A SANTA MÃE DE DEUS E RAINHA DO CÉU
No antigo Israel era a mãe do Rei que sentava no trono da Rainha (1Reis 2, 19).
Um anjo é enviado por Deus para anunciar que Maria viria a se tornar a Mãe do Messias, o eterno Rei de Israel (Lucas 1,26-2). Maria fica intrigada com o estranho modo de saudação que o anjo usa. Ela é saudada como alguém de grande importância, O anjo a chama de "cheia de graça", indicando que não tem necessidade ou espaço para mais favores divinos diferentemente de outros seres humanos.
Não tem necessidade de perdão, nem tampouco pode receber honra e glória maiores daquelas que já possui. Este ponto é muito importante. Pelas palavras do Anjo na verdade, pela Palavra inspirada de Deus ficamos sabendo que Maria foi colocada, pela superabundante graça de Deus, no ápice da criação e perfeição. Isto foi feito em preparação para o seu papel na História da Salvação.
É importante observar que Maria não tinha consciência do seu destino até este momento. O anjo precisou informar os planos que Deus tinha para ela, para que ela então pudesse aceitar ou rejeitar sua missão.
O Anjo diz a Maria que ela foi favorecida por Deus com a graça extraordinária para ser a Rainha de Israel, a "gebirah" ou "Grande Senhora". Maria soube imediatamente que o seu Filho seria o Messias e que ela estava destinada a ser a eterna Rainha de Israel.
O anjo então explica a Maria como Jesus será concebido. Ele também informa que Isabel, a mãe de João Batista, também concebeu miraculosamente um filho em sua velhice.
Isabel é um modelo profético da Antiga Aliança. Seu filho, João Batista, será o último profeta de Israel assim como Jesus será o primeiro profeta da Nova Aliança e o maior profeta de todos os tempos. Com efeito, a partir desta passagem, podemos compreender que Maria é um tipo de representação da Igreja, cuja missão é entregar Jesus para a salvação do mundo.
Isabel chama Maria de "a mãe do meu Senhor", apontando para Jesus da mesma forma que seu filho João Batista apontará posteriormente. Mesmo sendo um bebê no ventre de Isabel, João Batista obtém permissão do Espírito Santo para reconhecer a voz de Maria.  
Este fato está bem atestado nas Escrituras para nos mostrar que aqueles que são movidos pelo Espírito Santo reconhecem em Maria a fortíssima proximidade de Jesus. A bênção de Isabel — "Bendita és tu entre as mulheres e bendito é o fruto de teu ventre!" — foi incorporada para sempre na antiga oração da Igreja, a Ave Maria.
Apocalipse 11, 19-12, 6 "O templo de Deus que está no céu se abriu, e apareceu no templo a Arca da sua aliança. Houve relâmpagos, vozes, trovões, terremotos e uma grande tempestade de granizo. Um sinal grandioso apareceu no céu: uma Mulher vestida com o sol, tendo a lua sob os pés e sobre a cabeça uma coroa de doze estrelas..."
Na verdade, a cena que descreve a Arca não termina abruptamente; ela certamente continua, indicando que a Arca e a Mulher celeste são a mesma coisa e estão intimamente associadas na visão de João. Outros sinais que apontam para esta Mulher como sendo uma imagem de Maria: ela está grávida e seu filho governará as nações (Cristo); a lua sob os seus pés é a Igreja sob a Rainha dos Céus, a Igreja militante reflete imperfeitamente a luz de Cristo em contraste com a Igreja triunfante nos céus, cuja luz é o próprio Cristo (Apoc. 21, 23). Em acréscimo, ela é a inimiga do Dragão (Apocalipse 12, 17), o qual em Apocalipse 20, 2 é identificado como Satanás, "a antiga Serpente", que lutará e perseguirá a descendência da mulher (Gênesis 3,15).
No Apocalipse de João a Arca da Aliança é uma mulher, a mãe do Messias.


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