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FREIRAS SEM HÁBITO NÃO PODERÃO VER O PAPA
Maravilhosa determinação da organização da Jornada Mundial da Juventude proíbe que freiras sem hábito tenham acesso ao encontro que as irmãs vão ter com Bento XVI no dia 19 de agosto, em El Escorial.
No ordenamento vigente da Igreja, os membros de institutos religiosos devem usar hábito.  "O hábito religioso deve ser uniforme para todo o instituto. Admite-se o pluralismo no tecido e na cor (preto, cinza, branco), segundo as exigências dos lugares".
A reforma conciliar permitiu que elas tirassem o hábito com todas as bênçãos eclesiais há mais de 40 anos. Mas, agora, a organização da Jornada Mundial da Juventude (JMJ) proíbe que as freiras que se vestem sem hábito tenham acesso ao encontro que as jovens irmãs vão ter com Bento XVI no dia 19 de agosto, em El Escorial - Espanha.
A circular emitida na página eletrônica da JMJ afirma: "As postulantes, as noviças e as professas, para poderem participar, terão que portar seu respectivo hábito".
Incomodadas com a decisão dos organizadores, muitas delas estão enviando cartas de protesto.
a JMJ reafirma a obrigatoriedade do hábito talar. E conclui:
 "Esperamos que você possa compreender isso e verá a experiência gozosa dessa manifestação pública do que significada no mundo a vida consagrada religiosa, também no modo de se identificar em uma sociedade com tantos sinais de secularismo".
Apesar dos protestos, a organização da JMJ não deu seu braço a torcer, pelo menos por enquanto, e continua exigindo o hábito a todas as postulantes, noviças e freiras jovens que queiram participar do encontro com Bento XVI em El Escorial.
Sem hábito, não há papa!
Maravilha! Merece nosso aplauso entusiasmado essa determinação da JMJ...
Esta é a Igreja que o mundo de hoje precisa, que exige o cumprimento das normas vigentes e cala a desobediência desses lobos (e lobas) modernistas dentro da Igreja.
   Após o Concílio Vaticano II e sua abertura para o espírito do mundo, o uso do hábito não foi oficialmente proibido, mas em incontáveis lugares foi como se tivesse havido a proibição. A dessacralização da indumentária religiosa tornou-se fato corriqueiro na vida da Igreja. De modo geral apenas foi mantido o uso durante as celebrações religiosas. Nestas, os ricos e belos paramentos litúrgicos foram substituídos pelas alvas anglicanas que passaram a ser habituais nas igrejas católicas. O efeito ineludível da novidade ou modismo pós-conciliar foi favorecer o igualitarismo e empanar o sagrado.
No Vaticano II, se abandonou a doutrina de sempre para atender a modernização na doutrina e certamento isso tinha que ter repercussão na forma de apresentação exterior dos religiosos.  
Quando se muda o interior, necessariamente isso aparecerá no exterior.
A entrega à vida sacerdotal ou religiosa exige um holocausto ou oblação interior que tem efeito sacralizante. Esse efeito também se reflete em sua indumentária. O estado religioso é uma oferenda litúrgica que a pessoa faz de sua vida a Deus, realizada segundo uma configuração específica,   O uso do hábito talar torna perceptível aos sentidos humanos toda essa sublime condição de vida.
O igualitarismo é o princípio filosófico que está por detrás da ojeriza que o mundo moderno sente em relação ao uso da batina ou hábito talar. Se todos os humanos são iguais, pensam os revolucionários igualitários, a indumentária deve a mesma para todos. Toleram, porém, o uso de trajes adequados para o exercício profissional, como a roupa branca dos médicos e a verde dos militares. Mas são intolerantes com a indumentária dos sacerdotes e religiosos católicos, sobretudo, quando usada fora do ambiente das igrejas e dos atos de culto.
 Uma batina ou hábito sempre suscita algo nos que os rodeiam. Ao que está de bem com Deus dá ânimo, ao que tem a consciência pesada avisa, ao que vive longe de Deus produz arrependimento.
 Os modernistas tiram os hábitos, rechaçam a coroa pontifícia, as tradições de sempre e depois se queixam de seminários vazios, de falta de vocações. Apagam o fogo e se queixam de frio.

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