SÃO SEBASTIÃO - DEFENSOR DA IGREJA
Um santo combativo, com profundas raízes na devoção popular do Brasil
O Rio de Janeiro foi a primeira cidade brasileira que levou o nome do santo. E a História registra em que circunstâncias gloriosas!
De fato, Estácio de Sá, a mando da Rainha de Portugal, vinha apoiar seu tio, Mem de Sá, na conquista da Baía do Rio de Janeiro. A essa empresa se associaram dois filhos da Companhia de Jesus, luminares de nossa História, os Padres Manoel da Nóbrega e o Bem-aventurado José de Anchieta, Apóstolo do Brasil.
Os hereges calvinistas franceses, secundados pelos ferozes índios tamoios, constituíam forte obstáculo para a consecução do empreendimento. E foi recorrendo à intercessão do glorioso mártir romano que, repetidas vezes, de 1565 a 1567, precisamente no dia de sua festa (20 de janeiro), as tropas luso-brasileiras conseguiram brilhantes vitórias militares, até vergar a resistência desses inimigos temíveis e instalar-se definitivamente, a 1º de março de 1567, na cidade que então passou a chamar-se São Sebastião do Rio de Janeiro.
imagem de são sebastião no Rio de Janeiro - Brazil

Nasceu o Mártir S. Sebastião em Narbonne, na Gália (França), pelos anos de 250 d. C., morrendo em Roma em 20 de Janeiro de 286 d. C.. Ele era cristão secretamente convertido, alistando-se no exército romano para poder ajudar os cristãos perseguidos. Pelo seu talento e valentia, foi tão apreciado pelos Imperadores Diocleciano e Maximiano, que o mantiveram como Capitão da sua Guarda Pretoriana, alto cargo de confiança imperial.
Protegia S. Sebastião os cristãos encarcerados, até que os irmãos cristãos Marco e Marcelino foram condenados à morte. S. Sebastião não se pôde conter e revelou publicamente a sua Fé, pregando e convertendo famílias inteiras ao Cristianismo, pelo que Diocleciano ordenou que os frecheiros o amarrassem a uma árvore e o crivassem de setas.
Crivado de frechas e dado como morto, foi levado a enterrar por Santa Irene. Esta, apercebendo-se, porém, que ainda estava vivo, recuperou-o, cuidando-lhe dos múltiplos ferimentos. Curado, voltou a apresentar-se ao Imperador e foi de novo martirizado, morto e finalmente sepultado nas catacumbas.
O bárbaro método de execução de São Sebastião fez dele um tema recorrente na arte medieval - surgindo geralmente representado como um jovem amarrado a uma estaca e perfurado por várias setas (flechas); de resto, três setas, uma em pala e duas em aspa, atadas por um fio, constituem o seu símbolo heráldico.
 Sebastião foi um dos soldados romanos mártires e santos, cujo culto nasceu no século IV e que atingiu o seu auge na Baixa Idade Média, designadamente nos séculos XIV e XV, tanto na Igreja Católica como na Igreja Ortodoxa. Embora os seus martírios possam provocar algum ceticismo junto dos estudiosos atuais, certos detalhes são consistentes com atitudes de mártires cristãos seus contemporâneos.
O seu nome deriva do grego sebastós, que significa divino, venerável (que seguia a beatitude da cidade suprema e da glória altíssima).

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