianças e jovens nos princípios morais e doutrinais da Igreja católica. Com dedicação especial às crianças com deficiência e desvantagem social, cuidando dos doentes e idosos e ajudando a Igreja em suas necessidades, servindo a qualquer necessidade do irmão.
A vida espiritual da Congregação das Irmãs de Santa Edwiges é moldada pela espiritualidade da Ordem de Santo Agostinho e sua própria constituição. Seguindo o exemplo de Santa Edwiges, com amor misericordioso, como base na união íntima com Deus, tornando o amor de Deus presente para as pessoas.
A devoção mariana é por vontade do fundador um dos elementos essenciais da piedade das Irmãs de Santa Edwiges. Em honra da Virgem Maria as irmãs usam um véu azul.
O patrono principal da Congregação é Santa Edwiges da Silésia. Além disso, a Congregação dedica especial amor  ao Sagrado Coração de Jesus e pela Virgem Maria, Mãe de Deus, a São José, Santo Agostinho e São Francisco de Sales.
A Congregação foi fundada em 14 de Junho 1859 em Wroclaw, na Polônia, pelo servo de Deus Padre Robert Spiske (1821-1888). Receptivo e aberto  de coração, padre Robert percebeu a miséria humana que estava presente nos subúrbios das grandes cidades. Trabalhadores com baixos salários não poderiam atender as necessidades materiais de seus familiares. Com a pobreza relacionada a embriaguez, prostituição, falta de moradia, roubo, grande número de orfãos e viúvas desamparadas. Isso o levou a um grande despertar  de consciência e tornou-se então o iniciador de uma grande Obra de misericórdia.
Primeiro, aderiu à Irmandade de Nossa Senhora, já no segundo ano de sua existência, reuniu 500 homens e mulheres. Mas mesmo isso não foi o suficiente para remover a avalanche de miséria dos quais muitos foram atingidos. Portanto, os escritos do Padre Robert inspiraram um grande grupo de mulheres piedosas e nobres que encontraram grande vontade de ajudar. Inicialmente chamado de "Irmãs da misericórdia", depois, "Comunidade Santa Edwiges" porque seu trabalho se fundamentava na vida e obra desta Santa polonesa, que no século 13 na Silésia foi o mais belo exemplo de misericórdia.
A Comunidade das irmãs de Santa Hedwiges teve três objetivos iniciais:
*Fornecer abrigo para órfãos e crianças abandonadas e alimentá-los.*
Cuidar da juventude pobre e esquecida afim de ser poupada do mal.
*Cuidar dos doentes, velhos e abandonados.
Em dezembro de 1857, fundaram o abrigo beneficente chamado "Casa de Resgate Santa Edwiges" que abrigou  27 meninos e 48 meninas.Muitas mulheres da Comunidade de Santa Edwiges envolvidas no trabalho de caridade do Lar  implorarm ao Padre Robert, para se tornarem uma comunidade religiosa.
Diante disso padre Robert Spiske pessoalmente viajou para Roma em outubro de 1858. Com a ajuda dos cânones do Vaticano, especialistas em direito canônico, elaborou os estatutos das Irmãs da Comunidade de Santa Hedwiges com base na Regra de Santo Agostinho. Em 7 de Novembro de 1858 recebeu o Santo Padre Pio IX os escritos de Pe. Robert.  O papa confirmou os Estatutos e abençoou a comunidade.
 As Irmãs vestem hábito preto longo com um colarinho branco, véu azul e cordão com uma medalha que traz a imagem de Santa Edwiges na frente e de Maria Imaculada no verso. As irmãs recebem o  anel quando fazem os votos perpétuos.
A idade mínima para admissão ao noviciado é de 18 anos de idade. O postulado dura 6 meses, o noviciado dura dois anos. Após a sua conclusão consistem em votos temporários. Os votos temporários são renovados anualmente por cinco anos.
Atualmente a Congregação das Irmãs de Santa Edwiges trabalha em seis províncias de diferentes países europeus: Polônia, Alemanha, Dinamarca, República Checa, Áustria e Bielorússia.
Em 5 de Março d 1993 Henrik Gulbinowicz cardeal, arcebispo de Wroclaw na Polôna, inaugurou o processo de beatificação de Pe. Robert em nível diocesano, na presença da Madre Superiora Geral da Congregação,  ir. Michael Andorfer e das Irmãs de Santa Edwiges.
Para maiores informações:
Congregação das Irmãs de Santa Hedwiges
671 65 1 Břežany
República Checa
 
SANTA EDWIGES - MODELO DE AMOR E DEVOÇÃO À MÃE DE DEUS
Na história da humanidade, a palavra rei e rainha quase sempre está associada à palavra tirano. Mas na história do catolicismo, rei e rainha muitas vezes vem junto da palavra santo. É o caso exemplar de Edwiges, Duquesa e Rainha da Silésia e da Polônia.
De sua casa paterna e dos costumes familiares a Duquesa Edwiges trouxe para a Silésia um culto particular à Nossa Senhora Mãe de Deus!
Edwiges levava sempre consigo uma pequena imagem de Nossa Senhora. Com freqüência pegava a estatueta para olhá-la com amor e devoção, aumentando cada vez mais a sua veneração à Virgem Santíssima. Com esta estatueta Edwiges abençoava os doentes e estes ficavam curados.
No momento de sua morte Edwiges segurava a tal estatueta com tanta orça em sua mão esquerda que não foi possível retirá-la dela. Foi sepultada segurando a estátua da Virgem”
Anos depois, quando seu túmulo foi aberto, os três dedos que seguravam a estátua estavam intactos. A descrição disto tudo deve ter deixado uma profunda impressão sobre os seus contemporâneos. Não era prática dos monges e das monjas Cistercienses portar estátuas de santos. Apesar disto Edwiges tinha consigo esta estátua mesmo durante o tempo em que viveu no mosteiro desta ordem nos últimos anos de sua vida.
O amor à Mãe de Deus foi algo forte e característico desta amável santa que acolhemos por nossa Padroeira.
O culto de Santa Edwiges logo propagou-se para além das fronteiras da Polônia. Entre muitos motivos para esta difusão temos os vários Bispos que testemunhavam a importância do local e da vida da Santa Duquesa.
Na Idade Média seu culto espalhou-se por toda a Europa central, da Polônia até Antuérpia e no sul até Trento e a Hungria, o que pode ser comprovado facilmente pela quantia de Igrejas e oratórios a ela dedicados. A festa da Santa Edwiges constava do calendário de muitas dioceses. A Santa era homenageada por 26 hinos no Breviário, livro de orações e Salmos. Nestes hinos apareciam os nomes de nações e povos que honravam a Santa, tais como os poloneses, alemães, franceses, etc.
A pedido do então rei da Polônia, Jan Sobieski, o Papa Inocêncio 11 (1676–1689) introduziu o culto de Santa Edwiges como obrigatório para toda a Igreja.
Em 1943 celebrou-se o sétimo centenário da morte de Santa Edwiges. Naquele ano o Papa Pio XII elevou  a Igreja do túmulo de Santa Edwiges à categoria de Basílica menor.
 ORAÇÃO A SANTA EDWIGES
Ó Santa Edwiges, vós que na terra fostes o amparo dos pobres, a ajuda dos desvalidos e o socorro dos endividados, e no Céu agora desfrutais do eterno prêmio da caridade que em vida praticastes, suplicante te peço que sejais minha advogada, para que eu obtenha de Deus o auxílio de que urgentemente necessito: (fazer o pedido).
Alcançai-me também a suprema graça da salvação eterna. Santa Edwiges, rogai por nós. Amém.
Rezar 1 Pai Nosso, 1 Ave Maria e fazer o Sinal da Cruz.
Santa Edwiges, estrela de caridade, rogai por nós, pelos nossos irmãos prisioneiros e por todos os que passam dificuldades financeiras. Amém.
 
 
SANTA EDWIGES: A SANTA DUQUESA
Como é bonito ver o apelo que vem de Santa Edwiges no serviço aos pobres e pelo exemplo de sua vida dedicada aos necessitados.
Nascida no período Medieval, em 1174, Edwiges – morreu em 1.243, e foi canonizada em 1.267 –, foi uma mulher que marcou seu tempo. De família nobre, rica, assistiu, desde tenra idade, a miséria a tomar formas diferentes nas pessoas que conhecia, convivia e amava.
Ao se casar aos 12 anos de idade, com Henrique, duque europeu, a então princesa da Silésia, país de Lebuska, atual Polônia, Edwiges, educada no Catolicismo e dona de uma fé inabalável, deparou-se com uma situação completamente diferente da que estava acostumada a conviver – seu marido, mesmo sendo irmão de padre, mal sabia rezar.
Cristã, no real sentido da palavra, Edwiges logo tomou a educação religiosa de seu marido, preparando o caminho da paz em sua casa para a chegada de seus seis filhos – Henrique, Conrado, Boleslau, Inês, Sofia e Gertrudes. E, para conseguir manter sua família dentro do que acreditava, diariamente, levava a família até a capela próxima do castelo onde moravam, para assistirem juntos, diariamente, à missa.
Mas, suas devoções a Cristo e respeito à Virgem Maria não terminavam em seus horários de missa ou de oração. Entre as prolongadas ausências do marido, que saía a lutar nas guerras que dizimavam vidas e era freqüente naquele período da humanidade, Edwiges aproveitava para visitar famílias nas maiores condições de miséria e buscar o socorro para cada uma delas.
Nessas visitas, descobriu que os maiores problemas que as famílias enfrentavam estavam relacionados à falta de dinheiro. Lavradores, pequenos sitiantes precisavam pagar uma quantia aos proprietários da terra que trabalhavam, sobre a colheita que deveriam ter. Essa colheita sempre era menor do que o esperado devido ao inverno rigoroso e as intempéries do clima do lugar. Sem ter como pagar as dívidas, os lavradores eram presos e suas famílias ficavam abandonadas, sem ter a quem recorrer. Muitas vezes, as mulheres se prostituíam para poder sustentar seus filhos, ou vagavam pelas ruas, à mercê da quase inexistente caridade pública, sendo humilhadas e maltratadas pelos moradores que tinham condições de sobreviver.
Assistindo a dor e a miséria humana, Edwiges, dona de um coração privilegiado para a época, e uma das mulheres que mais sentiram – e demonstraram – como ninguém, a caridade e a compaixão, pagava as dívidas dos presidiários com o dinheiro de seu dote, a quantia que foi dada em época de seu casamento o seu marido que não quis usá-la e deixou a seu inteiro dispor de sua esposa, ajudando-os a reiniciarem suas vidas.
Preocupada com a situação das mulheres que perdiam seus maridos nas guerras e viam-se a mercê da sorte, expostas a estupros e todo tipo de maldade humana, passou a construir em pequenos vilarejos, conventos para abrigar viúvas e órfãos. Muitas tornaram-se freiras e passaram a servir a Deus.
Depois de perder dois de seus filhos precocemente e, por último, seu marido, Edwiges retirou-se para o convento de Trébnitz e ali viveu, em jejum e oração até sua morte, aos 69 anos de idade.
Sua fé foi motivo de muitos pedidos dos que viveram próximos a ela, depois de sua morte e, com vários milagres comprovados, a Igreja Católica a declarou santa em 1.267, 24 anos após a sua morte.
Até hoje, seu corpo é venerado no Convento de Trébnitz, na Polônia, e existem igrejas no mundo inteiro dedicadas à santa Edwiges.

A SENHORA DO ROSÁRIO DE POMPÉIA
"Salva esta gente! Propaga o Rosário. Estimula-os para que o rezem. Maria prometeu a salvação para aqueles que fizerem”
No ano de 79 ocorreu a famosa erupção do Vulcão Vesúvio, que sepultou a cidade pagã de Pompéia (Sul da Itália). Ali a aristocracia romana gostava de passar o tempo com entretenimentos e foi surpreendida pela súbita destruição.
No início do Século IX instalaram-se nas proximidades famílias de camponeses que erigiram uma humilde capela. Em 1872 chegou o advogado Bártolo Longo, que trabalhava para a Condessa de Fusco, dona dessas terras. Logo descobriu que, depois da morte do sacerdote, já não haviam missas na capela e poucos seguiam firmes na fé.
Uma noite, o advogado Bártolo Longo viu em sonhos a um amigo morto anos atrás, que lhe disse: “Salva a esta gente Bártolo! Propaga o Rosário. Estimula-os para que o rezem. Maria prometeu a salvação para aqueles que fizerem”. Assim, Longo trouxe de Nápoles muitos Rosários para distribuir e encorajou também a vários vizinhos que o ajudassem a reformar a capela. A população começou a rezar o Rosário, cada vez em maior número.
Em 1878, Bártolo Longo obteve de um convento de Nápoles um quadro de Nossa Senhora entregando o Santo Rosário a São Domingos e Santa Rosa de Lima. Estava deteriorado mas um pintor o restaurou. Este mudou a figura de Santa Rosa pela de Santa Catarina de Siena. Colocada a imagem sobre o altar do Templo, ainda que inacabada, a Virgem Santíssima começou a operar milagres. 
Em 08 de maio de 1887, o cardeal Mônaco de Valleta, colocou na venerada imagem um diadema de brilhantes benta pelo Papa Leão XII e em 08 de maio de 1891, deu-se a solene consagração do novo Santuário de Pompéia, que existe atualmente.
“Quem difunde o rosário, salva-se!”
Ó promessa tão cheia de consolo, ó ternura de amor de mãe! Somente nossa mãe santíssima para nos garantir tão grande privilégio junto do coração de seu filho Jesus.
Devemos confiar sem duvidar, pois tão promessa nos foi confirmada na carta apostólica para o ano do rosário, por João Paulo II – 2002 e 2003.
Pompéia é a terra do Santo Rosário, onde o fervoroso brotar do coração dos fiéis da oração do Ave Maria leva a contemplar a disponibilidade interior com que a Virgem Santa recebeu na fé o anúncio do nascimento do Filho de Deus na condição humana.
Os cristãos podem encontrar no Rosário uma ajuda eficaz no empenho de realizar na sua vida os planos de Deus.  O Rosário, que Bartolo Longo considera quase um baluarte contra os inimigos da alma, une aos Anjos, e é "porto seguro no naufrágio comum".
Bártolo Longo, que após sua conversão adotou o nome Maria, passando a se chamar Bártolo Maria Longo, casou-se com a condessa de Fusco.
Além do santuário em construção, Bártolo e sua esposa fundaram orfanatos para meninas, albergues para rapazes, um instituto das filhas do Sagrado Rosário de Pompéia e a ordem terceira do Rosário.
No ano de 2002, ano do rosário, o Papa João Paulo II fez referência ao beato Bártolo Maria Longo como o “Apóstolo do Rosário”, beatificando-o no dia 26 de outubro de 1980.
De onde tirou este grande apóstolo de Maria a energia e a constância necessárias para realizar uma obra tão imponente, conhecida em todo o mundo? Não é precisamente do Rosário, por ele acolhido como um verdadeiro dom do coração de Nossa Senhora?". Sim, foi verdadeiramente assim!
 
 
O GLORIOSO MENINO JESUS DE PRAGA
O Menino Jesus de Praga derrama inestimáveis favores sobre seus devotos. Acompanhe a origem desta devoção!
Esta devoção, embora muito conhecida, precisa de ser explicada para que todos possam apreciar a sua origem, os seus fundamentos teológicos, a sua importância soberana e a sua utilidade atual. A devoção ao Menino Jesus data de Belém; passou pelos anjos, por Maria e José, pelos pastores e Reis Magos e é continuada pelos santos através dos séculos, seguindo ainda o seu curso sempre ascendente. Tomou uma forma concreta e universal sob o título do Menino Jesus de Praga.
Fernando II, imperador da Alemanha, para expressar sua gratidão a Nosso Senhor pela insigne vitória alcançada em uma batalha, construiu em 1620, na cidade de Praga, um convento de Padres Carmelitas. A Boêmia passava por momentos muito difíceis, assolada por guerras sangrentas. A cidade de Praga era vítima das mais indizíveis calamidades. Neste contexto, chegam estes excelentes religiosos, cujo mosteiro carecia até do indispensável para sua sobrevivência. Nessa época, vivia em Praga a piedosa princesa Policena Lobkowitz. Sofrendo na alma as prementes necessidades dos Carmelitas, presenteou-lhes com uma pequena estátua de cera, de 48 cm., que representava um formoso Menino Deus, de pé, com a mão direita erguida em atitude de bênção. A mão esquerda segurava um globo dourado. Seu rosto era muito amável e gracioso. A túnica e o manto tinham sido confeccionados pela própria princesa.
Ao dar a estátua aos religiosos carmelitas ela disse-lhes: "Meus padres, entrego-lhes o maior tesouro que possuo neste mundo. Prestem muitas honras a este Menino Jesus e nada lhes faltará."
Os Carmelitas, muito agradecidos, receberam a estátua. Colocaram-na no oratório interno do convento, passando a ser venerada por aqueles bons religiosos, especialmente pelo Padre Cirilo. Sem dúvida, este homem poderia receber o título de "Apóstolo do Divino Menino Jesus de Praga". A profecia da piedosa princesa cumpriu-se literalmente. Não tardaram a se manifestar os efeitos maravilhosos da proteção do Divino Menino. Muito rapidamente, e em várias ocasiões, verificaram-se inúmeros prodígios e as necessidades do mosteiro foram milagrosamente socorridas.
Em 1631, os protestantes voltaram a ocupar a cidade de Praga; saquearam igrejas e conventos espalhando por toda a parte o terror e a pilhagem. A imagem do Menino Jesus não escapou à fúria devastadora dos inimigos do catolicismo, quebraram-lhe as mãos e atiraram-na para um canto. Assim, a veneranda imagem ficaria sepultada debaixo dos escombros, e sem os seus fiéis devotos, pois os Carmelitas viram-se obrigados a fugir para não perecer.
 No ano seguinte, com a retirada dos inimigos de Praga, os religiosos puderam retornar ao seu convento. Mas ninguém se lembrou da preciosa estátua, mas Em 1637  o Padre Cirilo da Mãe de Deus retornou a Praga.
Este santo religioso, compreendendo que Deus não queria abençoar a comunidade e a cidade enquanto o Menino Jesus não fosse honrado como merecia, pediu ao Superior licença para procurar a imagem do Menino Jesus, dizendo-lhe: «Se nós O honrarmos de novo, Ele nos dará segurança». Obtida a licença, após reiterados esforços tem a grande felicidade de encontrar a tão desejada imagem atrás do altar.
A partir do momento em que a imagem foi colocada em seu lugar de honra, o inimigo bateu em retirada e o convento foi reabastecido de tudo que os religiosos necessitavam.
Certo dia, o Pe. Cirilo orava diante da imagem, quando ouviu claramente estas palavras: "Tende piedade de mim e eu terei piedade de Vós. Devolvei minhas mãos e eu vos devolverei a paz. Quanto mais me honrardes, tanto mais vos abençoarei".
Realmente a imagenzinha estava com suas mãos quebradas. 
O Pe. Cirilo entristeceu-se pois o convento não tinha recursos para mandar reformar a imagem, foi quando durante sua oração ouviu dos lábios do menino Jesus estas palavras: "Coloca-me na entrada da sacristia e encontrarás quem se compadeça de mim". Com efeito, apareceu um desconhecido que, notando o belo Menino desprovido de mãos, ofereceu-se espontaneamente para colocá-las, não demorando a ser recompensado: em poucos dias ganhou uma causa quase perdida, com a qual salvou sua honra e sua fortuna.
Em 1655, o Conde Martinitz, Grão Marquês da Boêmia, brindou a imagem com uma preciosa coroa de ouro cravejada de pérolas e diamantes. O Reverendo D. José de Corte colocou-a no Menino em uma solene cerimônia de coroação. Graças e maravilhas incontáveis atribuídas ao "pequeno Grande" (assim chamam na Alemanha o Menino Jesus de Praga), divulgaram-se nas regiões mais longínquas, o que fez seu culto se espalhar até os nossos dias de uma maneira prodigiosa. A devoção ao Menino Jesus de Praga foi acolhida com amor em todas as nações.
O Divino Menino deseja nos cumular de graças. Veneremo-lo, tornemo-lo conhecido e amado, e ele nos abrirá os tesouros de sua bondade.
De vez em quando pratiquem em sua honra alguma mortificação. Façam-lhe diariamente alguma oração que vocês conheçam e deste modo vocês experimentarão como é bom e generoso o Menino Jesus de Praga, o Menino Rei, o Deus enamorado das crianças.

Santuário do Menino Jesus de Praga
Convento de Avessadas
Apartado 141 – Avessadas
4634 - 909 MARCO DE CANAVESES

Portugal 


PADROEIRA DAS MISSÕES
SantaTeresinha nada realizou que merecesse aplausos do mundo, mas Deus convidou-a a encontrá-lo nas pequenas coisas.
No dia 14 de dezembro de 1927, o Papa Pio XI proclamou "Santa Teresa do Menino Jesus padroeira principal de todos os missionários, homens e mulheres, e de todas as missões existentes em toda a terra, junto com São Francisco Xavier e com todos os direitos e privilégios que convêm a este título".
Nada há de extraordinário na vida dessa monja carmelita descalça. O que há de especial em Teresinha é a simplicidade e a profundidade com que procurou corresponder ao amor e à misericórdia de Deus.
Mesmo sem deixar o seu Carmelo para ir evangelizar em terras distantes, seu desejo de ser missionária era tão intenso que chega a confessar que não desejava sê-lo somente durante alguns anos, mas desde a criação até a consumação dos séculos.
Além do mais afirma que uma só missão não lhe bastaria. Seu interesse pela ação missionária da Igreja manifesta-se na correspondência que manteve com dois missionários, a quem manifestava seus ideais de partir em missão.
O ardor missionário de Teresinha se manifesta no seu zelo em salvar almas, isto é, conduzir as pessoas a Deus. Sua missão é fazer Deus amado, adorado, por seu amor, por sua bondade.
No Carmelo compreende que sua missão era "fazer amado o Rei do céu, submeter-lhe o reino dos corações..."
Santa Teresinha ajuda-nos a refletir que missão não é somente sair pelo mundo a levar o Evangelho, mas que podemos sê-lo por meio da oração, dos sacrifícios diários e pelo profundo desejo de que Jesus seja conhecido e amado.
Francesa que nasceu em Alençon no dia 2 de janeiro de 1873 e morreu dia 30 de setenbro de 1897, depois de uma agonia de dois dias. Oferecendo a sua vida pela salvação das almas e pela Igreja!
Santa Teresinha não só descobriu no coração da Igreja que sua vocação era o amor, mas sabia que o seu coração – e o de todos nós – foi feito para amar. Teresinha entrou com quinze anos no Mosteiro das Carmelitas Descalças em Lisieux, com a autorização do Papa e sua vida passou na humildade, simplicidade e confiança em Deus.
A “pequena Teresa” nunca deixou de ajudar as almas mais simples, os pequenos, os pobres e os sofredores que a ela rezam, mas também iluminou toda a Igreja com a sua profunda doutrina espiritual, a tal ponto que o Venerável Papa João Paulo II, em 1997, desejou dar-lhe o título de Doutora da Igreja, em acréscimo àquele de Padroeira das Missões, já atribuído por Pio XI em 1939.
Teresa morre na noite de 30 de setembro de 1897, pronunciando as simples palavras “Meu Deus, vos amo!”, olhando o Crucifixo que segurava nas mãos. Essas últimas palavras da Santa são a chave de toda a sua doutrina, da sua interpretação do Evangelho. O ato de amor, expresso no seu último suspiro, era como o contínuo respiro da sua alma, como o batimento do seu coração. As simples palavras “Jesus Te amo” estão ao centro de todos os seus escritos. O ato de amor a Jesus a mergulha na Santíssima Trindade. Ela escreve: “Ah, Tu o sabes, Divino Jesus, Te amo, O Espírito de Amor me inflama com o seu fogo, É amando-Te que eu chego ao Pai”