FELIZ 2012 - QUE SEJA UM ANO MARIANO!
Mais um ano se aproxima do fim. Fazemos promessas para o ano novo, para que tenhamos saúde, prosperidade financeira e etc…
E nossa vida espiritual? Lembramos de renovar a nossa fé? De sermos inteiramente fiéis aos Santos Ensinamentos da Igreja e, acima de tudo, de consagrarmos nosso ano ao Imaculado Coração de Maria?
 Precisamos sempre buscar a proteção de Nossa Senhora e pedir reparação pelos pecados que cometem contra o Santo Nome da Virgem Santíssima e de Seu Filho amado.
Estas preces cabem a nós fazermos, pois conhecemos as conseqüências destas ofensas e sabemos quão tristes o Coração de Jesus e o de Sua Mãe ficam com a maldade e blasfêmia que muitos cometem, quando desobedecem os conselhos Divinos.
 Precisamos honrar todos os dias o Imaculado Coração de Nossa Senhora, tão ofendido por pecados cometidos a cada instante.
Quando a Igreja promove a consagração de Nações, Dioceses, famílias ou pessoas ao Coração Sacratíssimo de Jesus, ou ao Imaculado Coração de Maria, tem em vista que as criaturas assim consagradas formulem a resolução de pertencer de modo particular ao Coração de Jesus ou ao Coração de Maria, obedecendo-Lhes mais fielmente as leis, tomando-Os mais perfeitamente por modelos, e, reciprocamente, recebendo de modo todo especial sua particular e vigilante atenção.
 Assim, a Consagração não é um mero rito, uma fórmula vaga, a ser recitada em momento de emoção piedosa. Ela é antes de tudo um ato refletido, deliberado, voluntário e profundo, que implica no propósito de uma mais perfeita integração na doutrina e na vida da Santa Igreja Católica, o que é o único modo real de pertencer a Jesus e a Maria.
A consagração ao Coração Imaculado de Maria é mais atual do que nunca. Mais do que nunca, o mundo atribulado por mil vicissitudes de toda ordem, precisa de um coração materno que dele se condoa. Mais do que nunca, pois, torna-se necessário que apelemos para o coração de nossa Mãe, que imploremos, fazendo, tanger suas fibras mais sensíveis, suas cordas mais íntimas, toda a sua misericórdia, todo o seu amor, toda a sua assistência.
Se o Santo Padre Pio XII consagrou o mundo inteiro ao Coração de Maria, imitemos seu gesto, completemo-lo, por assim dizer, consagrando-nos sem reservas ao mesmo Coração Imaculado. Estaremos dentro dos desejos do Papa, dentro das vias da Providência Divina.
Viva o Imaculado Coração de Maria!
A MULHER COM OS PÉS SOBRE A LUA
 Nossa Senhora levando o Menino Jesus é símbolo da Igreja!

A mais antiga representação de Maria com os pés sobre a lua é de 1531, é uma "imagem milagrosa", uma imagem que surge pintada na roupa de um mexicano chamado Cuautitlan, a famosa Virgem de Guadalupe.
  Por volta de 1348 espalhou-se um tipo de escultura mariana chamada Madonna que pisa a lua crescente (Mondsichel-Madonna), onde a representação da mulher do Apocalipse dispensa o uso do símbolo da lua. 


Hoje, Apocalipse está indissoluvelmente ligado ao fim do mundo. É praticamente um sinônimo. Mas a palavra, em grego, significa "revelação".  Literalmente significa "a retirada dos véus". É a primeira palavra desse livro de João, e muitos livros antigos ficaram conhecidos pela palavra que os inicia. Mas a revelação que João nos descreve é sobre o fim do mundo.O livro tem 21 capítulos, cheios de imagens retumbantes, cheios de números mágicos. São revelações “sobre as coisas que em breve devem acontecer”. Ele descreve a seqüência de "cenas" que se sucederão quando o fim do mundo se aproximar, e lá no capítulo 12 aparece a cena sobre a mulher com os pés sobre a lua. 

 A lua crescente também é usada nas representações da conceição milagrosa de Maria e de seu nascimento,  A lua crescente aparece acalcada sob os pés de Maria em pinturas da Assunção e significa a sua glória e vitória sobre o tempo e o espaço.
A aplicação mais importante do símbolo da lua ocorreu nas representações da Imaculada Conceição.
 É sabido que a lua ocupa um lugar destacado na simbologia, religiosa e profana, de todas as culturas antigas. Quase sempre em ligação estreita com o sol. Nos quadros dos reis e imperadores divinizados em vida, costumava-se pintar o sol e a lua por sobre suas cabeças, para dizer que eles estavam "nas alturas". Maria, que carrega consigo o sol divino, tem a lua debaixo dos pés: está marcada por Deus, é a "cheia de graça", é mais alta que os céus que abrigam o sol e a lua, é celestial, ainda que habite em Nazaré e caminhe por Jerusalém.

A lua depende do sol, mas brilha soberana no meio da noite. Maria depende do Cristo, em função de cuja maternidade recebeu todos os privilégios, mas, exatamente por causa do Cristo-Sol, não é afetada pelas trevas do pecado, brilha límpida com a luz que lhe vem da maternidade divina.

Todos esses símbolos e outros estão contidos na frase do Apocalipse, que inspirou os escultores: "Apareceu no céu um grande sinal: uma mulher vestida do sol, com a lua debaixo dos pés" (12,1). Nos primeiros séculos do Cristianismo, essa mulher vestida do sol era interpretada como sendo a Igreja, que recebe toda a luz do Cristo. Aos poucos, a mulher revestida de sol passou a significar Nossa Senhora. A lua, sob seus pés, sem deixar o simbolismo pagão, assumiu novo significado: Maria é a senhora dos tempos, a mãe das mães e a virgem das virgens, humana mas santíssima, terrena mas elevada acima dos astros e no mais alto dos céus, aquela que resplandece na plenitude da luz da graça sem jamais ter conhecido a escuridão do pecado.


A RADIOSA ESTRELA DA MANHÃ
Maria é também a Estrela da Manhã porque anuncia o sol nascente, a luz do alto que veio nos visitar: Jesus de Nazaré (Lc 1,78).
 Ela é a Nova Aurora que precede o “dia do Senhor”, pois dela nasceu o Salvador !
Diz ainda de modo muito poético o Salmo 129: “Mais do que os vigias que aguardam a manhã, espere Israel pelo Senhor, porque junto ao Senhor se acha a misericórdia; encontra-se nele copiosa redenção”. Cada um de nós ao seu modo e um vigia esperando o sol da manhã.
(Mal 4:2) "Mas para vós, os que temeis o meu nome, nascerá o sol da justiça, trazendo curas nas suas asas; e vós saireis e saltareis como bezerros da estrebaria."
Certa vez participei de um momento de oração com jovens durante toda a noite. Foi um acampamento ao ar livre e sobre uma montanha. Lembro bem que antes de surgirem os primeiros raios da aurora, vimos uma estrela de luz muito forte. Alguém disse: - “Olhem, a estrela da manhã”. Em poucos momentos era dia e já podíamos ver o sol. Foi assim que aconteceu...
Maria surgiu na história como uma estrela de luz muito forte. Mas sua luz não é suficiente para iluminar o dia. Ela não é o sol. Maria não salva, mas aponta para o rumo da salvação. Ela indica a estrada que leva para o seu filho, Jesus. Do sol Jesus, ela recebe luz e poder, por isso a Virgem de Guadalupe aparece "revestida do Sol".
 Na plenitude dos tempos Deus nos deu seu próprio Filho que é profeta, sacerdote e rei-pastor. Para anunciar a sua vinda o maior dentre os nascidos de Mulher: João Batista. E para dizer sim em nome de toda a humanidade, Deus escolheu uma jovem menina de Nazaré. Ela é a Estrela da Manhã.
Este novo dia foi prenunciado pelos profetas: “Um astro sairá de Jacó” (Nm 24,17). Maria é esta luz que vai à nossa frente. É como a Estrela Guia.
 A Mãe de Jesus, assim como, glorificada já em corpo e alma, é imagem e início da Igreja que se há-de consumar no século futuro, assim também, na terra, brilha como sinal de esperança segura e de consolação, para o Povo de Deus ainda peregrinante, até que chegue o dia do Senhor” (LG 68). Maria é luz na terra e reluz para sempre no céu. Estrela da Manhã, rogai por nós.
“Em um céu cheio de estrelas, Maria é aquela que permanece no horizonte, a Estrela Dalva, a Estrela da Manhã, que anuncia a chegada do SOL que é Jesus".
Hino: "Salve, estrela da manhã"

Salve, estrela da manhã,
Venerável Mãe de Deus e sempre Virgem,
Feliz porta do céu.
Recebeste aquele "Salve" da boca de Gabriel:
Asseguraste-nos a paz,
Pois mudastes o castigo de Eva.
Solta as cadeias dos presos,
Dá luz aos cegos,
Livra-nos dos nossos males,
Alcança-nos todos os bens.
Mostra que és nossa Mãe
E receba de ti nossas preces
Aquele que por nós nasceu e quis ser teu Filho.
Virgem singular,
Entre todas, a mais humilde.
Faz que, limpos da culpa,
Sejamos humildes e sãos.
Concede-nos uma vida pura,
Prepara-nos um caminho seguro,
Para que vendo a Jesus
Sempre nos alegremos.
Glorificamos a Deus Pai,
E a máxima honra a Cristo e ao Espírito Santo:
Aos Três um mesmo louvor.
Amen
.

SÃO NICOLAU - O VERDADEIRO "PAPAI NOEL"

O verdadeiro Papai Noel é o padroeiro das crianças, que foi bispo em Myra, na Turquia, no século 4.

 De tão deturpado, esqueceu-se sua maravilhosa origem. Pois Papai Noel tem na sua fonte um homem de carne e osso, um bispo da Santa Igreja, um santo de altar!
Na Alemanha, o dia 6 de dezembro é comemorado há cinco séculos. Nesta data especial, todos participam da celebração, especialmente as crianças, que se deliciam com o clima festivo, saboreando os chocolates que lhes são presenteados.
O motivo de tanta euforia e guloseimas se explica pelo fato de nesta data, no ano de 350 d.C., ter falecido um bispo, o qual ficou conhecido por sua caridade e afinidade com as crianças. Devido a sua imensa generosidade e aos milagres que lhe foram atribuídos, foi santificado pela Igreja Católica e tornou-se um símbolo ligado diretamente ao nascimento do Menino Jesus. São Nicolau é atualmente um dos santos mais conhecidos da cristandade e mais queridos pelo povo.
Diferentemente do que se imagina, este ícone de bondade é quem realmente é considerado pelo catolicismo o verdadeiro Papai Noel. Sem barriga rechonchuda, nem roupa vermelha ou botas pretas, o bom velhinho das noites de Natal era alto, esbelto, vestia um tipo de batina branca e mitra, comuns aos bispos da época.
Nascido na Turquia, na cidade de Demre, antigamente conhecida como Myra, Nicolau é personagem de diversas lendas. A mais conhecida se refere ao dia em que ele teria presenteado três irmãs com um saco de moedas de ouro, o qual teria jogado pela chaminé da casa da família. Com este dote, as meninas se livraram da prostituição e conseguiram bons casamentos.
São Nicolau x Papai Noel

Há 70 anos, o atual gordinho de roupas vermelhas tem disputado o lugar do velhinho de vestes brancas. Tudo começou em 1931, quando a poderosa multinacional Coca-Cola lançou uma propaganda com a nova versão de Santa Claus. O cartunista americano Thomas Nast foi o criador do atual Papai Noel, que na época apareceu nas telas da televisão oferecendo uma garrafa de refrigerante para uma garotinha.
EVOLUÇÃO DO ATUAL "PAPAI NOEL"
O marketing da empresa parece ter dado tão certo, que fez com que muitos, desde então, nem se dessem conta da existência de outro Papai Noel. Desde 1997, no entanto, existe um movimento organizado pelo padre alemão Eckhard Bieger, que tenta resgatar o verdadeiro símbolo das comemorações de Natal.
O padre jesuíta deseja evitar a confusão que freqüentemente envolve as duas figuras natalinas. Em entrevista a uma agência de notícias, ele afirma que São Nicolau é "desde a Idade Média o patrono das crianças". Por esse motivo, " a Coca-Cola deveria procurar uma outra figura para propagar o clima natalino", conclui.
A iniciativa de Bieger tenta eliminar o teor mercadológico e comercial que acabou sendo associado ao Natal. Resgatar o símbolo original do Natal pode ser o primeiro passo para não se perder o verdadeiro sentido da comemoração do nascimento do Menino Jesus.
SANTA ROSA DE LIMA
Primeira flor de santidade da América! 
Santa Rosa de Lima foi uma mística da Ordem Terceira Dominicana canonizada pelo Papa Clemente X em 1671.
É a primeira santa da América e padroeira do Peru e da América. Nascida em Quives, província de Lima no ano de 1586, era descendente de conquistadores espanhóis.
Seu nome de batismo era Isabel Flores y Oliva, mas a extraordinária beleza da criança motivou a mudança do nome de Isabel para Rosa, ao que ela acrescentou o de Santa Maria. Seus pais eram Gaspar de Flores, espanhol arcabuz do Vice-Rei e Maria Oliva, limenha. Era a terceira dos onze filhos do casal.
Seus pais antes ricos tornaram-se pobres devido ao insucesso numa empresa de mineração e ela cresceu na pobreza, trabalhando na terra e na costura até altas horas da noite para ajudar no sustento da família. Cultivava as rosas de seus próprio jardim e as vendia no mercado e por isso é tida como patrona das floristas.
Diz-se que tocava graciosamente a viola e a harpa e tinha voz doce e melodiosa. Além de muito bela, Rosa era tida como a moça mais virtuosa e prendada de Lima.
Foi pretendida pelos jovens mais ricos e distintos de Lima e arredores, mas a todos rejeitou, por amar a Cristo como esposo. Em idade de casar, fez o voto de castidade e tomou o hábito da Ordem Terceira Dominicana, após lutar contra o desejo contrário dos pais. Construiu uma cela estreita e pobre no fundo do quintal da casa dos pais e começou a ter vida religiosa, penitenciando seu corpo com jejuns e cilícios dolorosos e conta-se que utilizava muitas vezes um aro de prata guarnecido com fincos, semelhante a uma coroa de espinhos. Foi extremamente bondosa e caridosa para com todos, especialmente para com os índios e negros, aos quais prestava os serviços mais humildes em caso de doença.
 Segundo os relatos de seus biógrafos e dos amigos que a acompanharam, dentre eles seu confessor Frei Juan de Lorenzana, por sua piedade e devoção Santa Rosa recebeu de Deus o dom dos milagres. Era constantemente visitada pela Virgem Maria e pelo Menino Jesus, que quis repousar certa vez entre seus braços e a coroou com uma grinalda de rosas, que se tornou seus símbolo. Também é afirmado que tinha constantemente junto a si seu Anjo da Guarda, com quem conversava.
 Ainda em vida lhe foram atribuídos muitos favores; milagres de curas, conversões, propiciação das chuvas e até mesmo o impedimento da invasão de Lima pelos piratas holandeses em 1615.  Apesar de agraciada com experiências místicas fora do comum, nunca lhe faltou a cruz, a fim de que compartilhasse dos sofrimentos do Divino Mestre: sofrimentos provindos de duras incompreensões e perseguições e, nos últimos anos de vida, de sofrimentos físicos, agudas dores devidas à prolongada doença que a levou à morte em 24 de agosto de 1617, aos 31 anos de idade. Suas últimas palavras foram " Jesus está comigo!" Seu sepultamento foi apoteótico e pranteado por todo o Vice Reino do Peru e seu túmulo tornou-se palco de milagres, bem como também os lugares onde viveu e trabalhou pela causa da Igreja.
Foi a primeira santa canonizada da América e proclamada padroeira da América Latina. Conta-se que o Papa Clemente relutava em elevá-la aos altares, mas foi convencido após presenciar uma milagrosa chuva de pétalas de rosa que caiu sobre ele, vinda do céu e que atribuiu a Santa Rosa de Lima.
Encontraram o menino COM MARIA, sua Mãe!   (Mt.2,11)
O Natal é comemorado em toda a face da Terra.
Mas, cada povo o comemora a seu próprio modo.
Por quê?
A Igreja Católica, vivendo na alma de povos diferentes, produz maravilhosas e diversas harmonias. Ela é inesgotável em frutos de perfeição e santidade. Ela é como o sol quando transpõe vidros de cores diferentes. Quando penetra num vitral vermelho, acende um rubi; num fragmento de vitral verde, faz fulgurar uma esmeralda!
O Espírito Santo na Igreja passando pelos povos produz algo único e admirável.
 Um Menino nasceu para nós, e o Filho de Deus nos foi dado. Cujo império repousa sobre seus ombros e o seu nome é o Anjo do Grande Conselho”.No Natal, a graça da Igreja brilha de um modo especial na alma de cada católico. E de cada povo que conserva algo de católico na face da Terra inspirando incontáveis formas de comemorar o nascimento do Redentor!
E ali, junto ao Menino, uma figura silenciosa tudo via, tudo guardava, tudo agradecia: Maria, a jovem mãe, que a todos acolhia e com todos partilhava seu maior segredo – o filho de Deus! Dividida entre os afazeres primeiros de uma mãe e as tantas pessoas que queriam ver o Menino, Maria ainda meditava: o que significava tudo aquilo?  O que Deus estava lhe dizendo através do rumo daqueles acontecimentos?
A mãe do Menino soube ouvir profecias e oferecer sacrifícios como mandava a lei de seu povo. A mãe soube ser Mãe da humanidade inteira nos primeiros momentos da vida humana de Jesus: a todos permitiu chegar perto, a todos permitiu também ver as maravilhas.  Intercessora desde o primeiro instante, abriu caminhos, deu acesso. E quantos hoje querem encontrar Jesus sem Ela!
Ninguém esperou mais pelo Menino que Sua mãe!  Durante nove meses, Maria carregou dentro de si o Salvador e viveu o mistério da maternidade: gerou vida dentro de si, ao mesmo tempo em que gestava a Vida.  A gravidez de Maria foi o advento plenamente vivido, e podemos, hoje, vivê-lo em companhia da Mãe de Deus.
Observar Maria ao longo da vida de Jesus Cristo nos fará entender como fazer para entendermos a história de um Deus que caminha com a humanidade.  O Criador conhece pelo nome cada uma de suas criaturas.  Mas, às criaturas não é dado todo o conhecimento de seu Criador.  Por isso, a necessidade de saber enxergá-Lo na escuridão, escutá-Lo na turbulência e senti-Lo quando parece estar longe. Maria nos aproxima de Deus, chamando atenção aos pequenos milagres que o Senhor realiza em nossas vidas.
Uma canção natalina alemã conta que os dois iam juntos: Nossa Senhora, a flor de delicadeza, e o Menino, o tesouro do Universo!
E atravessaram um bosque de espinhos que havia sete anos que não florescia.

Veja vídeo

Nossa Senhora sozinha, trazia o Menino Jesus amparado junto a seu coração.

Mas, enquanto Nossa Senhora atravessava o bosque, os espinhos transformavam-se em rosas perfumadas para Ela.
E Ela compreendeu: foi um gesto de amabilidade de seu Filho!  Jubilosa, Ela olhou maternalmente para o Divino Infante. Ele estava dormindo, mas governava
a natureza!
VIVA A VIRGEM DE GUADALUPE !
SALVE 12 DE DEZEMBRO

Desde a época pre-hispánica, o Tepeyac tinha sido um centro de devoción religiosa para os habitantes do vale de México. O aparecimento da imagem da Virgen de Guadalupe foi no ano 1531, dez anos após a queda de México-Tenochtitlan em mãos dos espanhóis .
A Virgen María apareceu-se em várias ocasiões ao índio Juan Diego Cuauhtlatoatzin no sábado 9 de dezembro de 1531 no cerro do Tepeyac e pediu-lhe que fosse em procura do bispo e lhe dissesse que ela solicitava a criação de um templo nesse lugar. O indígena foi em procura de frei Juan de Zumárraga para contar da solicitação da virgen, mas frei Juan não creu nos aparecimentos, pois este tipo de histórias de aparecimentos espirituais era comum, de modo que lhe pediu uma prova.
Em resposta à petição do bispo, a Virgen pediu ao indígena que, como pudesse, cortasse umas rosas de Castela do alto do TEPEYAC e lhas levasse ao bispo (Nesse tempo era inverno e a zona do cerro era uma zona árida, não apta para o crescimento de flores como as rosas). O indígena obedeceu e guardou as rosas dentro de sua tilma ou ayate. Juan Diego baixou do cerro e pediu uma audiência ante o bispo para mostrar-lhe a prova. Ao chegar onde estava o bispo, o índio esticou seu ayate para estender as rosas sobre a mesa. Sobre o ayate aparece a imagem estilizada (claramente artística, não fotográfica) da Virgen de Guadalupe. A prova para o frei não foram somente as rosas, senão o milagre da pintura da Virgen de Guadalupe sobre o ayate.
A imagem que hoje em dia conhecemos é a mesma que a do ano 1531.
A Basílica de Nossa Senhora de Guadalupe é o segundo santuário católico mais visitado do mundo (após a Basílica de San Pedro no Vaticano), com mais de 14 milhões de visitantes todo o ano em inumeráveis peregrinaciones desde todas as partes do país, ainda que em 2006 superou à Basílica de San Pedro em número de visitantes, convertendo durante um ano no santuário católico mais visitado do mundo.
Segundo os guadalupanos mexicanos atuais, o nome da Virgen mexicana de Guadalupe poderia ser uma deformação de um nome original desconhecido pronunciado em idioma náhuatl— com o que o indígena Juan Diego teria mencionado à Virgen que se lhe tinha aparecido.
Vários escritores têm tratado de identificar palavras em idioma náhuatl que soem parecido a Guadalupe e tenham algum significado religioso, para que pudessem ser o nome que disse a Virgen:
  • coatlallope: ‘a que esmaga à serpente’ (sendo coatl: ‘serpente’, a: preposición e llope: ‘esmagar’).
  • tequantlanopeuh: ‘a que teve origem na cimeira das peñas’.
  • tequatlasupe: ‘a que aplasta a cabeça da serpente’.
  • tlecuatlahlope: ‘a que nos salva de ser comidos’.
  • tlecuauhtlacupeuh: ‘a que vem voando da luz como a águia de fogo’.  
  • tlecuauhtlapcupeuh: ‘a que procede da região da luz como a águia de fogo’
 Para os católicos e ortodoxos María é aquela mulher que tem o privilégio de ser a mãe de Jesús, pelo que se lhe dá o título de Mãe de Deus (Theotokos: ‘útero de Deus’), deste privilégio nascem as demais prerrogativas de seu culto. A teología católica propõe a María como modelo de obediência (Lucas 1,38) em contraste com a desobediencia de Eva (Gn 3,6) ideia que se encontra desde os Pais da Igreja. Assim mesmo María foi isentada por Cristo no que se conhece como «redenção preventiva», impedindo que o pecado original a afecte.
Na teología católica, a mediação de María nasce da mediação única e principal de Jesucristo (1 Tim 2,5-6) da qual depende; nesse sentido é uma mediação secundária mas especial por seu singular papel no plano da salvação.
 A festa da Virgen celebra-se o 12 de dezembro. A noite do dia anterior, as igrejas em todo o largo e longo do país se colmam de fiéis para celebrar uma festa à que chamam «as mañanitas à Guadalupana» ou serenata à Virgen. O santuário de Guadalupe, localizado no cerro do Tepeyac na cidade de México, é visitado nesse dia por mais de 5 milhões de pessoas.
Tem-se por costume que tais peregrinaciones não só incluam fiéis e organizadores, senão danzantes chamados matlachines, quem lideram as procissões até chegar à basílica.

IMACULADA CONCEIÇÃO DE MARIA
"Pode o puro [Jesus] vir dum ser impuro ? Jamais !" (Jó 14:4)
A Imaculada Conceição é a concepção da Virgem Maria
 sem mancha ("mácula" em latim) do pecado original. O dogma diz que, desde o primeiro instante de sua existência, a Virgem Maria foi preservada por Deus, da falta de graça santificante que aflige a humanidade, porque ela estava cheia de graça divina. Também professa que a Virgem Maria viveu uma vida completamente livre de pecado.
 A festa da Imaculada Conceição, comemorada em 8 de dezembro, foi definida como uma festa universal em 1476 pelo Papa Sisto IV. A Imaculada Conceição foi solenemente definida como dogma pelo Papa Pio IX em sua bula Ineffabilis Deus  em 8 de Dezembro de 1854.  A Igreja Católica considera que o dogma é apoiado pela Bíblia (por exemplo, Maria sendo cumprimentada pelo Anjo Gabriel como "cheia de graça"), bem como pelos escritos dos Padres da Igreja, como Irineu de Lyon e Ambrósio de Milão. Uma vez que Jesus tornou-se encarnado no ventre da Virgem Maria, era necessário que ela estivesse completamente livre de pecado para poder gerar seu Filho
 O Papa Pio IX recorreu principalmente para a afirmação de Gênesis 3:15, onde Deus disse: "Eu Porei inimizade entre ti e a mulher, entre sua descendência e a dela", assim, segundo esta profecia, seria necessário uma mulher sem pecado, para dar a luz à Cristo, que reconciliaria o homem com Deus.
O verso "Tu és toda formosa, meu amor, não há mancha em ti" (na Vulgata: "Tota pulchra es, amica mea, et macula non est in te"), no Cântico dos Cânticos (4,7) é usado para defender a Imaculada Conceição, outros versos incluem:
"Também farão uma arca de madeira incorruptível; o seu comprimento será de dois côvados e meio, e a sua largura de um côvado e meio, e de um côvado e meio a sua altura." (Êxodo 25:10-11)
"Assim, fiz uma arca de madeira incorruptível, e alisei duas tábuas de pedra, como as primeiras; e subi ao monte com as duas tábuas na minha mão." (Deuteronômio 10:3)
Outras traduções para a palavras incorruptível ("Setim" em hebraico) incluem "acácia", "indestrutível" e "duro" para descrever a madeira utilizada. Moisés usou essa madeira porque era considerada muito durável e "incorruptível". Maria é considerada a Arca da Nova da Aliança (Apocalipse 11:19) e, portanto, a Nova Arca seria igualmente "incorruptível" ou "imaculada".
Já no século VIII se celebrava a festa litúrgica da Conceição de Maria aos 8 de dezembro ou nove meses antes da festa de sua natividade, comemorada no dia 8 de setembro. No século X a Grã-Bretanha celebrava a Imaculada Conceição de Maria.
Em 1858 Bernadete Soubirous, afirmou ter visto uma aparição que se autodenominou de "Imaculada Conceição" na localidade de Lourdes, diocese de Tarbes na França. O caso foi submetido às autoridades civis locais e eclesiásticas, após o que o bispo de Tarbes deu por confirmadas as aparições como sendo da Virgem Maria. As autoridades civis francesas se viram impotentes para impedir a devoção de milhares de peregrinos na época, atualmente Lourdes se transformou num lugar de peregrinação internacional de milhões de católicos devotos da Virgem Maria.
A pureza de Maria do pecado desde o momento de seu nascimento também é atestada no Islã. Alguns dos títulos marianos no Islã realçam este fato:
  • Tahirah: significa "Aquela que foi purificada" (Alcorão 3:42). De acordo com um hadith, o Diabo não tocou em Maria quando ela nasceu, portanto, ela não chorou (Nisai 4:331).
  • Mustafia: significa "Ela, que foi escolhida". O Alcorão declara: "Ó Maria! Por certo Deus te escolheu e te purificou, e te escolheu sobre todas as outras mulheres dos mundos" (Alcorão 3:42). Deus escolheu a Virgem Maria entre todas as mulheres do mundo para um plano divino.
  • Nur: Uma das passagens mais importantes, Maria foi chamada de Nur (Luz) e Umm Nur (a mãe da Luz). O verso da Luz, também contém os símbolos virginal do cristal, a estrela, a árvore abençoada de oliva e óleo, que segundo os muçulmanos, referem-se a pureza de Maria.