POR QUE REZAR PELOS MORTOS?
"Quem crer em mim, ainda que morra, viverá!" (Jo.11,25)
A Bíblia fala de uma prisão temporária na “outra vida” - Jesus Cristo em S. Mateus 5,25 exorta a reconciliação com os irmãos nesta vida para que “não aconteça que o adversário te entregue ao juiz e o juiz te entregue ao seu ministro, e sejas posto na prisão. Em verdade te digo: não sairás de lá antes de ter pago o último centavo".
É evidente que esta 'prisão temporária' lugar de perdão na outra vida, através de um fogo que purifica e salva e de onde se sairá depois de pagar o último centavo, não pode ser o Céu, “onde nada de impuro entrará” (Apocalipse 21,27) nem o inferno,“onde não há redenção” e onde o fogo é eterno. (Mt. 25,41).
Só resta um lugar intermediário, transitório e de expiação, que a Igreja, com toda a propriedade e sabedoria chama de Purgatório, embora esta palavra não esteja na Bíblia está a sua realidade. Que é o que realmente importa!
Se os mortos não interessam pelos vivos, como explicar que aquele rico nos tormentos do inferno suplicasse a Abraão que enviasse Lázaro a seus cinco irmãos ainda vivos, para convencê-los a mudar de vida e evitar virem, por sua vez, áquele local de tormento ? (S.Lucas 16, 27)
Além da graça específica da salvação eterna, ligada ao Escapulário, Nossa Senhora concedeu outra, que ficou conhecida como privilégio sabatino. No século seguinte, apareceu Ela ao Papa João XXII, a 3 de março de 1322, comunicando àqueles que usarem seu Escapulário: “Eu, sua Mãe, baixarei graciosamente ao purgatório no sábado seguinte à sua morte, e os lavarei daquelas penas e os levarei ao monte santo da vida eterna
Chorar nossos mortos e perpetuar-lhes a lembrança no mármore, na tela, no livro é permitido, sim. Porém, não fiquemos só nisto. Juntemos à saudade a oração. Não basta chorar, precisamos orar. E nunca se precisa tanto de orações como depois da morte. No purgatório as pobres almas estão como o paralítico da piscina que dizia a Jesus: – Hominem non habeo! Senhor eu não tenho um homem que me lance na piscina para ser curado.
"No que concerne a certas faltas leves, deve-se crer que existe antes do juízo um fogo purificados, segundo o que afirma Aquele que é a Verdade, dizendo que se alguém tiver cometido uma blasfêmia contra o Espirito Santo, não lhe será perdoada nem no presente século nem no século futuro (Mt 12,31). Dessa afirmação podemos deduzir que certas faltas podem ser perdoadas no século presente, ao passo que outras, no século futuro."
Dependem aquelas almas santas de nossos sufrágios, de nossas orações e sacrifícios. Deus as entregou à nossa caridade. Sempre é eficaz a nossa oração pelas almas.
Os próprios judeus acreditavam que aqueles que não eram nem bons nem maus seriam conduzidos a um lugar aonde a pessoa humana sofreria castigos temporários até que estivesse apta para subir ao céu.
A oração pelos mortos aliás, era uma prática constante entre os primeiros cristãos, como atestam ainda hoje inscrições em numerosos túmulos e arcas funerárias cristãs daqueles primeiros tempos.

AS ATAS DO MARTÍRIO DE PERPÉTUA SÃO AS MAIS DIGNAS DE CONFIANÇA E COMPROVADAS HISTORICAMENTES E DIZ QUE SANTA PERPÉTUA TEVE UMA VISÃO COM SEU IRMÃO MORTO.
EIS O RELATO NARRADO PELA MESMA:
"Emocionada por ele não poder beber, acordei e com­preendi que o meu irmão ainda sofria; mas esperava poder dar-lhe alívio."  O ALÍVIO FORAM AS ORAÇÕES QUE ELA FEZ PELA ALMA DE SEU IRMÃO MORTO E LOGO DEPOIS TEVE OUTRA VISÃO:
"O lugar escuro onde antes tinha visto Dinocrato, vi-o iluminado.(...) Quanto a mim, acordei cheia de alegria: compreendi que ele estava livre da sua pena."

No evangelho, lemos:
"Todo o que tiver falado contra o Filho do homem será perdoado. Se, porém, falar contra o Espírito Santo, não alcançará perdão nem neste mundo, nem no mundo vindouro." ( Mt 12, 32).
O pecado contra o Espírito Santo, ou seja a pessoa que recusa de todas as maneiras os caminhos da salvação, não será perdoado nem neste mundo, nem no mundo futuro.
Acena, o Senhor Jesus, neste trecho implicitamente, que há pecados que serão perdoados no mundo futuro, isto é, após a morte. Ver também Mc 3, 29

Santa Faustina narra em seu diário espiritual sua visita ao purgatório: "Vi o Anjo da Guarda que me mandou acompanhá-lo. Imediatamente encontrei-me num lugar enevoado, cheio de fogo, e, dentro deste, uma multidão de almas sofredoras. Essas almas rezavam com muito fervor, mas sem resultado para si mesmas; apenas nós podemos ajudá-las. As chamas que as queimavam não me tocavam. O Anjo da Guarda não se afastava de mim nem por um momento. E perguntei a essas almas qual era o seu maior sofrimento. Responderam-me, unânimes, que o maior sofrimento delas era a saudade de Deus. Vi Nossa Senhora que visitava as almas no Purgatório. As almas chamam a Maria "Estrela do Mar." Ela lhes traz alivio. Queria conversar mais com elas, mas o meu Anjo da Guarda fez-me sinal para sair. Saímos pela porta dessa prisão de sofrimento. [Ouvi então uma voz interior] que me dizia: A Minha Misericórdia não deseja isto, mas a justiça o exige. A partir desse momento, me encontro mais unida às almas sofredoras".
 

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