O PODER DA INTERCESSÃO
A INTERMEDIAÇÃO única de Jesus na REDENÇÃO do gênero humano não exclui a INTERMEDIAÇÃO entre nós, os vivos, e os Santos, que já estão na glória de Deus.
A palavra interceder significa “colocar-se entre”, ou seja, o intercessor é aquele que se coloca entre aquele que pode dar e aquele que deseja receber.
A Bíblia diz que Jesus é o Único Intermediário de REDENÇÃO, mas não diz que é o único de INTERCESSÃO.
Não se pode excluir outros tipos de INTERMEDIAÇÃO, tal como a INTERCESSÃO que há entre os vivos e os mortos perante o Senhor Deus.
O Senhor Deus inspirou São Paulo em 1 Cor 6, 2: "Não sabeis que os Santos julgarão o mundo?".
Ora, o mundo a que São Paulo se referia é o nosso mundo dos vivos.
Portanto, os Santos para nos julgarem, conhecem nossas necessidades, isto é, devem ter contato com nossa realidade.
Na Bíblia, vamos encontrar muitos personagens com características de intercessores e exercendo fielmente este papel.
A semelhança de Móises que intercedeu pelo povo para que Deus tivesse compaixão de Israel, Nm. 14. 13-19; clamamos o perdão e a compaixão de Deus por nós mesmos e por nosso próximo.
O livro do Gênesis 18,16-33 nos mostra Abraão, que se coloca como intercessor entre Deus e os habitantes de uma cidade que deveria ser destruída por causa de seus pecados.
“A fumaça dos perfumes subiu da mão do anjo com as orações dos santos, diante de Deus.” (Apoc. 8,4).
Os santos oram para Deus. Por que estariam orando, já que estão salvos e gozando da presença do Senhor? Oram em nosso favor, para que os que estão na terra também possam um dia estar com eles na presença do Senhor.
Em nenhum lugar da Bíblia está dito, nem implicitamente, que a INTERMEDIAÇÃO para fins de Redenção exclui a INTERMEDIAÇÃO para outros fins tais como: um pedido aos santos ou a Maria para que INTERCEDAM junto ao Filho ou ao Senhor Deus em favor de um vivo.
No Antigo Testamento a mediação entre Deus e os homens se dava através da prática da Lei. No Novo Testamento, é Cristo que nos reconcilia com Deus, através de seu sacrifício na cruz. É neste sentido que Ele é nosso único mediador, pois foi somente através Dele que recuperamos para sempre a amizade com Deus, como bem foi exposto por São Paulo:
 Assim como pela desobediência de um só homem foram todos constituídos pecadores, assim pela obediência de um só todos se tornarão justos.” (Rom 5,19)
A Bíblia recomenda taxativamente: "Orai uns pelos outros..." Tg. 5. 16; e isso sempre acompanhado por unidade e companheirismo. Apenas um amor não fingido, Rm. 12. 9, e que alegra-se uns com os outros, Rm. 12. 15 possibilitará uma intercessão sincera e verdadeira que irá tocar o coração de Deus.
Tomemos Jo 2,1-12. Nesta passagem encontramos a narrativa das Bodas de Caná. Esta festa de casamento que aconteceu na cidade de Caná na Galiléia, teve as honrosas presenças de Jesus e Maria.
Maria, assumindo o seu papel de mãe da humanidade, assume nesta festa a sua total maternidade.
A decisão final cabe a Jesus, pois Ele é Deus feito homem.
Maria, a grande Mãe de Deus e nossa mãe, é aquela que, atenta às nossa necessidades, apresenta-as a Jesus, deixando para Ele a decisão de realizar ou não os prodígios, segundo a Sua vontade.
Apresentemos a ela as nossas necessidades e tenhamos a certeza de que enquanto nós levamos os nossos pedidos em bandejas de latão, Maria leva os mesmos em suas bandejas de ouro. E porque é muito mais íntima do Senhor que nós, muito mais ela saberá como atingir o coração de seu amado Deus e de Seu amado Filho.
Como fez em Caná, Maria apresenta a Jesus nossas necessidades; e Jesus as apresenta ao Pai, que dispensar-nos-á as graças de acordo com a sua Vontade e pelos méritos de Jesus.

 

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