A BELEZA DE MARIA
Eis por que, antes mesmo de descer nEla, cumulou-a com Suas graças, preservou-A com a arte de um Deus e todo o amor de um Filho, como o Seu tabernáculo, com a substância de que Ele mesmo queria ser feito. Ela era desde então "cheia de graça".
Mas em que consistia esta beleza de Maria?...
Diz Santo Alberto Magno, que a Virgem ultrapassou em graça e em beleza a todas as mulheres, pois possuiu em supremo grau a perfeição de que foi capaz um corpo mortal e que a natureza nada podia fazer de mais excelente".
(Quaest. sup. missus est, 15, 3)
"Convinha, e este é o pensamento de S. Dionísio, que o Filho de Deus e a Mãe de Deus fossem dotados, no mais eminente grau, de todas as perfeições da natureza e da graça: - "O Filho, por causa de Sua união substancial à divindade; a Mãe, por causa da união íntima com Deus, a mais perfeita depois da que é própria ao Seu Divino Filho".
Maria é a criatura que mais se aproxima da beleza de Deus e que dEle trouxe o reflexo mais puro. Convinha que a Mãe do nosso Pontífice fosse como Ele "santa, inocente, imaculada, separada dos pecadores e mais elevada que os céus".
Era necessário ao novo Adão, como o fora ao primeiro, "uma auxiliar semelhante a si mesmo". Era necessária a plenitude de vida, de vida natural e de vida sobrenatural; era necessária a beleza encantadora! Ela embeleza a religião e a Igreja.
No Credo Seu nome esparge como que um sorriso sobre os demais dogmas.
Seu exemplo, Sua ação nas almas faz florescer na Igreja as mais belas e heróicas virtudes
!

Desde o momento de Sua Conceição Imaculada (Gên.3,15), a Virgem santa descobriu em Deus tanta amabilidade, que Seu coração pulsou unicamente para Ele. E o que dá toda perfeição ao Seu amor é que, sem visar os Seus interesses pessoais, e sem outro desejo que o de agradar a Deus, Ela O amou puramente, por Ele mesmo, isto porque, sendo infinitamente amável, merece ser soberanamente amado.
E quem avaliará a intensidade deste amor?...
Diz um santo que, quando Maria transportava o menino Jesus, podia-se exclamar: "Eis o fogo que carrega o fogo". Isto é tão verdade que, se se reunissem o amor de todos os serafins, de todos os apóstolos, de todos os bem-aventurados, todos esses amores juntos se assemelhariam a uma centelha diante do vasto incêndio do amor de Maria. É o que faz dizer a Ricardo de São Lourenço que "os serafins, embora sejam todo amor, teriam podido descer do céu, para vir aprender no sagrado coração de Maria o amor de Deus"."O Espírito Santo penetrou Maria com Suas celestiais chamas, assim como o fogo penetra o ferro de modo que nada se vê e nada se sente nela, que não seja o fogo do amor divino"

E, pois com muita razão, conclui São Bernardo, que São João A viu sob o emblema de uma mulher revestida do sol (Apoc.12,1), pois Ela foi tão estreitamente unida a Deus, que nenhuma outra criatura a poderá jamais igualar".
"Esta caridade ardente tornou Maria tão bela aos olhos do Senhor, observa santo Tomás de Vilanova, que, arrebatado de amor por Ela, Ele desceu do céu para o Seu seio, e revestiu-Se de nossa humanidade!

"Ó poder da Virgem, uma filha da terra tocou e arrebatou o coração de Deus".
Ela não deseja que nós A amemos, senão para nos fazer amar cada vez mais ao Seu Divino Filho.
Ó Maria, aqui na terra o homem vai empós da beleza, para dar-lhe seu coração e suas afeições, deixa-se ofuscar por um pequeno raio, por uma sombra que passa! Por que não se apegaria ele ao contemplar-Vos... como o seu coração se dilataria a este espetáculo, como se encheria deste amor puro, ardente, forte como a morte, que Vossa beleza faz nascer em todos aqueles que A contemplam!...
Como disse certa vez Santa Bernadete de Lourdes: "A Santa Virgem é tão bela que eu desejaria morrer para vê-la novamente!"


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