DOGMAS MARIANOS
A IMACULADA CONCEIÇÃO:
A Santíssima Virgem Maria, no primeiro instante de sua concepção no ventre materno, foi por singular graça e privilégio de Deus onipotente em previsão dos méritos de Cristo Jesus, Salvador do gênero humano, preservada imune de toda mancha de culpa original"
O Papa Pio IX, na Bula "Ineffabilis Deus", de 8 de Dezembro de l854 definiu solenemente o dogma da Imaculada Conceição de Maria.
Este privilégio e dom gratuito foi concedido apenas à Virgem e a ninguém mais, em atenção àquela que havia sido predestinada para ser a Mãe de Deus.
Em previsão dos méritos de Cristo porque a Maria a Redenção foi aplicada de forma antecipada - antes da morte do Senhor.
Deus te salve, cheia de graça." (Lc 1,28).
Estabeleço hostilidade entre ti e a mulher..." (Gn 3,15).
MARIA, MÃE DE DEUS:

O Concilio de Éfeso (431), sob o Papa São Clementino I (422-432), definiu solenemente que:
"Se alguém afirmar que o Emanuel (Cristo) não é verdadeiramente Deus, e que portanto, a Santíssima Virgem não é Mãe de Deus, porque deu à luz segundo a carne ao Verbo de Deus feito carne, seja excomungado."
O Filho de Maria é propriamente o Verbo que subsiste na natureza humana; então Maria é verdadeira Mãe de Deus, já que o Verbo é Deus. Cristo: Verdadeiro Deus e Verdadeiro Homem indissoluvelmente unidos. (João 1,1)
"Eis que uma Virgem conceberá e dará a luz..." (Is 7,14).
"O menino que nascerá de Ti ..." (Lc 1,35).

MARIA SEMPRE VIRGEM:

O dogma foi proclamado em 649, pelo Concílio Ecumênico do Latrão. Uma declaração dogmática, na Igreja, é necessariamente antecedida por séculos de estudos, debates, aprofundamentos e, muitas vezes, superação de doutrinas heréticas.
Os Padres da Igreja, no trecho de Ez. 44,2 veja a virgindade de Maria depois do parto: "este pórtico ficará fechado. Não se abrirá e ninguém entrara por ele, porque por ele entrara Iahweh, o Deus de Israel, pelo que permanecera fechado".Toda a Tradição e concorde em defender a virgindade perpetua de Maria: Santo Agostinho afirma: "A Virgem concebeu, a Virgem ficou gravida, a Virgem deu a luz, a Virgem é virgem perpetua". A razão teológica deste dogma é clara e tão simples, ela esta na divindade do Verbo e na maternidade de Maria, ao qual repugnou toda a corrupção.

O dogma da virgindade de Maria quer ainda afirmar, sem deixar nenhuma sombra de dúvida, que Jesus, concebido do Espírito Santo e nascido da Virgem Maria, é o filho primogênito e único de Maria de Nazaré, ou seja: Jesus Cristo, o Messias, não teve irmãos ou irmãs carnais nascidos do ventre de sua mãe Maria. Tiago Menor, por exemplo, é chamado de "irmão do Senhor" (Gl 1,19) e outras vezes se fala nos irmãos de Jesus presentes entre seus ouvintes (Mt 12,46; Mc 3,31-35; Lc 8,19). Mas todos sabem que em hebraico o termo "irmão" pode indicar qualquer parentesco, como sobrinho (Gn 12,5 e 13,8; 29,12.15), tio, primo (1Cr 23,22) e até amigo (Gn 29,4). Isso nunca foi problema teológico para a Igreja!

ASSUNÇÃO DE MARIA - ELEVADA AO CÉU DE CORPO E ALMA!

O Papa Pio XII, na Bula "Munificentissimus Deus", de 1º de Novembro de 1950, proclamou solenemente o dogma da assunção de Maria ao céu.

A Virgem Maria foi assunta ao céu imediatamente depois que acabou sua vida terrena; seu Corpo não sofreu nenhuma corrupção como sucederá com todos os homens que ressuscitarão até o final dos tempos, passando pela descomposição.
O essencial do dogma é que a Virgem foi levada ao céu em corpo e alma, com todas as qualidades e dotes próprios da alma dos bem-aventurados e igualmente com todas as qualidades próprias dos corpos gloriosos.

"O privilégio da assunção brilhou com novo fulgor, quando o nosso predecessor Pio IX, de imortal memória, definiu solenemente o dogma da Imaculada Conceição. De fato, estes dois dogmas estão estreitamente conexos entre si. Cristo com a própria morte venceu a morte e o pecado, e todo aquele que pelo batismo de novo é gerado, sobrenaturalmente, pela graça, vence também o pecado e a morte. Deus, porém, por lei ordinária, só concederá aos justos o pleno efeito desta vitória sobre a morte, quando chegar o fim dos tempos. Por esse motivo, os corpos dos justos corrompem-se depois da morte, e só no último dia se juntarão com a própria alma gloriosa. Mas Deus quis excetuar desta lei geral a Bem-aventurada Virgem Maria. Por um privilégio inteiramente singular, ela venceu o pecado com a sua conceição imaculada; e por esse motivo não foi sujeita à lei de permanecer na corrupção do sepulcro nem teve de esperar a redenção do corpo até o fim dos tempos. Quando se definiu solenemente que a Virgem Maria, Mãe de Deus, foi imune desde a conceição de toda a mancha, logo os corações dos fiéis conceberam uma mais nova esperança de que em breve o Supremo Magistério da Igreja definiria também o dogma da Assunção corpórea da Virgem ao céu".

"Sobe, Senhor, para o lugar do teu repouso, tu e a arca da tua santificação" (Sl 132,8). O Senhor subiu, quando se assentou à direita do Pai. Subiu também a arca da sua santificação, quando no dia de hoje a Virgem Mãe chegou ao tálamo celestial".

Como um vaso de ouro maciço, ornado de toda espécie de pedras preciosas, como a oliveira carregada de frutos e como o cipreste que se eleva até as nuvens" (Eclo 50,10-11). Cito a passagem, onde fala de Maria como o trono do Altíssimo.

ARREBATAMENTO, UMA REALIDADE BÍBLICA.

O arrebatamento de Enoque - (Gênesis 5:24) - E andou Enoque com Deus; e não apareceu mais, porquanto Deus para si o tomou.
O arrebatamento de Elias - (II Reis 2:11)- E sucedeu que, indo eles andando e falando, eis que um carro de fogo, com cavalos de fogo, os separou um do outro; e Elias subiu ao céu num redemoinho.
O arrebatamento da Igreja - (I Tessalonicenses 4:17)- Depois nós, os que ficarmos vivos, seremos arrebatados juntamente com eles nas nuvens, a encontrar o Senhor nos ares, e assim estaremos sempre com o Senhor. Foi exatamente isso que aconteceu com Maria!

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